Caderno de campo
Quinta-feira, Maio 22, 2008
Segunda-feira, Maio 19, 2008
Renda - (se) . Rendo-me ...
Clarice Lispector
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Sexta-feira, Maio 16, 2008
pensar, soñar y crear el museo que nos hace falta....
Este día 18 de mayo se conmemora el día internacional de los museos o de la institución museo, un momento oportuno para reflexionar sobre lo que hemos realizado y lo que nos falta por hacer... El museo como espacio educativo y cultural tiene el gran reto de convertirse en la conciencia de la sociedad, es decir, en el conocimiento de la realidad que se vive... El museo no debe ser por ningún motivo un aparato ideológico de estado, no debe servir a intereses particulares ni de grupo, debe ser reflejo de la diversidad de opiniones sobre lo que acontece, de lo que ya pasó y de lo que queremos ser... El museo es un centro cultural que se alimenta y se nutre de lo que la sociedad piensa y produce, no es un instrumento de políticos, gobernantes, especialistas, empresarios y académicos, es un instrumento que investiga, conserva y difunde el patrimonio natural y cultural de un continente, de una nación, de una comarca, de una región, de un municipio, de un pueblo o de una comunidad, que se construye con el concurso de todos, con la diversidad necesaria, con la tolerancia, con la polémica, con la contradicción... El museo no es el mundo feliz que quieren vendernos los gobernantes, los "especialistas" o los poderosos, el museo es un espejo de este mundo convulsionado: intereses, conveniencias, ambiciones, logros, fracasos, odios, guerras, alegrías, tristezas, naturaleza viva, contaminación, violación a los derechos humanos, movimientos de liberación, dictaduras, hambre, riquezas, llanto, dolor, records, hermandad, delicuencia, muerte, tradiciones, costumbres, colores, sabores, amor y desamor, amargura, inteligencia, agua, tierra, viento, pasado, futuro y presente... ese es y debe ser el museo de hoy y siempre, un espejo fiel de la realidad y diez mil explicaciones y soluciones a la misma....
Este 18 de mayo, es el momento clave para atrevernos a pensar, soñar y crear el museo que nos hace falta....
RAÚL ANDRÉS MÉNDEZ LUGO
MINOM internacional - México
http://www.minom-icom.net/
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Sábado, Maio 10, 2008
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A escrita torna-nos selvagens. Regressamos a uma selvajaria de antes da vida. E reconhecêmo-la sempre, é a das florestas, tão velha como o tempo. A do medo de tudo, distinta e inseparável da própria vida. Ficamos obstinados. Não podemos escrever sem a força do corpo. É preciso sermos mais fortes que nós para abordar a escrita, é preciso ser-se mais forte do que aquilo que se escreve. É uma coisa estranha, sim. Não é apenas a escrita, o escrito, são os gritos dos animais da noite, os de todos, os vossos e os meus, os dos cães. É a vulgaridade maciça, desesperante, da sociedade. A dor é, também, Cristo e Moisés e os faraós e todos os judeus e todas as crianças judias e é, também, o lado mais violento da felicidade. Acredito nisso, sempre.
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Sexta-feira, Maio 09, 2008
The Blindfold
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Quinta-feira, Maio 08, 2008
Isto não é um post é uma escama de sardinha
" A sociedade pós-moderna é a sociedade em que reina a indiferença de massa, em que domina o sentimento de saciedade e de estagnação, em que a autonomia privada é óbvia, em que o novo é acolhido do mesmo modo que o antigo, em que a inovação se banalizou, em que o futuro deixou de ser assimilado a um progresso inelutável.
(...) A cultura pós-moderna é descentrada e heteróclita, materialista e psi, porno e discreta, inovadora e rétro, consumista e ecologista, sofisticada e espontânea, espectacular e criativa; e o futuro não terá, sem dúvida, que decidir em favor de uma destas tendências, mas, pelo contrário, desenvolverá as lógicas duais, a co-presença flexível das antinomias "
Vivemos nos tempos hipermodernos. Nos tempos do Hipermercado, hiperconsumo, hipertexto, hipercorpo: tudo é elevado à potência do mais, do maior. O termo Hipermodernidade como idéia de exacerbação da Modernidade surgiu em meados da década de 70 e ganhou destaque em 2004 graças ao estudo de autores franceses e ao livro “Os tempos hipermodernos” do próprio Lipovetsky
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As leituras recentes de Gilles Lipovetsky, Hanna Arendt, entre outras, uma forte dor de cabeça e as recentes notícias que por aí grassam, deixaram-me pensativa, aturdida.
