domingo, 13 de dezembro de 2009





"As pessoas que dormem mal parecem sempre mais ou menos culpadas. O que fazem elas ? Tornam a noite presente."

_____________________é com esta desassombrada afirmação de Maurice Blanchot, que entramos no "Nocturno Indiano" de António Tabucchi _ 118 páginas de puro prazer ____________________

(Uma conjectura do autor é a de que este livro poderia servir de guia a um amante de viagens absurdas. E não deixa de ser absurda esta busca de um amigo que desapareceu, sombra que pertence a um passado também ele conjectural, numa Índia que se conhece quase só através de quartos de hotel, de hospitais, de estações de caminho-de-ferro. Uma Índia que todavia transparece em conversas com poetas nómadas, Jesuítas portugueses, prostitutas de bombaím, uma reporter que fotografa a miséria de Calcutá. Mas este misterioso ballet de sombras é sobretudo um hino às faculdades criativas da linguagem, pois é graças a uma palavra evocada em várias línguas que o viajante se aproxima daquele que procura. É graças à escrita que esta viagem se transforma em livro, passa de insónia ao sonho ...)







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