quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

regressada do X Congresso com uma mala de livros. recomendáveis. (com)vividos

" A gramática do tempo: para uma nova cultura política ", (2006) Ed. Afrontamento

Com base em trabalhos anteriores, o autor ( Boaventura de Sousa Santos) considera que as sociedades e as culturas contemporâneas são intervalares: situam-se no trânsito entre o paradigma da modernidade, cuja falência é cada vez mais visível, e um paradigma emergente ainda difícil de identificar. Esta transição tem duas dimensões principais: uma epistemológica e outra societal. A transição epistemológica ocorre entre o paradigma da ciência moderna (conhecimento-regulação) e o paradigma emergente do conhecimento prudente para uma vida decente (conhecimento-emancipação). A transição societal, menos visível, ocorre entre o paradigma dominante- sociedade patriarcal; produção capitalista, consumismo individualista e mercadorizado; identidades-fortaleza; democracia autoritária; desenvolvimento global, desigual e excludente - e um novo paradigma, ou conjunto de paradigmas, de que apenas podemos vislumbrar sinais. A argumentação centra-se em três grandes campos analíticos: a ciência, o direito e o poder. (...)


" A diferença ", (2002) Fenda Edições, Lisboa
As identidades culturais têm uma densidade histórica. Conforme se demonstra na obra de Michel Wieviorka, é necessária uma articulação entre as identidades específicas (de género, nação, religião, etnias e outras) e a modernidade universal, para evitar dois riscos: por um lado, o diferencialismo extremo, que pode conduzir à intolerância, ao racismo, ás guerras religioas e nacionalistas; por outro lado, a valorização excessiva da modernidade do mundo ocidental, com as violências que, por vezes, a acompanham.


" O tempo, as culturas e as instituições ", (2008) Edições Colibri, Lisboa
Esta obra, colige os seguintes textos e autores:
____________
Time, money and the cultural divide - Robert Livine
Modos de governação do tempo - Emília Araújo
Tempo a ganhar, tempo a perder - Maria Johanna Schouten
Représentation du temps et archives de la pensée: les devises de cadrans solaires - Jean-Marc Ramos
O tempo insuspenso. Uma aproximação a duas percepções carcerais da temporalidade - Manuela Ivone Cunha
Andante, andante: tempo para andar e descobrir um lugar - João Teixeira Lopes
Breve reflexão sobre a "linguagem silenciosa" do tempo, de Edward Hall - Ricardo Gouveia

____________



Seguidores

Povo que canta não pode morrer...

Beirute.Nantes

Loading...

Arquivo do blogue

Pesquisar neste blogue

Acerca de mim

A minha foto

"A coisa mais fina do mundo é o sentimento. " (Ensinamento) Adélia Prado