terça-feira, 22 de maio de 2007



Neta de ferroviários, cresci a ouvir contar histórias sobre estações, apeadeiros, terras, linhas, máquinas, agulhas, disciplina, rigor, itinerância, progresso.

O orgulho ferroviário !

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Há uma certa mística nos comboios ...

Sinto-me confortável e tranquila a viajar de comboio.

E leio ... leio ... leio

13 comentários:

  1. e eu tenho desde miuda uma paixão intraduzível por comboios...apeadeiros estações caminhos que rasam outros...

    _________________


    Isabel...afinal o "cabeçalho" do blog voltou ao normal ou era defeito do meu PC?
    :)))))))))))
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    não ligues...são visões...miragens...
    desilusões....

    ___________________
    amei. esta viagem.


    obrigada.


    beijo.

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  2. Como eu compreendo essa paixão por comboios!

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  3. Memórias em que tudo corria mais devagar.
    O embalar das rodas na ligação dos carris... Os cheiros.
    Agora recuei uns anos da minha vida.

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  4. Ora cá venho eu destabilizar! Não gosto de sopa, não gosto de chocolate e não gosto de comboios! Passei horas infinitas, e mesmo para lá de infinitas, no Sud-Express entre Lisboa-Paris-Lisboa. Era lindíssimo, o comboio, as carruagens cama e restaurante, mas era tão chato, tão desconfortável, tão assutador (quando entrava a PIDE de luvas brancas para revistar a bagagem antes da fronteira)fazer aquela viagem e esperar às vezes horas e horas que o comboio se dignasse a retomar a marcha depois de parar inexplicavelmente no meio de coisíssima nenhuma, habitualmente um descampado algures em Castilla! Só tinha uma coisa boa: no fim estava Paris e, como se sabe, Paris é uma festa!

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  5. Como já te disse, também adoro as viagens de comboio, Isabel.

    E já li tantos livros nas carruagens... quer na Linha do Oeste, quer no trajecto diário Santa Apolónia - Vila Franca de Xira, que fiz durante algum tempo, no começa da década de noventa.

    E claro também fiz o meu inter-rail pelas Europas (1985), quando ainda era preciso passaporte...

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  6. adoro andar de combóio... lembro-me sempre das viagens de miúda até Fornos de Algodres, a terra do meu pai...

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  7. Os comboios embalam-nos o pensamento, as memórias, que se sucedem de apeadeiro em apeadeiro.
    Adorei a memória...

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  8. sempre nos conhecemos com um livro na mão, desde muito cedo, e foi nos transportes que devorámos milhares de páginas, viajando através da literatura e não só. O comboio, o electrico e o autocarro(1) conhecem-nos como leitores.

    (1) o rui não consegue ler nos autocarros e lamenta:)

    beijinhos
    paula e rui lima

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  9. Pois eu agora não leio nada .-)

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  10. o sentido da partida, o gozo da viagem, a paisagem como um filme, a descoberta à chegada.
    e o regresso.

    :)

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  11. As viagens de comboio quase não fazem parte das minhas memórias. Foram tão poucas. Mas sabes Isabel, estações, apeadeiros, aeroportos, portos, nunca me impressionaram pela positiva. O meu imaginário corre sempre para o "adeus", para alguém que parte, nunca eu. Não consigo achar romântico o que para mim é triste.

    Gostei do novo cabeçalho do teu blogue e da fotografia . Beijinhos

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  12. O horizonte, um fio de fumo que se avoluma, o comboio que se aproxima. Chiar de freios, vai parando, parou. A vila atraca buliçosa às carruagens. Chicualacuala.

    posted by Carlos Serra at 9/30/2006 07:54:00 PM
    _____________________
    Afro-braço a propósito desta ferroviária entrada.

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  13. Em Port Bou, Walter Benjamin já não apanharia o primeiro comboio da manhã, aquele que o livraria das ratazanas que já corriam pela Europa. Toda a liberdade num comboio. E, no entanto, como uma borboleta atraída pela fogueira, Benjamin não pôde dar o último passo. Resta-nos a sua obra para nos adentramos na vida como um comboio que rasga a paisagem.

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