Neta de ferroviários, cresci a ouvir contar histórias sobre estações, apeadeiros, terras, linhas, máquinas, agulhas, disciplina, rigor, itinerância, progresso.
O orgulho ferroviário !
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Há uma certa mística nos comboios ...
Sinto-me confortável e tranquila a viajar de comboio.
E leio ... leio ... leio
e eu tenho desde miuda uma paixão intraduzível por comboios...apeadeiros estações caminhos que rasam outros...
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Isabel...afinal o "cabeçalho" do blog voltou ao normal ou era defeito do meu PC?
:)))))))))))
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não ligues...são visões...miragens...
desilusões....
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amei. esta viagem.
obrigada.
beijo.
Como eu compreendo essa paixão por comboios!
ResponderEliminarMemórias em que tudo corria mais devagar.
ResponderEliminarO embalar das rodas na ligação dos carris... Os cheiros.
Agora recuei uns anos da minha vida.
Ora cá venho eu destabilizar! Não gosto de sopa, não gosto de chocolate e não gosto de comboios! Passei horas infinitas, e mesmo para lá de infinitas, no Sud-Express entre Lisboa-Paris-Lisboa. Era lindíssimo, o comboio, as carruagens cama e restaurante, mas era tão chato, tão desconfortável, tão assutador (quando entrava a PIDE de luvas brancas para revistar a bagagem antes da fronteira)fazer aquela viagem e esperar às vezes horas e horas que o comboio se dignasse a retomar a marcha depois de parar inexplicavelmente no meio de coisíssima nenhuma, habitualmente um descampado algures em Castilla! Só tinha uma coisa boa: no fim estava Paris e, como se sabe, Paris é uma festa!
ResponderEliminarComo já te disse, também adoro as viagens de comboio, Isabel.
ResponderEliminarE já li tantos livros nas carruagens... quer na Linha do Oeste, quer no trajecto diário Santa Apolónia - Vila Franca de Xira, que fiz durante algum tempo, no começa da década de noventa.
E claro também fiz o meu inter-rail pelas Europas (1985), quando ainda era preciso passaporte...
adoro andar de combóio... lembro-me sempre das viagens de miúda até Fornos de Algodres, a terra do meu pai...
ResponderEliminarOs comboios embalam-nos o pensamento, as memórias, que se sucedem de apeadeiro em apeadeiro.
ResponderEliminarAdorei a memória...
sempre nos conhecemos com um livro na mão, desde muito cedo, e foi nos transportes que devorámos milhares de páginas, viajando através da literatura e não só. O comboio, o electrico e o autocarro(1) conhecem-nos como leitores.
ResponderEliminar(1) o rui não consegue ler nos autocarros e lamenta:)
beijinhos
paula e rui lima
Pois eu agora não leio nada .-)
ResponderEliminaro sentido da partida, o gozo da viagem, a paisagem como um filme, a descoberta à chegada.
ResponderEliminare o regresso.
:)
As viagens de comboio quase não fazem parte das minhas memórias. Foram tão poucas. Mas sabes Isabel, estações, apeadeiros, aeroportos, portos, nunca me impressionaram pela positiva. O meu imaginário corre sempre para o "adeus", para alguém que parte, nunca eu. Não consigo achar romântico o que para mim é triste.
ResponderEliminarGostei do novo cabeçalho do teu blogue e da fotografia . Beijinhos
O horizonte, um fio de fumo que se avoluma, o comboio que se aproxima. Chiar de freios, vai parando, parou. A vila atraca buliçosa às carruagens. Chicualacuala.
ResponderEliminarposted by Carlos Serra at 9/30/2006 07:54:00 PM
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Afro-braço a propósito desta ferroviária entrada.
Em Port Bou, Walter Benjamin já não apanharia o primeiro comboio da manhã, aquele que o livraria das ratazanas que já corriam pela Europa. Toda a liberdade num comboio. E, no entanto, como uma borboleta atraída pela fogueira, Benjamin não pôde dar o último passo. Resta-nos a sua obra para nos adentramos na vida como um comboio que rasga a paisagem.
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