Fiquei a olhar, semi nua, para o ecran deste meu obstinado pc, sem saber o que escrever no malvado " caderno de campo ". Indecisa sobre o sentido de tudo isto, sem saber ao que deveria dar prioridade. Vazia de ideias. Tentada a fechar o caderno por motivo de bloqueamento agudo, tal é a proliferação de assuntos quentes sem saída; tal é a violência (a "banalização do mal" Arendtiana ...), a apatia crónica (ou lucidez paralizante !) e a minha enorme falta de vontade.
Ás vezes apetece-me gritar em vez de escrever !
Apetece-me gritar sobre o problema dos cereais, sobre a fome no mundo, comentar as afirmações espantosamente desassombradas de Bob Geldof, a esperança na América de Obama, o hiperfosso entre ricos e pobres, o aquecimento global, as novas formas de escravatura ... mas também me apetecia falar sobre a abertura do Museu do Oriente (já que a Ocidente nada de novo ...), sobre o Dia internacional dos Museus, sobre a Festa de Espírito Santo no próximo Domingo na Arrábida, sobre a tragédia na Birmânia ...
Tantas coisas ... aparentemente tão desligadas e afinal tão radicalmente convergentes.
Como conjugar os grandes temas e as pequenas vidas ?
Qualquer dia asso o caderno na grelha das sardinhas :))
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Museu do Oriente
Instalado junto ao Tejo, num edifício construído nos anos 40 para receber os Armazéns Frigoríficos do Porto de Lisboa e agora totalmente recuperado, este projecto da Fundação Oriente vai ocupar uma área de 15.500 metros quadrados, com seis pisos à superfície e uma cave.
O museu, apresenta duas exposições de carácter mais longo - "Presença Portuguesa na Ásia" e "Deuses da Ásia" - e uma exposição temporária, "Máscaras da Ásia".
A primeira exposição tem 1.400 peças alusivas à presença portuguesa no Oriente (essencialmente obras adquiridas pela Fundação ao longo de 20 anos) e a exposição "Deuses na Ásia" reúne 650 peças da colecção Kwok On (instrumentos musicais, marionetas, pinturas, porcelanas e lanternas, por exemplo).
A colecção Kwok On é constituída por mais de 13 mil peças de arte popular de toda a Ásia, que serão expostas em ciclos.
A partir de Setembro, haverá uma outra exposição temporária com obras de jovens pintores chineses.
Nos primeiros dias, os mais novos podem aprender com elementos do grupo Ekvât, de música tradicional de Goa, passos de uma dança de curumbins e canções em concani (língua falada em Goa) ou ainda experimentar os trajes típicos.
Na cave, ficam instalados o centro de documentação (que pretende constituir uma referência na pesquisa de informação sobre a Ásia e as suas relações com Portugal) e uma cafetaria.
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Terça-feira, Maio 06, 2008
Obituário
Fotogafia de Jill McLaughlin
Forwarded Message
From: antropologia <antropologia@fcsh.unl.pt>
20.03.1944 –28.04.2008
Jill Rosemary Dias, nasceu no Reino Unido vindo depois a nacionalizar-se portuguesa, (continuando a assinar Rosemary em vez de Rosa Maria como a nacionalização lhe impusera). Obteve o seu doutoramento em Oxford em 1973. Desde 1982 que integrava o Departamento de Antropologia da Universidade Nova de Lisboa onde assumiu o lugar de Professora Catedrática em 1996.
Desde o início do seu trabalho tutelado por instituições portuguesas - encetado com a pesquisa arquivística das fontes relativas à História do século dezanove em Angola – que se rebelou, pioneira mas discreta, contra constrangimentos disciplinares. Na verdade, simplesmente se mantinha alheada desses limites, como de os que formalmente separam nacionalidades, instituições, estatutos ou idades.
Foi a marca dessa tranquila renitência que deixou nos cargos que exerceu no Departamento de Antropologia da FCSH – a que presidiu empenhada durante vários anos - e junto dos colegas e estudantes, desse e doutros departamentos, por quem era particularmente querida.
Terá sido o mesmo espírito que a levou a estimular e agregar jovens investigadores de diferentes áreas, a fundar o Centro de Estudos Africanos e Asiáticos do IICT – Instituto de Investigação Científica e Tropical – que dirigiu desde 1986, e a fundar a Revista Internacional de Estudos Africanos.
