domingo, 24 de agosto de 2008

Formas





Para 4 pessoas

300 gramas de bacalhau
300 gramas de manteiga
500 gramas de batatas
pimenta
salsa (fresca)
3 ovos
sal


Deixar demolhar o bacalhau durante 24 horas. Em seguida cozinhar conjuntamente com as batatas. Tirar a pele e as espinhas ao bacalhau e descascar as batatas. Amassar as batatas e o bacalhau até que fiquem bem misturados e numa massa homogénea. Juntar a salsa picadinha. Temperar com sal e pimenta. Adicionar os ovos muito bem batidos e a manteiga. Numa forma untada com manteiga levar o pudim a forno brando até estar cozido. Servir de imediato.






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Encontrei esta forma numa loja antiga. Era única e estava ali há anos, irreconhecível, desamparada, coberta de pó, na montra de uma velha loja de ferragens em Famalicão. Por cinco euros (inflacionados), resgatei do esquecimento esta lindíssima forma de alumínio reluzente, com um vidrinho redondo, a fazer lembrar o Nautilus de uma qualquer viagem ao fundo do tempo; uma janela mágica para os saudosos acepipes da avó Amélia. Esta "engenhosa" forma, dispensa forno. Pode ser utilizada directamente sobre a chama. Assenta sobre um pequeno recipiente redondo, em cobre, que se enche de água, produz vapor e modera o tempo da cozedura. Um engenho simples e belo que nos remete para uma paisagem doméstica de outros tempos, para formas de outros conteúdos ... para outras culinárias.



De todas as formas e receitas, ficou-me o aroma e paladar do pudim de bacalhau ... redondinho, fofo e cremoso. Vou agora tentar (re)fazê-lo, lentamente ... à minha maneira (com menos manteiga), na (re)inventada forma dos meus encantos. Espero que gostem ...






Acompanha com uma suculenta e leitosa alface da horta, acabada de apanhar.


Intensamente ... terra.





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