sábado, 4 de outubro de 2008

De perto ninguém é normal



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Foto lenoradiva's RSS




Respeito muito minhas lágrimas. Mas ainda mais minha risada. Inscrevo assim minhas palavras. Na voz de uma mulher sagrada. Vaca profana, põe teus cornos Pra fora e acima da manada ...











Vaca Profana - Gal Costa
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Exposição no Museu de Alpiarça _ Casa dos Patudos


A Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça está ligada à família Relvas, pelo protagonismo que um dos seus membros alcançou como político e diplomata, coleccionador de arte e homem ligado ao cultivo das terras que herdou e aumentou.José de Mascarenhas Relvas nasceu em 1858 na Golegã, filho de Carlos Relvas e Margarida Relvas, viveu desde criança ligado às actividades agrícolas e à criação de cavalos, assim como à ganadaria de seu pai, que, além de cavaleiro tauromáquico, também era um excelente fotógrafo e nutria um profundo gosto pelas artes em geral.Quando, em partilhas, lhe foi entregue a Quinta dos Patudos, José Relvas já estava casado com Eugénia Antónia de Loureiro da Silva Mendes, de quem teve três filhos. Dramaticamente, nenhum sobreviveu aos seus progenitores.Em 1888, José Relvas vem viver para os Patudos com a sua família, dedicando-se com afinco ao cultivo de vinho, azeite, cortiça e outros produtos agrícolas. É com os rendimentos que lhe trazem estas terras que ele inicia uma grande colecção de arte nacional e internacional, fazendo viagens e travando conhecimento com especialistas europeus e nacionais no negócio das obras de arte.Esta pequena mostra, que se confina a duas salas de exposições temporárias, não pretende dar a conhecer a colecção de José Relvas, que faz parte integrante do acervo do museu, pois ela está patente ao público, através de visitas guiadas, mas sim desvendar um pouco a vida do núcleo familiar que viveu nos Patudos. Com efeito, esta dimensão mais íntima da Família Relvas não tem sido dada a conhecer aos públicos que visitam o museu, que tem privilegiado o coleccionador de arte.Estamos a falar dos objectos pessoais dos Relvas, nomeadamente os vestidos, sapatos, adereços e jóias de Eugénia Relvas, uma mulher muito elegante para a época e presença assídua em saraus culturais, tanto em sua casa, como em Lisboa. Esta senhora estava a par das «tendências» da alta-costura, como se admira através de alguns dos objectos expostos.O mobiliário dos aposentos de José Relvas e os objectos de decoração e higiene pessoal podem também ser vistos nesta exposição, assim como a sua luneta, a boquilha, a cigarreira, o estojo de viagem, etc..Do filho Carlos Relvas, pouco pode ser visto por cláusulas testamentárias, mas estarão expostas as cartas que escrevia à sua mãe em francês e que se encontram no Arquivo da Casa dos Patudos, assim como se pode ver outra correspondência entre os membros da família que revela o grande afecto que nutriam uns pelos outros.São comovedores os brinquedos dos dois filhos que morreram ainda adolescentes, assim como os livros, cadernos da escola e os retratos quando ainda eram crianças, brincando ao ar livre.A exposição apresenta também uma pintura referente a Carlos Relvas, pai de José Relvas, reveladora do seu amor pela festa de toiros e pelos cavalos, assim como fotos dos restantes membros da família, entre elas a do casamento dos proprietários da Casa.Pretende a Câmara Municipal de Alpiarça iniciar, com esta exposição, um ciclo de mostras que dê a conhecer a história da família, a importância da acção política e diplomática de José Relvas, assim como a relação que manteve com Alpiarça, como proprietário agrícola e benemérito, sem esquecer a história e as tradições do próprio concelho de Alpiarça, de modo que a comunidade escolar ou adulta aprofunde a história local e reforce a sua identidade e cidadania.


Em " Os Relvas em família " Publicado por anad em AQUI

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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Música de Arte

Ele foi o desencadeador e o profeta da pósmodernidade na música portuguesa. Um saudoso mestre, só pela sua actividade pedagógica Peixinho transformou decisivamente o regime estagnante que vigorava então e abriu as portas à liberdade criativa.