A sua obra, reconhecida nacional e internacionalmente, inspirou de modo decisivo a investigação contemporânea na Antropologia Colonial e Pós-Colonial e na História da África Lusófona. O seu incentivo e apoio absoluto a todos os que ambicionavam pesquisar nessas áreas, multiplicou-a.
As suas aulas foram espaços de exemplar convivência da sensibilidade com a Ciência.
Recentemente integrou o CRIA – Centro em Rede de Investigação em Antropologia – com o entusiasmo discreto mas cintilante que levava para cada novo desafio.
Traços raros de carácter, como a sua discrição, mas eventualmente mais ainda, a sua inesgotável generosidade e disponibilidade profissional e pessoal, poderiam ter ofuscado o seu enorme talento e produção criativa e diversificada. Mas antes se aclararam mutuamente, para melhor ainda nos iluminarem.
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Segunda-feira, Maio 05, 2008
Em todas as almas há coisas secretas cujo segredo é guardado até à morte delas. E são guardadas, mesmo nos momentos mais sinceros, quando nos abismos nos expomos, todos doloridos, num lance de angústia, em face dos amigos mais queridos - porque as palavras que as poderiam traduzir seriam ridículas, mesquinhas, incompreensíveis ao mais perspicaz. Estas coisas são materialmente impossíveis de serem ditas. A própria Natureza as encerrou - não permitindo que a garganta humana pudesse arranjar sons para as exprimir - apenas sons para as caricaturar. E como essas ideias-entranha são as coisas que mais estimamos, falta-nos sempre a coragem de as caricaturar. Daqui os «isolados» que todos nós, os homens, somos. Duas almas que se compreendam inteiramente, que se conheçam, que saibam mutuamente tudo quanto nelas vive - não existem. Nem poderiam existir. No dia em que se compreendessem totalmente - ó ideal dos amorosos! - eu tenho a certeza que se fundiriam numa só. E os corpos morreriam.
Mário de Sá-Carneiro, in 'Cartas a Fernando Pessoa'
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Quinta-feira, Maio 01, 2008
O TRIGO MOURISCO
Em toda a volta havia campos de cereal, de centeio, de cevada e de aveia, a bela aveia que, quando está sazonada, parece um enorme bando de pequeninos canários amarelos pousados num ramo. Os cereais são assim uma bênção de Deus e quanto mais pesados estão, mais baixos se inclinam em humildade.
Mas havia também um campo de trigo mourisco, bem perto do velho salgueiro, que não queria nunca inclinar-se como os outros cereais; sempre se mantinha direito, orgulhoso e altivo.
— Sou tão rico como a espiga de trigo — disse ele. — Sou, além disso, mais bonito. As 15 minhas flores são tão belas como as da macieira, e é um regalo olhar para mim e para a minha floração. Conheces algo de mais belo, velho salgueiro? O salgueiro abanou a cabeça, como quem diz "pois claro que conheço", mas o trigo mourisco inchou de orgulho e exclamou: — Árvore estúpida, tão velha estás que te crescem ervas na barriga!
Então rebentou uma terrível trovoada. Todas as flores dobraram as folhas ou inclinaram as cabeças, enquanto passava a trovoada sobre elas. Só o trigo mourisco continuava com a cabeça erguida, no seu orgulho.
— Abaixa a cabeça, como nós! — disseram as flores.
— Não tenho nenhuma necessidade disso! — respondeu o trigo mourisco.
— Abaixa a cabeça como nós! — gritou o trigo. — Vem aí o Anjo da Tempestade! Tem asas e com elas alcança tanto o céu lá em cima como a terra cá em baixo. Pode ceifar-te sem teres sequer tempo de pedir-lhe mercê.
— Está bem, mas eu não vergo! — retorquiu o trigo mourisco.
— Anda, fecha as flores e dobra as folhas! — disse o velho salgueiro. — Não olhes para cima, para os raios, quando as nuvens rebentam. Nem os próprios homens o podem fazer, pois que por eles é possível olhar para dentro do Céu, mas isso é bastante para os cegar. E o que nos aconteceria a nós, plantas da terra, se o ousássemos fazer, nós que somos muito menos?
— Muito menos? — disse o trigo mourisco. — Pois vou mesmo olhar para dentro do Céu! E foi isso que fez, com presunção e orgulho. Caiu então uma faísca tão grande que parecia que toda a terra ardia em chamas.
