domingo, 9 de novembro de 2014

A Insuperável Mudez da Borboleta



in http://hasempreumlivro.blogspot.pt/




"Gumercindo fora funcionário do Museu de Arte Antiga de Lisboa e na altura (que Teresa não soube precisar quando) em que trasladaram os restos mortais de Santa Auta para aquele lugar, descobriu entre as ossadas um amontoado de folhas escritas. Guardou-as e ocultou-as de todos os olhares (uma vingança por ter sido obrigado a aposentar-se). Teresa herdou-os e nunca teve curiosidade em saber o que continham. Foi a minha paixão por espólios antigos e documentos esquecidos que a fez procurar esse tesouro inútil da família.






De Santa Auta, sabia apenas que fora a rainha D. Leonor, viúva de D João II, quem pediu o corpo ao Imperador Maximiliano e que trouxe em cortejo Auta para Portugal, em 1751.






Deste espólio, algumas folhas são autorizações de Roma, outras contém advertências com selo papal e real e outras (que tive de ordenar) dizem respeito a uma narrativa, ao que tudo indica de Santa Úrsula. Desta santa, existe uma relíquia na Sé de Évora, que visitei no passado mês de Junho de 2012. E, confesso, sem conseguir evitar as lágrimas.






Tornar públicos estes textos tem um desejo subjacente: juntar os restos mortais de ambas. Mas se isso não for possível, a quem de direito, ao menos que conste este testemunho para a História.






O texto tem algumas partes completamente ilegíveis. A linguagem foi adaptada para a escrita corrente. Os originais regressaram à família Nunes.»


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Excerto da segunda história “A Invencível Confissão de Úrsula”

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