terça-feira, 12 de junho de 2007

À volta com textos, bibliografias ... (re)centramentos dos conceitos da Museologia

Guggenhein de Bilbao


( ... ) acreditamos que para entender o conceito de Museologia não mais centrado no museu, não precisamos de novas expressões como a Patrimoniologia proposta por Tomislav Sola, mas entender a Muselogia como uma disciplina comprometida com os estudos da construção e sistemas de memória. Uma autora que tem caminhado nesse sentido é Maria Cristina Bruno, que para definir a Museologia parte do facto museal definido por Waldisa Rússio Guarnieri e incorpora elementos não pensados por essa autora. Assim, os objetos podem ser as referências patrimoniais e indicadores da memória e não só os acervos e coleções. O cenário também não fica restrito ao museu, passando a comportar espaços abertos, múltiplos espaços e territórios de intervenção.


Quando nos propomos a fazer um trabalho sobre a historicidade do fenômeno museológico tendo como objeto de análise bens imóveis tombados é porque constatamos aí a existência de um fato museal e pretendemos entender a sua perspectiva de elaboração, análise e reinterpretação. Nesse sentido achamos que os bens imóveis tombados podem ser considerados ao mesmo tempo objeto e espaço dessa relação, já que são lugares de memória, como definiu Pierre Nora.


( ... ) “Entre memória e história: a problemática dos lugares”, Pierre Nora distingue dois tipos de memória: uma memória tradicional (imediata) e uma memória transformada por sua passagem em história. "À medida que desaparece a memória tradicional, nós nos sentimos obrigados a acumular religiosamente vestígios, testemunhos, documentos, imagens, discursos, sinais visíveis do que foi".[8]


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