Caderno de campo

Quinta-feira, Maio 22, 2008


A realidade não é o que vejo mas o que imagino para ser verdade

José Gomes Ferreira











gol - nino rota

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Segunda-feira, Maio 19, 2008

Renda - (se) . Rendo-me ...


http://www.humanizandorelacoes.com.br/



Renda-se, como eu me rendi.

Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei.

Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.



Clarice Lispector

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Sexta-feira, Maio 16, 2008

pensar, soñar y crear el museo que nos hace falta....


DIA INTERNACIONAL DE LOS MUSEOS

Este día 18 de mayo se conmemora el día internacional de los museos o de la institución museo, un momento oportuno para reflexionar sobre lo que hemos realizado y lo que nos falta por hacer... El museo como espacio educativo y cultural tiene el gran reto de convertirse en la conciencia de la sociedad, es decir, en el conocimiento de la realidad que se vive... El museo no debe ser por ningún motivo un aparato ideológico de estado, no debe servir a intereses particulares ni de grupo, debe ser reflejo de la diversidad de opiniones sobre lo que acontece, de lo que ya pasó y de lo que queremos ser... El museo es un centro cultural que se alimenta y se nutre de lo que la sociedad piensa y produce, no es un instrumento de políticos, gobernantes, especialistas, empresarios y académicos, es un instrumento que investiga, conserva y difunde el patrimonio natural y cultural de un continente, de una nación, de una comarca, de una región, de un municipio, de un pueblo o de una comunidad, que se construye con el concurso de todos, con la diversidad necesaria, con la tolerancia, con la polémica, con la contradicción... El museo no es el mundo feliz que quieren vendernos los gobernantes, los "especialistas" o los poderosos, el museo es un espejo de este mundo convulsionado: intereses, conveniencias, ambiciones, logros, fracasos, odios, guerras, alegrías, tristezas, naturaleza viva, contaminación, violación a los derechos humanos, movimientos de liberación, dictaduras, hambre, riquezas, llanto, dolor, records, hermandad, delicuencia, muerte, tradiciones, costumbres, colores, sabores, amor y desamor, amargura, inteligencia, agua, tierra, viento, pasado, futuro y presente... ese es y debe ser el museo de hoy y siempre, un espejo fiel de la realidad y diez mil explicaciones y soluciones a la misma....

Este 18 de mayo, es el momento clave para atrevernos a pensar, soñar y crear el museo que nos hace falta....


RAÚL ANDRÉS MÉNDEZ LUGO

MINOM internacional - México

http://www.minom-icom.net/

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Sábado, Maio 10, 2008




Imagens http://www.stevenkenny.com/


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A escrita torna-nos selvagens. Regressamos a uma selvajaria de antes da vida. E reconhecêmo-la sempre, é a das florestas, tão velha como o tempo. A do medo de tudo, distinta e inseparável da própria vida. Ficamos obstinados. Não podemos escrever sem a força do corpo. É preciso sermos mais fortes que nós para abordar a escrita, é preciso ser-se mais forte do que aquilo que se escreve. É uma coisa estranha, sim. Não é apenas a escrita, o escrito, são os gritos dos animais da noite, os de todos, os vossos e os meus, os dos cães. É a vulgaridade maciça, desesperante, da sociedade. A dor é, também, Cristo e Moisés e os faraós e todos os judeus e todas as crianças judias e é, também, o lado mais violento da felicidade. Acredito nisso, sempre.
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Marguerite Duras, in "Escrever"





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Sexta-feira, Maio 09, 2008

The Blindfold


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Quinta-feira, Maio 08, 2008

Isto não é um post é uma escama de sardinha


Li num ápice " A Era do vazio " de Gilles Lipovetsky, um ensaio sobre o individualismo contemporâneo. Uma reflexão tremendamente lúcida, fundada numa perspectiva comparativa e histórica sobre o fenómeno da personalização. Reune textos publicados na década de 80 do século passado, com sugestivos títulos: sedução non stop; a indiferença pura; narcisismo ou a estratégia do vazio; modernismo e pós -modernismo; a sociedade humorística; violências selvagens, violências modernas.