Quando o mau tempo passou, sentiram-se as flores e os cereais numa atmosfera calma e pura, refrescada pela chuva; mas o trigo mourisco ficara completamente queimado, reduzido a carvão pelo raio. Era agora uma erva inútil e morta no campo.
O velho salgueiro agitava os ramos ao vento e deixava tombar grandes gotas de água das suas folhas verdes, como se chorasse. Os pardais perguntaram-lhe:
— Porque estás a chorar? Não é tudo maravilhoso? Repara como brilha o sol e deslizam as nuvens. Não sentes o perfume das flores e dos arbustos? Porque choras, pois, velho salgueiro?
Então, o salgueiro falou-lhes do orgulho e da presunção do trigo mourisco e do seu castigo. É sempre assim. Eu, que escrevi este conto, ouvi-o duns pardais. Contaram-mo uma tarde em que lhes pedi uma história.
Hans Christian Andersen
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Quarta-feira, Abril 30, 2008
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(É a Rosinha dos olhos tristes, enrolada no sotaque suculento de um Brasil errante)
Estás triste Rosinha ? Não.
A Rosinha lá ficou ... abraçada à barriga
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Sábado, Abril 26, 2008
Québec. Maio. 2006
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A Propósito do Tema do próximo Dia Internacional dos Museus _________ reenvio este e-mail de Pierre Mayrand
De:
Pierre Mayrand (pierremayrand@sapo.pt)
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sexta-feira, 25 de abril de 2008 23:02:36
...
Si nous n'arrivons pas nous mêmes à nous entendre sur la nature du social, du changement et de développement (toujours en rapport avec la muséologie /action muséologique) que peux t'on attendre des comités d 'ÍCOM pour apporter des propositions viables à ces paradigmes essentiels à l'insertion sociale du musée. Le muséologue y est il préparé ? L'institution est.elle prête aux changements fonctionnels et structurels que cela suppose ? Comment s'y prendrait, par exemple, un musée du costume ? Ne serait-ce pas dans le cadre des organisations régionales que se trouveraient des pistes de solution globales ? auraient 'elles le courage de s'y attaquer,ou nons dirigeons-nous une fois de plus vers une opération de bonne conscience ? Q´'en pensons-nous ? Une organisation de bonnes oeuvres, d'écrits édifiants ? J'accepte de me faire conspuer pour ces propos, main dans la patte de mon fidèle Lion. Pierre
DE L’ÉCOMUSEE AU MUSÉE-FORUM-ÁGORA SOCIAL
Touché, comme bien d’autres, par les enseignements de G.H. Rivière, par la muséographie de Per Uno Agren, par des échanges fréquents avec Hugues De Varine , je suis entraîné dans le mouvement associatif, depuis les évènements d’Avril 74, au Portugal. Parallèlement, je m’associe aux rencontres organisées par le Creusot-Montceau-les Mines , devenu un certain temps un pôle de convergence de muséologues à la recherche de “ quelque chose d’autre “ : Tous contaminés par la vague écomuséale qui déferle en France, dans les années 70, la muséologie communautaire active au Mexique, le terreau est mûr, au début des années 80 , pour une action décisive de la part de musólogues et de non muséologues contestant le système. Ce furent, coup sur coup, la creation de l’Ecomusée de la Haute-Beauce – Musée territoire, légitimisé par un article de Hugues de Varine sur “ L’Ecomusée “ (Canada, l978), des signes de mécontentement sporadiques au sein de Conférences générales de l’Icom (Mexico, Londres), la convergence spontanée de “ nouveaux muséologues “ au Québec (1984), puis au Portugal , en 1985, pour la fondation du mouvement. La référence à la Déclaration de Santiago du Chili (1972) devient le prétexte de légitimisation auprès de la communauté muséale internationale des partisans du changement qui ,étonnament, recevra l’aval de l’Exécutif de l’ICOM sous forme d’une organisation affiliée: On découvre l’ampleur historique et territoriale des principes qui régiront çle mouvement à travers la révélation des expérioences des deux continents Américains., un fil d’Arianne qui n’a rien de linéaire, dont les tenants et aboutissants s’entrecroisent, s’ entremêlent, pour place à une philosophie de la “gestion de la compléxité des représentations sociales “ . Reprenant la suggestion de John Kinard sur la creation du forum catarsys, les tendances plus récentes de grandes institutions muséales à se transformer en agoras ( place d’idées, place marchande confondues ), nous asssistons au passage progressif du concept de l’écomusée, réactualitsé, à travers ses différentes générations, au concept intégratif de Musée-Forum-Agora social, faisant la part égale à l’exposition et au débat citoyen. Cette transmutation, déjà sensible à Santa Cruz de Rio , apparaîtra avec évidence à Setubal lors du 12e Atelier international du MINOM.
