domingo, 18 de outubro de 2009

Colóquio Internacional sobre Provérbios . Tavira . Portugal









Tavira 8 a 15 de Novembro


http://www.colloquium-proverbs.org/



Dependendo dos cenários culturais em que se usam, provérbios como Todos os caminhos vão dar a Tavira (All roads les to Rome) (Kaikki tiet vievät Turkuun), … circulam em vários níveis de compreensão cultural e universal. Provérbios de diferentes povos e áreas do discurso possibilitam diferentes interpretações. Além disso, o mesmo provérbio pode ser usado em distintos contextos e para diversos fins. Os provérbios sempre têm sido portadores de problemas relacionados com a sua tradução e com explicações de natureza geral e, ainda, podem ser classificados de acordo com vários critérios: históricos, linguísticos, temáticos, educativos, lógicos, …


A descrição anterior mostra a riqueza da diversidade de pontos de vista dos paremiologistas (académicos estudiosos dos provérbios e das expressões proverbiais) em todo o mundo a qual pode ser canalizada em benefício de todos, através das contribuições provenientes de áreas culturalmente complementares. Pelo menos, paremiologistas e entusiastas da temática proverbial na Europa podem unir-se. Esta é a ideia central do Colóquio, principalmente neste Ano Europeu da Criatividade e Inovação 2009.

Em anteriores encontros respeitantes a aspectos linguísticos (ex: http://www.europhras.org/english/index.html), as abordagens históricas e as relacionadas com os problemas da tradução paremiológica têm constituído somente um tema adicional ou mesmo separado de outros mais abrangentes. Os paremiologistas ainda não assumiram uma posição de construtores de uma charneira em relação a estes assuntos como devem e são capazes de o fazer. Como especialistas em assuntos tradicionais e comunicacionais, os paremiologistas possuem um enorme potencial que pode ser posto ao serviço da compreensão mútua entre culturas.

Desde o século XV têm sido publicadas excelentes colecções de provérbios. De entre muitas, podemos citar as colecções multilingues de Gyula Paczolay (European proverbs in 55 languages, 1997), Arvo Krikmann and Ingrid Sarv (Eesti vanasõnad, 1987), Metīn Yurtbaşi (Turkish proverbs and their equivalents in Fifteen languages, 1993) assim como as revistas de provérbios de Wolfgang Mieder (Proverbium: yearbook of international proverb scholarship, 1984-), Julia Sevilla-Muñoz (Paremia, 1993-). Paralelamente tem havido grandes esforços para encontrar critérios de classificação dos provérbios de que um dos exemplos mais recentes é o sistema internacional de tipos http://lauhakan.home.cern.ch/lauhakan/cerp.html do falecido académico finlandês Matti Kuusi.



É altura para Portugal, na Europa Ocidental, ter um papel mais activo na promoção de estudos paremiológicos e na motivação de entusiastas para recuperar o interesse pela temática; lembramos os exemplos de F.R.I.L.E.L. (Adágios, provérbios, rifãos e anexins da língua portugueza tirados dos melhores authores nacionaes e recopilados por ordem alphabetica, 1780) e de António Delicado (Adágios portuguêses reduzidos a lugares communs, 1923). Trata-se de um processo eficaz para reforçar a identidade de cada País e contribuir para uma melhor compreensão mútua entre nações de outras áreas culturais do nosso planeta.



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