quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010










As mãos escrevem nas pálpebras
a palavra astro
neste fim de tarde solitário.
A morte é a mais lúbrica das criaturase
e vem e vai
e pendura nas paredes
mil e uma fórmulas secretas
em que são iguais as quantidades de realidade
e do que a ela se opõe.
O vento está visivelmente cansado
arranhou-se num espinheiro
e corre-lhe pelo peito quente
um fio de sangue.
Qualquer coisa como música
advém do seu silêncio
e o olhar é uma ponte nitidíssima
entre duas realidades que não há.

Cruzeiro Seixas
in "A única tradição viva"
Perfecto E Cuadrado
edição Assírio & Alvim




_______________________________________________________________________


Tributo do Caderno de Campo a Rosa Lobato Faria ________________________ * )


________________________________________________________________

Seguidores

Povo que canta não pode morrer...

Beirute.Nantes

Loading...

Arquivo do blogue

Pesquisar neste blogue

Acerca de mim

A minha foto

"A coisa mais fina do mundo é o sentimento. " (Ensinamento) Adélia Prado