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Sexta-feira, Abril 25, 2008

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o dia inicial inteiro e limpo
onde emergimos da noite e do silêncio
e livres habitamos a substância do tempo
Sophia de Mello Brayner Andresen
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Quinta-feira, Abril 24, 2008
Utopia - Zeca Afonso

http://delta02.blog.simplesnet.pt/
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E quem fica para cultivar as sementes ? Em que campos ...
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Terça-feira, Abril 22, 2008
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Domingo, Abril 20, 2008
http://sigarra.up.pt/reitoria/noticias_geral.ver_noticia?P_NR=670
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Sexta-feira, Abril 18, 2008
___________________________________________ Na Praia da Saúde . Entre as nuvens . flutuante . Um enorme Zeppelin
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Quinta-feira, Abril 17, 2008
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" ... neste incerto caminho de passos de renda cala.se a hora. desnublado o tempo de arrasar a partida. " Isabel Mendes Ferreira
Estado d`Alma
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Segunda-feira, Abril 14, 2008
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Há no esquecimento, ou na lembrança total das coisas,
uma rosa como uma alta cabeça,
um peixe como um movimento rápido e severo.
Uma rosapeixe dentro da minha ideia desvairada.
Há copos, garfos inebriados dentro de mim.
- Porque o amor das coisas no seu tempo futuro
é terrivelmente profundo, é suave,
devastador.
Herberto Helder
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Minha cabeça estremece
http://www.triplov.com/herberto_helder/sumula.htm
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Acordo ortográfico
Gosto do teu rosto exacto,
com o cê bem desenhado,
mesmo quando não se ouve,
para te pôr, como laço
nos cabelos, o circunflexo
em que nenhum traço há-de
faltar, mesmo que um pacto
sem cê nem concessão te
roube o pê nessa pose
de pura concepção.
Nuno Júdice @ AQUI
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Domingo, Abril 13, 2008
“Evocando as lembranças da casa, adicionamos valores de sonho. Nunca somos verdadeiros historiadores; somos sempre um pouco poetas, e nossa emoção talvez não expresse mais que a poesia perdida.”
Gaston Bachelard
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Sábado, Abril 12, 2008
O caso da casa de Cora - a poeta doceira
Em 1934 casou-se com o advogado Cantídio Tolentino Bretas e foi morar em Jabuticabal, interior de São Paulo, onde nasceram e foram criados seus seis filhos. Só voltou a viver em Goiás em 1956, mais de vinte anos depois de ficar viúva e já produzindo sua obra definitiva. O reencontro de Cora com a cidade e as histórias de sua formação alavancou seu espírito criativo.
Cora Coralina faleceu em Goiânia, a 10 de abril de 1985.
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Quando eu era menina
Eu era menina em crescimento.
A gente mandona lá de casa
Era só olhos e boca e desejo
Era aquilo, uma coisa de respeito.
Criança, no meu tempo de criança,
Por dá-cá-aquela-palha,
Aquela gente antiga,
Não poupava as crianças.
Era gente super
Até os nomes, que não se percam:
D. Joaquina Amâncio...
O pessoal da casa,
D. Joaquina era uma velha
Anéis pelos dedos.
De manhã cedo
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Sábado, Abril 12, 2008
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O ramo de flores no museu
Ficarão para sempre mais perfeitas,
Já que o tempo extinguiu brilho e cores
Já que o tempo extinguiu a habilidosa
Mão que levou, serenas e discretas,
A tulipa sucinta e ardente rosa.
Não há mais ilusão de outra presença
Que a do Amor que inspirou graças tão finas
Que ninguém viu e que ninguém mais pensa
Porque o homem e o mundo são de ruínas.
E este ramo de pétalas franzinas,
Leve, liberto da mortal sentença,
Tinha, ó Princesa, fábulas divinas
Em cada flor, sobre o nada suspensa.