" A sociedade pós-moderna é a sociedade em que reina a indiferença de massa, em que domina o sentimento de saciedade e de estagnação, em que a autonomia privada é óbvia, em que o novo é acolhido do mesmo modo que o antigo, em que a inovação se banalizou, em que o futuro deixou de ser assimilado a um progresso inelutável.
(...) A cultura pós-moderna é descentrada e heteróclita, materialista e psi, porno e discreta, inovadora e rétro, consumista e ecologista, sofisticada e espontânea, espectacular e criativa; e o futuro não terá, sem dúvida, que decidir em favor de uma destas tendências, mas, pelo contrário, desenvolverá as lógicas duais, a co-presença flexível das antinomias "

Vivemos nos tempos hipermodernos. Nos tempos do Hipermercado, hiperconsumo, hipertexto, hipercorpo: tudo é elevado à potência do mais, do maior. O termo Hipermodernidade como idéia de exacerbação da Modernidade surgiu em meados da década de 70 e ganhou destaque em 2004 graças ao estudo de autores franceses e ao livro “Os tempos hipermodernos” do próprio Lipovetsky


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As leituras recentes de Gilles Lipovetsky, Hanna Arendt, entre outras, uma forte dor de cabeça e as recentes notícias que por aí grassam, deixaram-me pensativa, aturdida.
Fiquei a olhar, semi nua, para o ecran deste meu obstinado pc, sem saber o que escrever no malvado " caderno de campo ". Indecisa sobre o sentido de tudo isto, sem saber ao que deveria dar prioridade. Vazia de ideias. Tentada a fechar o caderno por motivo de bloqueamento agudo, tal é a proliferação de assuntos quentes sem saída; tal é a violência (a "banalização do mal" Arendtiana ...), a apatia crónica (ou lucidez paralizante !) e a minha enorme falta de vontade.

Ás vezes apetece-me gritar em vez de escrever !

Apetece-me gritar sobre o problema dos cereais, sobre a fome no mundo, comentar as afirmações espantosamente desassombradas de Bob Geldof, a esperança na América de Obama, o hiperfosso entre ricos e pobres, o aquecimento global, as novas formas de escravatura ... mas também me apetecia falar sobre a abertura do Museu do Oriente (já que a Ocidente nada de novo ...), sobre o Dia internacional dos Museus, sobre a Festa de Espírito Santo no próximo Domingo na Arrábida, sobre a tragédia na Birmânia ...

Tantas coisas ... aparentemente tão desligadas e afinal tão radicalmente convergentes.
Como conjugar os grandes temas e as pequenas vidas ?



Qualquer dia asso o caderno na grelha das sardinhas :))

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Museu do Oriente


O Museu do Oriente, que será inaugurado amanhã, dia 8 de Maio, em Lisboa, vai funcionar como um centro cultural e terá uma programação que inclui cinema, música, dança, teatro, além das exposições voltadas para a Ásia.
Instalado junto ao Tejo, num edifício construído nos anos 40 para receber os Armazéns Frigoríficos do Porto de Lisboa e agora totalmente recuperado, este projecto da Fundação Oriente vai ocupar uma área de 15.500 metros quadrados, com seis pisos à superfície e uma cave.

O museu, apresenta duas exposições de carácter mais longo - "Presença Portuguesa na Ásia" e "Deuses da Ásia" - e uma exposição temporária, "Máscaras da Ásia".
A primeira exposição tem 1.400 peças alusivas à presença portuguesa no Oriente (essencialmente obras adquiridas pela Fundação ao longo de 20 anos) e a exposição "Deuses na Ásia" reúne 650 peças da colecção Kwok On (instrumentos musicais, marionetas, pinturas, porcelanas e lanternas, por exemplo).
A colecção Kwok On é constituída por mais de 13 mil peças de arte popular de toda a Ásia, que serão expostas em ciclos.

Na galeria de exposições temporárias ficará durante seis meses a mostra "Máscaras da Ásia", composta por mais de 200 máscaras da Índia, Sri Lanka, Tailândia, China, Coreia e Japão.
A partir de Setembro, haverá uma outra exposição temporária com obras de jovens pintores chineses.

Nos primeiros dias, o Museu do Oriente vai apresentar uma peça musical desenvolvida pelo pianista Mário Laginha, que convidou alguns instrumentistas orientais (do Vietname, da Índia e do Japão) para o acompanharem.

O Museu do Oriente tentou criar parcerias com eventos que já têm uma tradição na cidade, como é o caso destes festivais, apresentando "a componente oriental" das suas programações, segundo um responsável da Fundação Oriente.
Para a programação do primeiro mês foi ainda anunciado um espectáculo com a fadista Ana Moura, no dia 17.
O Museu do Oriente tem também actividades lúdicas e pedagógicas, a cargo do Serviço Educativo, incluindo visitas guiadas gerais e temáticas.
Estão previstos cursos de línguas orientais, workshops de yoga, de cozinha vietnamita ou de "chá com arte", a par de ateliers de pintura e caligrafia e de actividades para crianças.

Nos primeiros dias, os mais novos podem aprender com elementos do grupo Ekvât, de música tradicional de Goa, passos de uma dança de curumbins e canções em concani (língua falada em Goa) ou ainda experimentar os trajes típicos.
O edifício da zona portuária de Alcântara foi totalmente remodelado para acolher as várias componentes do museu, num projecto que ficou a cargo dos arquitectos Carrilho da Graça e Rui Francisco, com um pequeno jardim concebido por Gonçalo Ribeiro Telles.