Como pianista mantem-se até hoje inultrapassado , o mais excelente e avançado de todos os executantes portugueses ( e.g. “ música 1 “ para dois pianos ). A transgressividade do seu estilo lírico, sublime , inebriante – afirmação duma escrita rigorosa, fértil em minúcias, tratamentos instrumentais específicos e invenção de substâncias sonoras que abrem novas perspectivas à música. Chamava à sua criação “ música de Arte “, como realização de práticas e proposição de conceitos, fruto da sua vasta erudição. A sua música é obra aberta, transparente e radiosa , solar, iluminada, animada pela mais elegante vivacidade - a poesia corre fluidamente, água límpida onde nadam mil peixinhos, transporta-nos ao sonho e eleva o nosso imaginário ao encantamento, foi o maior compositor português do século XX, senão o maior músico lírico de todos os tempos.

JORGE LIMA BARRETO (em entrevista a Jorge Peixinho, Jornal de Letras 1992)

Entrevista Aqui

domingo, 28 de setembro de 2008

Antropologia das religiões




Prof. Jean Lambert, especialista de História e Antropologia das religiões, na Faculdade de Letras da UP
dias 3 e 4 de Outubro, 2008
Um dos maiores especialistas de história e antropologia das religiões (membro titular de EHESS- CEIFR - Centre d' Études Interdisciplinaires du Fait Religieux- Paris), Prof. Jean Lambert, estará no Porto, Faculdade de Letras da UP, nos próximos dias 3 de 4 de Outubro de 2008. Apoio da Embaixada Francesa. Iniciativa do DCTP

No dia 3, sexta-feira, pelas 18 horas, no Anfiteatro 2 da FLUP, Jean Lambert pronunciará uma conferência sobre: "Comment l' Anthropologie Comparée des Monothéismes Méditerranéens (Judaisme, Christianisme, Islam) éclaire-t-elle les faits religieux d' aujourd'hui"(Como é que a antropolgia comparada dos monoteísmos mediterrânicos, judaísmo, cristianismo, islamismo, esclarece as fenómenos religiosos actuais)



Há no interior de cada monoteísmo uma tensão fundamental, uma bipolaridade desse religioso, entre a justiça (o julgamento) e aquilo que de certo modo é o seu oposto, e que a ultrapassa - a compaixão. (VOJ, em Trans-ferir)



Uma das obras do autor:« Le Dieu distribué, une anthropologie comparée des monothéismes », édition du Cerf, collection Patrimoines, Paris 1995.






No dia 4 de Outubro, o Prof. Jean Lambert estará à disposição dos interessados para falar sobre temas da religião na Faculdade de Letras do Porto, a partir das 11 horas, na Sala de Reuniões.


Apoio:CEAUCP - Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto



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Acorda-me cedo



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... o sulco da palavra apura-se no sentido maior do silêncio.
um após outro o prazer eleva-se na pausa do som. amanhã mesmo
falaremos da harmonia no tom se não esquecermos o rio.
desconstrói-dizias.
e a certeza a concentrar ritmos delirantes.
suspende o ar-dizias. é lá que começa o canto dos olhos no esboço
do que me tentas. inventas-dizias.
falta o vinho para crescer a sede. falta o tempo para beber o medo.


acorda-me cedo.








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de Maria Quintans,"Apoplexia da ideia", Papiro.editora

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___________La sofocación

Foto Por António Jorge Nunes


"Podríamos tocarnos, pero esa vecindad nos paraliza./Inane la yertez, rigor el rijo./Ricos, variados olores de flor y perdición./Desvarío en jardines invisibles de brea./Ahora que me estoy muriendo/Ahora que me estoy muriendo/La sofocación alza del cielorraso relámpagos enanos/que se dispersan en la noche definitiva e impasible."

