segunda-feira, 5 de janeiro de 2009


Foto Por Diogo Ramos Moreira


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“(…) mãe, ouve: eu não quero ser enterrado, é uma palavra tão feia, tão fria, tão fosca, tão fresca; ou sepultado, outra, rima com abandonado, excomungado, castrado e capado, dominado e descriminado – escravizado! – essas todas palavras e suas rimas e sinónimos, todas têm silêncio e quietez e eu quero ser lançado no mar e então ao menos terei ilusão de movimento, vou nascer outra vez embalado, baloiçado nas ondas todo o tempo e não vou ser pó, serei plâncton e vadiarei, vou andar no quilapanga por todas as praias do Mundo, mas se ficar aqui, mãe, ao menos aqui que seja aqui, na frente do mar, ao meu mar da nossa terra de Luanda”.



_____________________________________também. quero este querer aquático de Mais-velho, em "Nós, os do Makulusu", de José Luandino Vieira, pag 99.

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