Na cave, ficam instalados o centro de documentação (que pretende constituir uma referência na pesquisa de informação sobre a Ásia e as suas relações com Portugal) e uma cafetaria.
Os três primeiros pisos são destinados às exposições, no terceiro piso ficam as reservas e áreas técnicas afectas ao acervo museológico e acima estão o centro de reuniões (com cinco salas), o auditório com 360 lugares e um restaurante com vista sobre o Tejo.
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Fonte : © 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Terça-feira, Maio 06, 2008

Obituário

Fotogafia de Jill McLaughlin




Forwarded Message
From: antropologia <antropologia@fcsh.unl.pt>


Jill Dias
20.03.1944 –28.04.2008

Jill Rosemary Dias, nasceu no Reino Unido vindo depois a nacionalizar-se portuguesa, (continuando a assinar Rosemary em vez de Rosa Maria como a nacionalização lhe impusera). Obteve o seu doutoramento em Oxford em 1973. Desde 1982 que integrava o Departamento de Antropologia da Universidade Nova de Lisboa onde assumiu o lugar de Professora Catedrática em 1996.

Desde o início do seu trabalho tutelado por instituições portuguesas - encetado com a pesquisa arquivística das fontes relativas à História do século dezanove em Angola – que se rebelou, pioneira mas discreta, contra constrangimentos disciplinares. Na verdade, simplesmente se mantinha alheada desses limites, como de os que formalmente separam nacionalidades, instituições, estatutos ou idades.

Foi a marca dessa tranquila renitência que deixou nos cargos que exerceu no Departamento de Antropologia da FCSH – a que presidiu empenhada durante vários anos - e junto dos colegas e estudantes, desse e doutros departamentos, por quem era particularmente querida.

Terá sido o mesmo espírito que a levou a estimular e agregar jovens investigadores de diferentes áreas, a fundar o Centro de Estudos Africanos e Asiáticos do IICT – Instituto de Investigação Científica e Tropical – que dirigiu desde 1986, e a fundar a Revista Internacional de Estudos Africanos.

A sua obra, reconhecida nacional e internacionalmente, inspirou de modo decisivo a investigação contemporânea na Antropologia Colonial e Pós-Colonial e na História da África Lusófona. O seu incentivo e apoio absoluto a todos os que ambicionavam pesquisar nessas áreas, multiplicou-a.

As suas aulas foram espaços de exemplar convivência da sensibilidade com a Ciência.

Recentemente integrou o CRIA – Centro em Rede de Investigação em Antropologia – com o entusiasmo discreto mas cintilante que levava para cada novo desafio.

Traços raros de carácter, como a sua discrição, mas eventualmente mais ainda, a sua inesgotável generosidade e disponibilidade profissional e pessoal, poderiam ter ofuscado o seu enorme talento e produção criativa e diversificada. Mas antes se aclararam mutuamente, para melhor ainda nos iluminarem.

Segunda-feira, Maio 05, 2008


Fotografia http://www.paulcava.com/PHOTO%20SECESSION/hoppe2.html


Em todas as almas há coisas secretas cujo segredo é guardado até à morte delas. E são guardadas, mesmo nos momentos mais sinceros, quando nos abismos nos expomos, todos doloridos, num lance de angústia, em face dos amigos mais queridos - porque as palavras que as poderiam traduzir seriam ridículas, mesquinhas, incompreensíveis ao mais perspicaz. Estas coisas são materialmente impossíveis de serem ditas. A própria Natureza as encerrou - não permitindo que a garganta humana pudesse arranjar sons para as exprimir - apenas sons para as caricaturar. E como essas ideias-entranha são as coisas que mais estimamos, falta-nos sempre a coragem de as caricaturar. Daqui os «isolados» que todos nós, os homens, somos. Duas almas que se compreendam inteiramente, que se conheçam, que saibam mutuamente tudo quanto nelas vive - não existem. Nem poderiam existir. No dia em que se compreendessem totalmente - ó ideal dos amorosos! - eu tenho a certeza que se fundiriam numa só. E os corpos morreriam.





Mário de Sá-Carneiro, in 'Cartas a Fernando Pessoa'