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Cecília Meireles
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Sexta-feira, Abril 11, 2008
A cantora cabo-verdiana Mayra Andrade é a vencedora do mais recente Prémio Revelação de World Music da BBC Radio 3, levando de vencida os outros nomeados, todos de grande gabarito e todos eles também já várias vezes referidos no Raízes e Antenas : Balkan Beat Box, Bassekou Kouyate & Ngoni Ba e Vieux Farka Touré. O prémio deve-se, claro, ao seu álbum de estreia «Navega» mas também, sem dúvida, aos seus concertos memoráveis que, nos últimos anos, têm passados pelos melhores palcos e festivais de world music. A notícia da agência Lusa que - antecipando-se à «revelação» oficial - avança a vitória de Mayra Andrade nesta categoria dos «World Music Awards» inclui ainda uma breve biografia de Mayra Andrade que transcrevo a seguir:«O seu álbum de estreia, "Navega", foi distinguido em 2007 com o Deutscheschalplatten pela crítica alemã. Mayra iniciou a sua carreira aos 16 anos no Canadá, quando ganhou a Medalha de Ouro nos Jogos da Francofonia. Filha de cabo-verdianos, nascida em Cuba, Mayra já partilhou palcos com cantores como Cesária Évora, Chico Buarque, Caetano Veloso, Ernesto Puentes e ainda Charles Aznavour, com quem gravou um duo para o seu disco "Insolitement Votre". Mayra Andrade, 22 anos, considera que faz "parte de um leque de artistas que tem dado à música cabo-verdiana oportunidade de renovar e conquistar novos horizontes".
Os vencedores nas restantes categorias destes prémios - os mais importantes e disputados do circuito da world music - serão conhecidos esta noite. E, se tiver tempo, ainda aqui darei conta deles entretanto.
Acabei de saber esta óptima notícia pelo António Pires AQUI !
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Quinta-feira, Abril 10, 2008
Franz Kafka
Parábolas e Fragmentos
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Quarta-feira, Abril 09, 2008
Agradeço-te mensageiro ...
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terça-feira, 8 de abril de 2008 13:03:15
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Isabel Victor
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Todas Ibamos a Ser Reinas
Todas íbamos a ser reinas,
de cuatro reinos sobre el mar:
Rosalía con Efigenia y
Lucila con Soledad.
En el valle de Elqui, ceñido
de cien montañas o de más,
que como ofrendas o tributos
arden en rojo y azafrán.
Lo decíamos embriagadas,
y lo tuvimos por verdad,
que seríamos todas reinas
y llegaríamos al mar.
Con las trenzas de los siete años,
y batas claras de percal,
persiguiendo tordos huidos
en la sombra del higueral.
De los cuatro reinos,
decíamos, indudables como el Corán,
que por grandes y por cabales
alcanzarían hasta el mar.
Cuatro esposos desposarían,
por el tiempo de desposar,
y eran reyes y cantadores
como David, rey de Judá.
Gabriela Mistral
pseudónimo adoptado por Lucila de María del Perpetuo Socorro Godoy Alcayaga, nascida na pequena cidade de Vicuña, Chile, em 7 de abril de 1889, educadora, diplomata e feminista chilena, adotou o nome de Gabriela em homenagem ao poeta italiano Gabriele D’Annunzio e Mistral como forma de expressar sua admiração pelo poeta Frederic Mistral.
Vencedora do Prêmio Nobel de Literatura em 1945, foi a primeira escritora latino-americana que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura.
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Terça-feira, Abril 08, 2008
Dimokránsa
Mayra Andrade
Composição: Kaka Barboza
Kantádu ma dimokrasiâ,
Ma stába sukundidu,
Ma tudu dja sai na kláruI nós tudu dja bira sabidu.
Kada um ku si maniâ
Fla rodóndu bira kuadrádu,
Kada um ku si tioriâ
Poi razom pendi di si ládu.
( ... )
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Terça-feira, Abril 08, 2008
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Domingo, Abril 06, 2008
Extrait de l` exposition " Diáspora "____________________
Le mouvement est migrant, presque autant que les corps eux-mêmes. Travailler sur l'idée d'une diaspora du mouvement dansé demandait donc de poursuivre cette réinterprétation à l'infinie de danses transmises (...)
Dans tes cheveux » de Mathilde Monnier
Danse
Corinne Garcia
Musique
Abdullah Ibrahim et Grace Jones (instrumental)
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Domingo, Abril 06, 2008
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