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Foto lenoradiva's RSSRespeito muito minhas lágrimas. Mas ainda mais minha risada. Inscrevo assim minhas palavras. Na voz de uma mulher sagrada. Vaca profana, põe teus cornos Pra fora e acima da manada ...
Foto lenoradiva's RSSRespeito muito minhas lágrimas. Mas ainda mais minha risada. Inscrevo assim minhas palavras. Na voz de uma mulher sagrada. Vaca profana, põe teus cornos Pra fora e acima da manada ...
A Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça está ligada à família Relvas, pelo protagonismo que um dos seus membros alcançou como político e diplomata, coleccionador de arte e homem ligado ao cultivo das terras que herdou e aumentou.José de Mascarenhas Relvas nasceu em 1858 na Golegã, filho de Carlos Relvas e Margarida Relvas, viveu desde criança ligado às actividades agrícolas e à criação de cavalos, assim como à ganadaria de seu pai, que, além de cavaleiro tauromáquico, também era um excelente fotógrafo e nutria um profundo gosto pelas artes em geral.Quando, em partilhas, lhe foi entregue a Quinta dos Patudos, José Relvas já estava casado com Eugénia Antónia de Loureiro da Silva Mendes, de quem teve três filhos. Dramaticamente, nenhum sobreviveu aos seus progenitores.Em 1888, José Relvas vem viver para os Patudos com a sua família, dedicando-se com afinco ao cultivo de vinho, azeite, cortiça e outros produtos agrícolas. É com os rendimentos que lhe trazem estas terras que ele inicia uma grande colecção de arte nacional e internacional, fazendo viagens e travando conhecimento com especialistas europeus e nacionais no negócio das obras de arte.Esta pequena mostra, que se confina a duas salas de exposições temporárias, não pretende dar a conhecer a colecção de José Relvas, que faz parte integrante do acervo do museu, pois ela está patente ao público, através de visitas guiadas, mas sim desvendar um pouco a vida do núcleo familiar que viveu nos Patudos. Com efeito, esta dimensão mais íntima da Família Relvas não tem sido dada a conhecer aos públicos que visitam o museu, que tem privilegiado o coleccionador de arte.Estamos a falar dos objectos pessoais dos Relvas, nomeadamente os vestidos, sapatos, adereços e jóias de Eugénia Relvas, uma mulher muito elegante para a época e presença assídua em saraus culturais, tanto em sua casa, como em Lisboa. Esta senhora estava a par das «tendências» da alta-costura, como se admira através de alguns dos objectos expostos.O mobiliário dos aposentos de José Relvas e os objectos de decoração e higiene pessoal podem também ser vistos nesta exposição, assim como a sua luneta, a boquilha, a cigarreira, o estojo de viagem, etc..Do filho Carlos Relvas, pouco pode ser visto por cláusulas testamentárias, mas estarão expostas as cartas que escrevia à sua mãe em francês e que se encontram no Arquivo da Casa dos Patudos, assim como se pode ver outra correspondência entre os membros da família que revela o grande afecto que nutriam uns pelos outros.São comovedores os brinquedos dos dois filhos que morreram ainda adolescentes, assim como os livros, cadernos da escola e os retratos quando ainda eram crianças, brincando ao ar livre.A exposição apresenta também uma pintura referente a Carlos Relvas, pai de José Relvas, reveladora do seu amor pela festa de toiros e pelos cavalos, assim como fotos dos restantes membros da família, entre elas a do casamento dos proprietários da Casa.Pretende a Câmara Municipal de Alpiarça iniciar, com esta exposição, um ciclo de mostras que dê a conhecer a história da família, a importância da acção política e diplomática de José Relvas, assim como a relação que manteve com Alpiarça, como proprietário agrícola e benemérito, sem esquecer a história e as tradições do próprio concelho de Alpiarça, de modo que a comunidade escolar ou adulta aprofunde a história local e reforce a sua identidade e cidadania.
Em " Os Relvas em família " Publicado por anad em AQUI
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Ele foi o desencadeador e o profeta da pósmodernidade na música portuguesa. Um saudoso mestre, só pela sua actividade pedagógica Peixinho transformou decisivamente o regime estagnante que vigorava então e abriu as portas à liberdade criativa.
Como pianista mantem-se até hoje inultrapassado , o mais excelente e avançado de todos os executantes portugueses ( e.g. “ música 1 “ para dois pianos ). A transgressividade do seu estilo lírico, sublime , inebriante – afirmação duma escrita rigorosa, fértil em minúcias, tratamentos instrumentais específicos e invenção de substâncias sonoras que abrem novas perspectivas à música. Chamava à sua criação “ música de Arte “, como realização de práticas e proposição de conceitos, fruto da sua vasta erudição. A sua música é obra aberta, transparente e radiosa , solar, iluminada, animada pela mais elegante vivacidade - a poesia corre fluidamente, água límpida onde nadam mil peixinhos, transporta-nos ao sonho e eleva o nosso imaginário ao encantamento, foi o maior compositor português do século XX, senão o maior músico lírico de todos os tempos.
JORGE LIMA BARRETO (em entrevista a Jorge Peixinho, Jornal de Letras 1992)
Entrevista Aqui