Quinta-feira, Maio 01, 2008

O TRIGO MOURISCO



Recorte em papel feito por Hans Christian Andersen



Muitas vezes, após uma trovoada, ao passar-se por um campo de trigo mourisco, pode ver-se como ficou todo chamuscado. É como se o fogo tivesse passado por ele e o camponês dá-nos a explicação seguinte: "Foi um raio!" Mas porquê? Pois vou contar-lhes o que disse a um pardal um velho salgueiro que se encontrava perto dum campo de trigo mourisco e ainda lá está. É um salgueiro grande e venerável, mas enrugado e velho, um pouco rachado ao meio, com uma fenda onde crescem ervas e sarças. A árvore está um pouco tombada para a frente, e os ramos pendem para o solo, como se fossem uma longa cabeleira verde.
Em toda a volta havia campos de cereal, de centeio, de cevada e de aveia, a bela aveia que, quando está sazonada, parece um enorme bando de pequeninos canários amarelos pousados num ramo. Os cereais são assim uma bênção de Deus e quanto mais pesados estão, mais baixos se inclinam em humildade.
Mas havia também um campo de trigo mourisco, bem perto do velho salgueiro, que não queria nunca inclinar-se como os outros cereais; sempre se mantinha direito, orgulhoso e altivo.
— Sou tão rico como a espiga de trigo — disse ele. — Sou, além disso, mais bonito. As 15 minhas flores são tão belas como as da macieira, e é um regalo olhar para mim e para a minha floração. Conheces algo de mais belo, velho salgueiro? O salgueiro abanou a cabeça, como quem diz "pois claro que conheço", mas o trigo mourisco inchou de orgulho e exclamou: — Árvore estúpida, tão velha estás que te crescem ervas na barriga!
Então rebentou uma terrível trovoada. Todas as flores dobraram as folhas ou inclinaram as cabeças, enquanto passava a trovoada sobre elas. Só o trigo mourisco continuava com a cabeça erguida, no seu orgulho.
— Abaixa a cabeça, como nós! — disseram as flores.
— Não tenho nenhuma necessidade disso! — respondeu o trigo mourisco.
— Abaixa a cabeça como nós! — gritou o trigo. — Vem aí o Anjo da Tempestade! Tem asas e com elas alcança tanto o céu lá em cima como a terra cá em baixo. Pode ceifar-te sem teres sequer tempo de pedir-lhe mercê.
— Está bem, mas eu não vergo! — retorquiu o trigo mourisco.
— Anda, fecha as flores e dobra as folhas! — disse o velho salgueiro. — Não olhes para cima, para os raios, quando as nuvens rebentam. Nem os próprios homens o podem fazer, pois que por eles é possível olhar para dentro do Céu, mas isso é bastante para os cegar. E o que nos aconteceria a nós, plantas da terra, se o ousássemos fazer, nós que somos muito menos?
— Muito menos? — disse o trigo mourisco. — Pois vou mesmo olhar para dentro do Céu! E foi isso que fez, com presunção e orgulho. Caiu então uma faísca tão grande que parecia que toda a terra ardia em chamas.
Quando o mau tempo passou, sentiram-se as flores e os cereais numa atmosfera calma e pura, refrescada pela chuva; mas o trigo mourisco ficara completamente queimado, reduzido a carvão pelo raio. Era agora uma erva inútil e morta no campo.
O velho salgueiro agitava os ramos ao vento e deixava tombar grandes gotas de água das suas folhas verdes, como se chorasse. Os pardais perguntaram-lhe:
— Porque estás a chorar? Não é tudo maravilhoso? Repara como brilha o sol e deslizam as nuvens. Não sentes o perfume das flores e dos arbustos? Porque choras, pois, velho salgueiro?
Então, o salgueiro falou-lhes do orgulho e da presunção do trigo mourisco e do seu castigo. É sempre assim. Eu, que escrevi este conto, ouvi-o duns pardais. Contaram-mo uma tarde em que lhes pedi uma história.



Hans Christian Andersen






Quarta-feira, Abril 30, 2008




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?

Se perguntar à Rosinha ela conta-lhe tudo e ... chora
Chora ? Sim, ela chora sempre, é por isso que lhe chamamos Rosinha.

(É a Rosinha dos olhos tristes, enrolada no sotaque suculento de um Brasil errante)

Estás triste Rosinha ? Não.
Tenho saudades ...
Tenho sede e apetece-me melancia.


Melancia ? Sim ... é tão bom, faz-me lembrar um tio que tenho em Assaí.
Vivia em Londrina, mas quando era menina ía para a fazenda, para casa dele, em Assaí.
Tenho saudades daqueles campos de melancia ...
Hectares e hectares de melancias amarelas em chão verde.



Amarelas ? Sim ... as melancias amadurecem e vão sendo viradas.
O amarelo fica para cima.
Parece que as estou a ver ... tantas, tantas, tantas até perder de vista ...
parecem campos de mulheres barrigudas ao sol.

Só me apetece chorar ... e comer melancia.

A Rosinha lá ficou ... abraçada à barriga
água na boca e lágrimas nos olhos.

Não sei se o bébé já nasceu ... mas sei que é um menino e que se vai chamar LorenZo.

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Quase Maio
Espreito AQUI Assaí, a cidade do sol nascente, à procura das melancias da Rosinha ...













Sábado, Abril 26, 2008

Québec. Maio. 2006

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A Propósito do Tema do próximo Dia Internacional dos Museus _________ reenvio este e-mail de Pierre Mayrand




De:
Pierre Mayrand (pierremayrand@sapo.pt)
Enviada:
sexta-feira, 25 de abril de 2008 23:02:36


...