Néstor Osvaldo Perlongher, em "Chorreo de las iluminaciones"



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quinta-feira, 25 de setembro de 2008





"São meninas que rompem a penugem do tempo e no espaço da tela sonham rugas invisíveis e bosques bidimensionais (...)"

de Isabel Mendes Ferreira, a propósito das "Alices sem fim" de João Concha





uma exposição. um pintor. uma poeta. um filme. 36 testemunhos. o mote e as variações para falar de brincar no museu

Sábado, das 15 ás 18. ludicamente. lucidamente

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terça-feira, 23 de setembro de 2008

O descoincidir
























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A quem senão a ti direi
como estou triste? Mas se a tristeza vem
de tu não estares, como ta direi, como hei-
de juntar o que me está doendo ao ven-
to que não bate mais à tua porta? Eu sei

que a tristeza é só isto, é só isto,
o descoincidir consigo mesmo, eu sei,
descoincidir com os outros, estava previsto
porque dentro de si o mundo não coincide e
não há senão tristeza. Em cada um está Cristo

sempre abandonado, cada um abandonado
a si mesmo, sem princípio e sem fim,
pois no princípio o amor era dado
promessa de te ter sempre junto a mim
não ausência, nem dor, nem habitado

ser por todo este absurdo. Morrer
um pouco, disse, sem saber o que dizia
pois eram só palavras, como se a prometer
tudo aquilo que havia e não havia.

Não haver palavras és tu a desaparecer.



Bernardo Pinto de Almeida
Abandono de Hotel Spleen, Quetzal 2003
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"Vou adiante de modo intuitivo e sem procurar uma ideia: sou orgânica. E não me indago sobre os meus motivos. Mergulho na quase dor de uma intensa alegria – e para me enfeitar nascem entre os meus cabelos folhas e ramagens."
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Clarice Lispector
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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Pinturas Cantadas: arte e performance das mulheres de Naya




No próximo dia 25 de Setembro, no Museu Nacional de Etnologia, terá lugar uma mesa-redonda no âmbito da exposição
Pinturas Cantadas: arte e performance das mulheres de Naya
17h Visita à exposição
18h Primeira apresentação pública do filme Songs of a sorrowful man
18h30-20h30 Mesa-redonda
Participantes:
Lina Fruzzetti, Universidade de Brown
Ákos Östör, Universidade de Wesleyan
Rosa Maria Perez, ISCTE
Joaquim Caetano, Museu de Évora


Joaquim Pais de Brito, Museu Nacional de Etnologia, Moderador

Fonte: No mundo dos museus (blog Museologia/Museus)
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domingo, 21 de setembro de 2008

O poeta como nu




fotografia John Dugdale




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um dia apareceu um poeta sem pétalas. nunca tal se vira. sem pétalas, dizia-se, estava igual a nu, coberto de nada que o diferisse, como se ser poeta não trouxesse marcas à flor da pele. algumas pessoas riram-se nervosamente, e só por isso o estranho poeta se foi embora sem outra notícia






Valter Hugo Mãe









Vencedor do Prêmio José Saramago de romance, 2006.




Livros de poesia: bruno (2007), pornografia erudita (2007), livro de maldições (2006), o resto da minha alegria seguido de a remoção das almas (2003), útero (2003) , a cobrição das filhas (2001) e três minutos antes de a maré encher (2000). No Brasil saíram seus poemas reunidos em: mil e setenta e um poemas (Thesaurus, 2008)



Página do autor: www.valterhugomae.com

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A poesia tem comunicação secreta com o sofrimento do homem

Pablo Neruda





Fotografia http://www.darrenholmes.com/


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domingo, 14 de setembro de 2008

Divino combate. Dolorosa peregrinação. Desabei.



... um livro de confissões. Uma peregrinação interior em que a bailarina torce o pé, o saltador derruba a barra, o arquitecto se senta debaixo da abóbada, e no fim, ela desaba. O médico e o seu doente são um só, face dupla da mesma moeda. O médico provoca o Criador, não lhe vai na finta, evita o engodo. Mas no cais despede-se, e pede perdão por não ter sido parceiro para tal desafio.»
Do prefácio de António Damásio



sábado, 13 de setembro de 2008


Fotografia: autor(a) Ana Franco
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"como se os olhos fossem feitos para concluir mas não para olhar"
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de clarice Lispector - Uma maçã no Escuro
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Antropofagia da Memória

A Revista do Patrimônio nº 31, com o título Museus - Antropofagia da Memória e do Patrimônio, traz artigos inéditos sobre a transformação das linguagens museográficas, a musealização de sítios arqueológicos, o papel social dos museus, sua dimensão enquanto espaços de representação social, além de questões de gestão e o desenvolvimento de ações educativas. Completam a edição documentos e ensaios de atuantes e pensadores da área, como os Andrades - Rodrigo Melo Franco, Mario e Oswald -, Lygia Martins Costa, Paul Valéry, Theodor W. Adorno e Walter Benjamin, oferecendo uma densa e poética interpretação acerca da natureza simbólica do espaço museológico.

