segunda-feira, 18 de junho de 2007

Uma história simples ...

Há tempos, colaborei num estudo sobre arte (dita popular) e artesanato, entretanto publicado em edição bilingue. Identifiquei expressões e formas eloquentes. Mas esta encantou-me sobremaneira ...
Foi-me oferecida por um dos artistas/artífices, um camponês alentejano de refinado humor, que na altura, tinha perto de oitenta anos. Chamou-lhe pássaro, simplesmente pássaro e colocou-o sorridente nas minhas mãos. Eu chamei-lhe espanto ... e guardei-o religiosamente.
________
Um dia, levei o dito pássaro comigo, para o apresentar num ciclo de ilustres palestrantes e, no regresso a casa, esqueci-me dele no autocarro ... fiquei tão desesperada, que insisti em recuperá-lo no próprio dia não fosse alguém (des)encaminhá-lo.
Noite dentro fui buscá-lo ao depósito dos perdidos e achados, numa garagem lá nos confins.
Entregaram-mo, depois de muito ter insistido que era aquele o tal pássaro que eu tinha descrito telefonicamente. O tal pássaro de estimação. O tal objecto de admiração ...

A verdadeira historia começa aqui ...
quando o empregado da transportadora, meio atónito com o meu interesse por tal espécime, me perguntou : mas isto é que é um pássaro ? Isto tem algum valor minha senhora ? Tão mal feito ... até é meio esquisito (sorrindo, insinuando ...)
Aí começou a verdadeira história. Tivemos uma longa conversa ... daquelas que não esqueço. Das muitas que merecem um lugar no " Caderno de campo ".

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