Si nous n'arrivons pas nous mêmes à nous entendre sur la nature du social, du changement et de développement (toujours en rapport avec la muséologie /action muséologique) que peux t'on attendre des comités d 'ÍCOM pour apporter des propositions viables à ces paradigmes essentiels à l'insertion sociale du musée. Le muséologue y est il préparé ? L'institution est.elle prête aux changements fonctionnels et structurels que cela suppose ? Comment s'y prendrait, par exemple, un musée du costume ? Ne serait-ce pas dans le cadre des organisations régionales que se trouveraient des pistes de solution globales ? auraient 'elles le courage de s'y attaquer,ou nons dirigeons-nous une fois de plus vers une opération de bonne conscience ? Q´'en pensons-nous ? Une organisation de bonnes oeuvres, d'écrits édifiants ? J'accepte de me faire conspuer pour ces propos, main dans la patte de mon fidèle Lion. Pierre





DE L’ÉCOMUSEE AU MUSÉE-FORUM-ÁGORA SOCIAL

Touché, comme bien d’autres, par les enseignements de G.H. Rivière, par la muséographie de Per Uno Agren, par des échanges fréquents avec Hugues De Varine , je suis entraîné dans le mouvement associatif, depuis les évènements d’Avril 74, au Portugal. Parallèlement, je m’associe aux rencontres organisées par le Creusot-Montceau-les Mines , devenu un certain temps un pôle de convergence de muséologues à la recherche de “ quelque chose d’autre “ : Tous contaminés par la vague écomuséale qui déferle en France, dans les années 70, la muséologie communautaire active au Mexique, le terreau est mûr, au début des années 80 , pour une action décisive de la part de musólogues et de non muséologues contestant le système. Ce furent, coup sur coup, la creation de l’Ecomusée de la Haute-Beauce – Musée territoire, légitimisé par un article de Hugues de Varine sur “ L’Ecomusée “ (Canada, l978), des signes de mécontentement sporadiques au sein de Conférences générales de l’Icom (Mexico, Londres), la convergence spontanée de “ nouveaux muséologues “ au Québec (1984), puis au Portugal , en 1985, pour la fondation du mouvement. La référence à la Déclaration de Santiago du Chili (1972) devient le prétexte de légitimisation auprès de la communauté muséale internationale des partisans du changement qui ,étonnament, recevra l’aval de l’Exécutif de l’ICOM sous forme d’une organisation affiliée: On découvre l’ampleur historique et territoriale des principes qui régiront çle mouvement à travers la révélation des expérioences des deux continents Américains., un fil d’Arianne qui n’a rien de linéaire, dont les tenants et aboutissants s’entrecroisent, s’ entremêlent, pour place à une philosophie de la “gestion de la compléxité des représentations sociales “ . Reprenant la suggestion de John Kinard sur la creation du forum catarsys, les tendances plus récentes de grandes institutions muséales à se transformer en agoras ( place d’idées, place marchande confondues ), nous asssistons au passage progressif du concept de l’écomusée, réactualitsé, à travers ses différentes générations, au concept intégratif de Musée-Forum-Agora social, faisant la part égale à l’exposition et au débat citoyen. Cette transmutation, déjà sensible à Santa Cruz de Rio , apparaîtra avec évidence à Setubal lors du 12e Atelier international du MINOM.


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Sexta-feira, Abril 25, 2008


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Esta é a madrugada que eu esperava
o dia inicial inteiro e limpo
onde emergimos da noite e do silêncio
e livres habitamos a substância do tempo




Sophia de Mello Brayner Andresen

Quinta-feira, Abril 24, 2008

Utopia - Zeca Afonso








http://delta02.blog.simplesnet.pt/


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E quem fica para cultivar as sementes ? Em que campos ...


Há dias passou na SIC um documentário da CBS, apresentado por Mário Crespo - Programa "60 minutos", que me impressionou. O programa falava de um banco planetário de sementes, recentemente criado, a escassos mil quilómetros do Polo Norte.Cerca de 4,5 milhões de sementes das mais importantes plantas cultiváveis passam a ser guardadas nas profundezas da Terra, nas entranhas geladas da montanha da ilha norueguesa de Spitsbergen, terras da noite, onde paradoxalmente nada germina.Onde não existe uma única árvore ...Bancos de sementes iraquianos e afegãos foram destruídos na guerra. Um tufão destruiu outro nas Filipinas. Por este motivo, o novo Banco Mundial de Sementes tornou-se rapidamente conhecido em todo o mundo. Países ameaçados por revoltas como o Paquistão e o Quênia já enviaram amostras de sementes para Spitsbergen. O Banco Mundial de Sementes armazenará amostras provenientes de mais de 1,4 mil bancos de sementes de todo o mundo.O banco de sementes é protegido por espessas paredes de concreto, porta blindada e sistema de alarme.Uma visão da Arca de Noé.Situado a 130 metros acima do nível do mar. Mesmo que boa parte da calota polar derreta, ele continuará seco. O depósito de concreto está preparado para resistir até mesmo a uma guerra nuclear. E no caso de o sistema de refrigeração falhar, o permafrost garantirá que a temperatura não supere 3,5° Celsius.