Sector de Publicações do Iphan,
e-mail publicacoes@iphan.gov.br
telefone (61) 3414-6101.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A ultima aula





http://www.thelastlecture.com/



"A Última Aula" é a história em volta da emocionante palestra dada por Pausch em setembro de 2007. Tradição criada por muitas universidades, em que os professores são convidados a dar uma última aula, imaginando o seu falecimento próximo.
Randy Pausch não precisou de esforço para se imaginar na situação, uma vez que sofre de um grave e incurável cancro no pâncreas.



mais em ...

http://www.estreladepedra.blogspot.com/

segunda-feira, 8 de setembro de 2008


Don Quijote, de Orson Welles






“(...)Esto es una miseria, una completa miseria. A nadíe le importa nada de nada. Y cuando uno trata de agitar aisladamente este o aquel problema, una u outra cuestión, se lo atribuyen o a negocio o a afán de notoriedad y ânsia de singularizarse. No se compre aqui ya ni la locura. Hasta el loco créen y dícen que lo será por tenerle su cuenta y razón. Lo de la razón de la sinrazón es ya hecho para todos estos miserables. Si nuestro señor Don Quijote resuscitara y volviese a su España andarán buscándole una segunda intención a sus nobles desvaríos.(…)”

in " Vida de Don Quijote y Sancho" de Miguel Unamuno

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Gostei tanto ...


Aquele Querido Mês de Agosto , o único filme português presente em Cannes, incluído na Quinzena dos Realizadores, é um objecto cinematográfico aliciante. Junta documentário, ficção e mete toda a equipa de rodagem dentro da acção do filme, como se fosse exigida uma participação de tipo antropológico no facto social. Estamos no domínio do Portugal profundo, rural, das festas tradicionais, das procissões e milagres, dos emigrantes que passam férias na aldeia natal, dos intrépidos heróis que se atiram da ponte para o rio e roubam casacos ao marroquinos...Tudo no enquadramento da musica popular, ligeira, romântica a condizer com as paixões de adolescentes e o gosto dos mais velhos, inconformados com os U2 e os AC//DC cantarem em inglês. O universo de Aquele Querido Mês de Agosto , na Beira Interior, remete-nos para o verdadeiro Portugal não globalizado, indiferente ao consumo de massas, em que a satisfação das necessidades básicas passa por uma refeição bem servida com um leitão cozinhado à moda da terra, bem regada com vinho tinto. Esqueça-se também a arrogância intelectual, de um qualquer artista de rádio nacional com depressões cantadas em verso inglês. Aqui respira-se o ar puro da serra e a vida, o pulsar da vida dos portugueses nas canções de Marante, Dino Meira e Tony Carreira .





“Todo grande filme de ficção tende ao documentário e todo grande documentário tende à ficção e, quem optar por um, encontrará necessariamente o outro no fim do caminho”


Jean-Luc Godard





Ora, aqui está um grande exemplo. " Aquele querido mês de Agosto " , o filme dentro do filme.

Excelente estrutura narrativa. Um filme Cativante. Surpreendente. Inteligente. Audaz ...
A sala estava vazia. Pude escolher a fila e até mudar de lugar após o intervalo, mas isso é um mal a que nos vamos habituando. Deixo aqui o repto ... o filme merece. O cinema português precisa.


Parabéns à equipa (muito especial para a Lisa Persson)



No dia 26 de Setembro, na FNAC do Chiado, a Papiro Editora vai proceder ao lançamento do livro 'Apoplexia da ideia', cujos autores são Maria Quintans (escrita) e João Concha (ilustração).




