domingo, 18 de outubro de 2009




__________________________________________________________

Fim do caminho








(..) o escritor quer muito mais do que alguma vez receberá. A sua autoridade não sai do livro para os palácios, para o trono, para o céu. A troca é mundana. Almas breves enfeitiçadas, de olhos fitos no balouçar da escrita, prontas a atirar-se no precipício do coração. Nada que possa contentar o escritor mais do que uma noite. Por isso é velho. E escreve horas a fio, como um proletário imigrante, labuta na grande obra. Já não pertence à sua terra. Pode vê-la de fora, num carrossel. Continua a obra derradeira de retirar aos outros o dom da língua. Visa apropriar-se dos modos de dizer e de sentir, instituir novas regras, que são apenas referência à sua obra: “A língua sou eu e os meus antepassados”. Escrevem em catadupa. Mas é preciso um enredo que cative. Esse o verdadeiro óbice e a verdadeira charneira da literatura, como braços de um rio.




Escrita de __________João de Sousa, visitável em http://opiniaoliteral.blogspot.com/










iv fotos. Haia Outubro 2009






Seguidores

Povo que canta não pode morrer...

Beirute.Nantes

Loading...

Arquivo do blogue

Pesquisar neste blogue

Acerca de mim

A minha foto

"A coisa mais fina do mundo é o sentimento. " (Ensinamento) Adélia Prado