__________________ A Terra- Mãe está a morrer ... alguns dos seus filhos, os mais ricos, já perceberam e estão a fazer celeiro. Sabem que têm contribuido para essa agonia e estão a precaver-se.
Em vez de tentar salvar o que resta, de mudar drasticamente a velha ordem, entregam-se "ordeiros" aos Cavaleiros do Apocalipse convictos de que vão ser salvos.
Encenam o fim e vêm ciclicamente ao palco receber os aplausos.
Mas os outros, os mais pobres, ainda nem tiveram tempo para pensar no assunto porque têm andado de cabeça baixa a contar os grãos para não morrer de fome. Este banco de sementes fazia-lhes falta era agora, amanhã já é tarde.

Terça-feira, Abril 22, 2008


Solta de correntes, contenta-se em narrar o que vive, e se o narra é porque o vive nos prados inventados, páginas de sobriedade que aborrecem de morte repletas do gosto amargo das partidas no viver que é pão, no fermento que é sexo, a senda mais perigosa que a consome.



cito " M ", arrebatada pela maré de citadel

Domingo, Abril 20, 2008




Iniciativa do IRICUP - Universidade do Porto (Reitoria)

http://sigarra.up.pt/reitoria/noticias_geral.ver_noticia?P_NR=670

Sexta-feira, Abril 18, 2008






Em estaleiro

___________________________________________ Na Praia da Saúde . Entre as nuvens . flutuante . Um enorme Zeppelin





Quinta-feira, Abril 17, 2008


moon♠lady





"A arte existe para que a verdade não nos destrua." Nietzsche

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" ... neste incerto caminho de passos de renda cala.se a hora. desnublado o tempo de arrasar a partida. " Isabel Mendes Ferreira


Estado d`Alma

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Segunda-feira, Abril 14, 2008

Turbulent Dream, NYC, 1998, John Dugdale

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Há no esquecimento, ou na lembrança total das coisas,

uma rosa como uma alta cabeça,

um peixe como um movimento rápido e severo.

Uma rosapeixe dentro da minha ideia desvairada.

Há copos, garfos inebriados dentro de mim.

- Porque o amor das coisas no seu tempo futuro

é terrivelmente profundo, é suave,

devastador.

Herberto Helder

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Minha cabeça estremece

http://www.triplov.com/herberto_helder/sumula.htm



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Acordo ortográfico


Gosto do teu rosto exacto,
com o cê bem desenhado,
mesmo quando não se ouve,
para te pôr, como laço
nos cabelos, o circunflexo
em que nenhum traço há-de
faltar, mesmo que um pacto
sem cê nem concessão te
roube o pê nessa pose
de pura concepção.



Nuno Júdice @ AQUI

Domingo, Abril 13, 2008

“Evocando as lembranças da casa, adicionamos valores de sonho. Nunca somos verdadeiros historiadores; somos sempre um pouco poetas, e nossa emoção talvez não expresse mais que a poesia perdida.”

Gaston Bachelard

Sábado, Abril 12, 2008

O caso da casa de Cora - a poeta doceira





Cora Coralina nasceu em 20 de agosto de 1889, na casa que pertencia à sua família há cerca de um século, e que se tornaria o museu que hoje reconta sua história. Filha do Desembargador Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto e Jacita Luiza do Couto Brandão, Cora, ou Ana Lins dos Guimarães Peixoto (seu nome de batismo), cursou apenas as primeiras letras com mestra Silvina e já aos 14 anos escreveu seus primeiros contos e poemas. "Tragédia na Roça" foi seu primeiro conto publicado.
Em 1934 casou-se com o advogado Cantídio Tolentino Bretas e foi morar em Jabuticabal, interior de São Paulo, onde nasceram e foram criados seus seis filhos. Só voltou a viver em Goiás em 1956, mais de vinte anos depois de ficar viúva e já produzindo sua obra definitiva. O reencontro de Cora com a cidade e as histórias de sua formação alavancou seu espírito criativo.
Cora Coralina faleceu em Goiânia, a 10 de abril de 1985.
Logo após sua morte, seus amigos e parentes uniram-se para criar Casa de Cora Coralina , que mantém um museu com objetos da escritora.