Foto Por António Jorge NunesNéstor Osvaldo Perlongher, em "Chorreo de las iluminaciones"








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"A Última Aula" é a história em volta da emocionante palestra dada por Pausch em setembro de 2007. Tradição criada por muitas universidades, em que os professores são convidados a dar uma última aula, imaginando o seu falecimento próximo.
Randy Pausch não precisou de esforço para se imaginar na situação, uma vez que sofre de um grave e incurável cancro no pâncreas.
mais em ...

Aquele Querido Mês de Agosto , o único filme português presente em Cannes, incluído na Quinzena dos Realizadores, é um objecto cinematográfico aliciante. Junta documentário, ficção e mete toda a equipa de rodagem dentro da acção do filme, como se fosse exigida uma participação de tipo antropológico no facto social. Estamos no domínio do Portugal profundo, rural, das festas tradicionais, das procissões e milagres, dos emigrantes que passam férias na aldeia natal, dos intrépidos heróis que se atiram da ponte para o rio e roubam casacos ao marroquinos...Tudo no enquadramento da musica popular, ligeira, romântica a condizer com as paixões de adolescentes e o gosto dos mais velhos, inconformados com os U2 e os AC//DC cantarem em inglês. O universo de Aquele Querido Mês de Agosto , na Beira Interior, remete-nos para o verdadeiro Portugal não globalizado, indiferente ao consumo de massas, em que a satisfação das necessidades básicas passa por uma refeição bem servida com um leitão cozinhado à moda da terra, bem regada com vinho tinto. Esqueça-se também a arrogância intelectual, de um qualquer artista de rádio nacional com depressões cantadas em verso inglês. Aqui respira-se o ar puro da serra e a vida, o pulsar da vida dos portugueses nas canções de Marante, Dino Meira e Tony Carreira .
“Todo grande filme de ficção tende ao documentário e todo grande documentário tende à ficção e, quem optar por um, encontrará necessariamente o outro no fim do caminho”
Jean-Luc Godard
Excelente estrutura narrativa. Um filme Cativante. Surpreendente. Inteligente. Audaz ...
A sala estava vazia. Pude escolher a fila e até mudar de lugar após o intervalo, mas isso é um mal a que nos vamos habituando. Deixo aqui o repto ... o filme merece. O cinema português precisa.
Parabéns à equipa (muito especial para a Lisa Persson)




Museus e Património Imaterial
Agentes, fronteiras, identidades (Ciclo de Colóquios)
Terrenos Portugueses: O que fazem os Antropólogos?
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – 13 Outubro 2008
O Património Cultural Imaterial constitui um campo de actuação patrimonial largamente coincidente com os temas preferenciais dos estudos antropológicos ao longo do seu primeiro século de existência. Do mesmo modo, a Antropologia constitui um dos campos disciplinares de referência, em termos teóricos e metodológicos, para o estudo e o inventário dos vários domínios que configuram aquele Património, de acordo com a respectiva Convenção da UNESCO: tradições e expressões orais; expressões artísticas e manifestações de carácter performativo; práticas sociais, rituais e eventos festivos; concepções, conhecimentos e práticas relacionados com a natureza e o universo; processos e técnicas tradicionais.
Tendo lugar na Universidade onde há 30 anos a disciplina passou a integrar os estudos superiores em Portugal, e inspirado pelo cada vez mais evidente truísmo “A Antropologia é o que fazem os antropólogos”, o Colóquio procurará a reflexão sobre o percurso da Antropologia Portuguesa, identificando os seus principais ciclos e respectivos paradigmas de actuação, bem como sobre a diversidade de objectos de estudo dos antropólogos na actualidade, no contexto de uma sociedade em permanente mudança. Serão assim colocadas em diálogo diferentes abordagens da denominada “cultura popular”, aqui circunscrita não apenas pelos objectos tradicionais da disciplina mas também por temas e problemas emergentes no âmbito das sociedades modernas, e que se revelam bons para pensar os objectivos e os limites da aplicação da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial.
Colóquio organizado em parceria com CRIA (Centro em Rede de Investigação em Antropologia)
Organização | Inscrições:
Instituto dos Museus e da Conservação
Departamento de Património Imaterial
Tel: 21-365 08 65 w Email: dpi@imc-ip.pt w www.ipmuseus.pt
Apoio:
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Universidade Nova de Lisboa







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