quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Parem !

Uma cimenteira airosamente plantada em pleno
parque natural da Arrábida foi e é, como todos sabemos, um erro ! Um irreparável crime ambiental, historicamente datado, ditado por outras premissas, por outras lógicas de crescimento. Um crime de triste memória. Uma chaga que se tem alastrado dolorosamente e perpetuado, em nome da pseudo-sustentabilidade do betão.

Os estragos estão lá, à vista de todos. A serra-mãe de Sebastião de Gama, retiro inspirador de Frei Agostinho da Cruz, continua a sofrer ... continua a ser comida nas suas entranhas, dilacerada ... mas agora, como se tudo isto não bastasse, vai receber a queima de resíduos perigosos.

Lamentável. Revoltante !!!

Será que este país têm alguma estratégia para o desenvolvimento integrado das regiões, ou é só fachada ?
Se tem, como pensa desenvolver o turismo ambiental e paisagístico na região de Setúbal- Troia (agora resort-Casino, etc ) ? O que fazer quando a Baía do Sado (uma das mais belas do mundo), nos dias sombrios, a anunciar chuva, fede a líxivia negra da Portucel, tornando irrespirável o ar da cidade e o anunciado carrossel de resíduos tóxicos, se despenhar nas sinuosas artérias da serra, pela calada da noite, rumo à Sécil (bem no coração do Parque Natural da Arrábida) ?! Como é que isto é possível ...


(no preciso momento em que estava a escrever este post, ouvi anunciar a suspensão da co-incineração na Arrábida por decisão do tribunal. Aleluia ! Será desta ?)

[Setúbal na Rede] - Secil já suspendeu co-incineração na Arrábida

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