A poeta doceira, "descoberta" por Carlos Drumond de Andrade, editou o seu primeiro livro aos 75 anos e até morrer, partilhou a velha casa da ponte com Vicente, o fiel jardineiro e com Maria Grampinho, a louca de Goiás, sua silenciosa companhia. Morreram os dois, poucos meses depois de Cora Coralina partir, como se a casa e os jardins tivessem perdido a alma.




Quando eu era menina
bem pequena,
em nossa casa,
certos dias da semana
se fazia um bolo,
assado na panela
com um testo de borralho em cima.
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Era um bolo econômico,
como tudo, antigamente.
Pesado, grosso, pastoso.
(Por sinal que muito ruim.)
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Eu era menina em crescimento.
Gulosa,
abria os olhos para aquele bolo
que me parecia tão bom
e tão gostoso.
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A gente mandona lá de casa
cortava aquele bolo
com importância.
Com atenção. Seriamente.
Eu presente.
Com vontade de comer o bolo todo.
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Era só olhos e boca e desejo
daquele bolo inteiro.
Minha irmã mais velha
governava. Regrava.
Me dava uma fatia,
tão fina, tão delgada...
E fatias iguais às outras manas.
E que ninguém pedisse mais !
E o bolo inteiro,
quase intangível,
se guardava bem guardado,
com cuidado,
num armário, alto, fechado,
impossível.
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Era aquilo, uma coisa de respeito.
Não pra ser comido
assim, sem mais nem menos.
Destinava-se às visitas da noite,
certas ou imprevistas.
Detestadas da meninada.
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Criança, no meu tempo de criança,
não valia mesmo nada.
A gente grande da casa
usava e abusava
de pretensos direitos
de educação.
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Por dá-cá-aquela-palha,
ralhos e beliscão.
Palmatória e chineladas
não faltavam.
Quando não,
sentada no canto de castigo
fazendo trancinhas,
amarrando abrolhos.
"Tomando propósito".
Expressão muito corrente e pedagógica.
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Aquela gente antiga,
passadiça, era assim:
severa, ralhadeira.
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Não poupava as crianças.
Mas, as visitas...
- Valha-me Deus !...
As visitas...
Como eram queridas,
recebidas, estimadas,
conceituadas, agradadas !
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Era gente super
enjoada.
Solene, empertigada.
De velhas conversas
que davam sono.
Antiguidades...
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Até os nomes, que não se percam:
D. Aninha com Seu Quinquim.
D. Milécia, sempre às voltas
com receitas de bolo, assuntos
de licores e pudins.
D. Benedita com sua filha Lili.
D. Benedita - alta, magrinha.
Lili - baixota, gordinha.
Puxava de uma perna e fazia crochê.
E, diziam dela línguas viperinas:
"- Lili é a bengala de D. Benedita".
Mestre Quina, D. Luisalves,
Saninha de Bili, Sá Mônica.
Gente do Cônego, Padre Pio.
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D. Joaquina Amâncio...
Dessa então me lembro bem.
Era amiga do peito de minha bisavó.
Aparecia em nossa casa
quando o relógio dos frades
tinha já marcado 9 horas
e a corneta do quartel, tocado silêncio.
E só se ia quando o galo cantava.
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O pessoal da casa,
como era de bom-tom,
se revezava fazendo sala.
Rendidos de sono, davam o fora.
No fim, só ficava mesmo, firme,
minha bisavó.
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D. Joaquina era uma velha
grossa, rombuda, aparatosa.
Esquisita.
Demorona.
Cega de um olho.
Gostava de flores e de vestido novo.
Tinha seu dinheiro de contado.
Grossas contas de ouro
no pescoço.
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Anéis pelos dedos.
Bichas nas orelhas.
Pitava na palha.
Cheirava rapé.
E era de Paracatu.
O sobrinho que a acompanhava,
enquanto a tia conversava
contando "causos" infindáveis,
dormia estirado
no banco da varanda.
Eu fazia força de ficar acordada
esperando a descida certa
do bolo
encerrado no armário alto.
E quando este aparecia,
vencida pelo sono já dormia.
E sonhava com o imenso armário
cheio de grandes bolos
ao meu alcance.
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De manhã cedo
quando acordava,
estremunhada,
com a boca amarga,
- ai de mim
-via com tristeza,
sobre a mesa:
xícaras sujas de café,
pontas queimadas de cigarro.
O prato vazio, onde esteve o bolo,
e um cheiro enjoado de rapé.
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Cora Coralina " Antiguidades "

O ramo de flores no museu


Ó Cinérea Princesa, as vossas flores
Ficarão para sempre mais perfeitas,
Já que o tempo extinguiu brilho e cores

Já que o tempo extinguiu a habilidosa
Mão que levou, serenas e discretas,
A tulipa sucinta e ardente rosa.

Não há mais ilusão de outra presença
Que a do Amor que inspirou graças tão finas
Que ninguém viu e que ninguém mais pensa
Porque o homem e o mundo são de ruínas.
E este ramo de pétalas franzinas,
Leve, liberto da mortal sentença,
Tinha, ó Princesa, fábulas divinas
Em cada flor, sobre o nada suspensa.

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Cecília Meireles
_____________________________________ pintura manet

Sexta-feira, Abril 11, 2008

A cantora cabo-verdiana Mayra Andrade é a vencedora do mais recente Prémio Revelação de World Music da BBC Radio 3, levando de vencida os outros nomeados, todos de grande gabarito e todos eles também já várias vezes referidos no Raízes e Antenas : Balkan Beat Box, Bassekou Kouyate & Ngoni Ba e Vieux Farka Touré. O prémio deve-se, claro, ao seu álbum de estreia «Navega» mas também, sem dúvida, aos seus concertos memoráveis que, nos últimos anos, têm passados pelos melhores palcos e festivais de world music. A notícia da agência Lusa que - antecipando-se à «revelação» oficial - avança a vitória de Mayra Andrade nesta categoria dos «World Music Awards» inclui ainda uma breve biografia de Mayra Andrade que transcrevo a seguir:«O seu álbum de estreia, "Navega", foi distinguido em 2007 com o Deutscheschalplatten pela crítica alemã. Mayra iniciou a sua carreira aos 16 anos no Canadá, quando ganhou a Medalha de Ouro nos Jogos da Francofonia. Filha de cabo-verdianos, nascida em Cuba, Mayra já partilhou palcos com cantores como Cesária Évora, Chico Buarque, Caetano Veloso, Ernesto Puentes e ainda Charles Aznavour, com quem gravou um duo para o seu disco "Insolitement Votre". Mayra Andrade, 22 anos, considera que faz "parte de um leque de artistas que tem dado à música cabo-verdiana oportunidade de renovar e conquistar novos horizontes".
Os vencedores nas restantes categorias destes prémios - os mais importantes e disputados do circuito da world music - serão conhecidos esta noite. E, se tiver tempo, ainda aqui darei conta deles entretanto.


Acabei de saber esta óptima notícia pelo António Pires AQUI !

Quinta-feira, Abril 10, 2008


« As gralhas afirmam que uma única gralha era capaz de destruir o céu. Sem dúvida, mas isso não prova nada em desfavor do céu, porque os céus são precisamente o lugar impossível das gralhas. »

Franz Kafka
Parábolas e Fragmentos

Quarta-feira, Abril 09, 2008

Agradeço-te mensageiro ...




De: __________________

Enviada:
terça-feira, 8 de abril de 2008 13:03:15
Para:
Isabel Victor

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Todas Ibamos a Ser Reinas

Todas íbamos a ser reinas,
de cuatro reinos sobre el mar:

Rosalía con Efigenia y
Lucila con Soledad.

En el valle de Elqui, ceñido
de cien montañas o de más,
que como ofrendas o tributos
arden en rojo y azafrán.

Lo decíamos embriagadas,
y lo tuvimos por verdad,
que seríamos todas reinas
y llegaríamos al mar.

Con las trenzas de los siete años,
y batas claras de percal,
persiguiendo tordos huidos
en la sombra del higueral.

De los cuatro reinos,
decíamos, indudables como el Corán,
que por grandes y por cabales
alcanzarían hasta el mar.
Cuatro esposos desposarían,
por el tiempo de desposar,
y eran reyes y cantadores
como David, rey de Judá.



Gabriela Mistral

pseudónimo adoptado por Lucila de María del Perpetuo Socorro Godoy Alcayaga, nascida na pequena cidade de Vicuña, Chile, em 7 de abril de 1889, educadora, diplomata e feminista chilena, adotou o nome de Gabriela em homenagem ao poeta italiano Gabriele D’Annunzio e Mistral como forma de expressar sua admiração pelo poeta Frederic Mistral.
Vencedora do Prêmio Nobel de Literatura em 1945, foi a primeira escritora latino-americana que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura.

Terça-feira, Abril 08, 2008

Dimokránsa

Mayra Andrade

Composição: Kaka Barboza

Kantádu ma dimokrasiâ,
Ma stába sukundidu,
Ma tudu dja sai na kláruI nós tudu dja bira sabidu.
Kada um ku si maniâ
Fla rodóndu bira kuadrádu,
Kada um ku si tioriâ
Poi razom pendi di si ládu.


( ... )

Domingo, Abril 06, 2008

Extrait de l` exposition " Diáspora "____________________

Le mouvement est migrant, presque autant que les corps eux-mêmes. Travailler sur l'idée d'une diaspora du mouvement dansé demandait donc de poursuivre cette réinterprétation à l'infinie de danses transmises (...)







Dans tes cheveux » de Mathilde Monnier

Danse
Corinne Garcia

Musique
Abdullah Ibrahim et Grace Jones (instrumental)

Jean Nouvel, premio Pritzker de arquitectura