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Ponto de encontro no Chiado ás 18 ... a rigor :))
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domingo, 7 de setembro de 2008







... há dias que são como espaços preparados
para que tudo doa.



roberto juarroz



http://www.robertojuarroz.com/










a trágica elipse do tédio



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a errância da água
redentora.vital
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a Sul d`esta uterina ambiência.
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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

O que fazem os antropólogos ?


Museus e Património Imaterial

Agentes, fronteiras, identidades (Ciclo de Colóquios)

Terrenos Portugueses: O que fazem os Antropólogos?

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – 13 Outubro 2008

O Património Cultural Imaterial constitui um campo de actuação patrimonial largamente coincidente com os temas preferenciais dos estudos antropológicos ao longo do seu primeiro século de existência. Do mesmo modo, a Antropologia constitui um dos campos disciplinares de referência, em termos teóricos e metodológicos, para o estudo e o inventário dos vários domínios que configuram aquele Património, de acordo com a respectiva Convenção da UNESCO: tradições e expressões orais; expressões artísticas e manifestações de carácter performativo; práticas sociais, rituais e eventos festivos; concepções, conhecimentos e práticas relacionados com a natureza e o universo; processos e técnicas tradicionais.

Tendo lugar na Universidade onde há 30 anos a disciplina passou a integrar os estudos superiores em Portugal, e inspirado pelo cada vez mais evidente truísmo “A Antropologia é o que fazem os antropólogos”, o Colóquio procurará a reflexão sobre o percurso da Antropologia Portuguesa, identificando os seus principais ciclos e respectivos paradigmas de actuação, bem como sobre a diversidade de objectos de estudo dos antropólogos na actualidade, no contexto de uma sociedade em permanente mudança. Serão assim colocadas em diálogo diferentes abordagens da denominada “cultura popular”, aqui circunscrita não apenas pelos objectos tradicionais da disciplina mas também por temas e problemas emergentes no âmbito das sociedades modernas, e que se revelam bons para pensar os objectivos e os limites da aplicação da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial.

Colóquio organizado em parceria com CRIA (Centro em Rede de Investigação em Antropologia)

Organização | Inscrições:

Instituto dos Museus e da Conservação

Departamento de Património Imaterial

Tel: 21-365 08 65 w Email: dpi@imc-ip.pt w www.ipmuseus.pt

Apoio:

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Universidade Nova de Lisboa

Prémio Xesús Taboada Chivite


Ilmo. Concello de Verín
Praza do Concello. 32600 Verín (Ourense)
Tlfnos: 988 410 000 / 988 410 001 / 988 410 334. FAX: 988 411 900.
http://www.verin.net/, e-mail: mailto:alcalde.verin@arrakis.es


GABINETE DE COMUNICACIÓN



Nota de Prensa

A antropóloga Paula Godinho ganha na Galiza o Prémio Xesús Taboada Chivite

Paula Godinho, professora do Departamento de Antropologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, ganhou o Prémio Xesús Taboada Chivite com o trabalho Ouvir o galo cantar duas vezes. Identificações locais, culturas de orla e construção de nações na fronteira entre Portugal e a Galiza. O prémio, ao que concorreram onze trabalhos, está dotado com 6.000 euros, adquirindo os organizadores os direitos de edição. A obra ganhadora foi premiada por unanimidade por um júri composto pelo Prof. Dr. Fernando Acuña Castroviejo, vice-presidente do Padroado do Museo do Pobo Galego (Santiago de Compostela); o Prof. Dr. José Gandra Portela, em representação da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro; o Prof. Dr. Lourenzo Fernández Prieto, representante da Universidade de Santiago de Compostela; a Prof. Dra. Susana Reboreda Morillo, em representação da Universidade de Vigo; o Prof. Dr. Carlos Francisco Velasco Souto, representante da Universidade da Coruña, e o Dr. António Manuel Alves Ramos, em representação do Museu da Região Flaviense (Chaves).

O Prémio Xesús Taboada Chivite

O Prémio Xesús Taboada Chivite está organizado pela Mancomunidade de Municípios da Comarca de Verín (Galiza) e tem como objectivos promover trabalhos de investigação científica nos âmbitos da arqueologia, a antropologia e a história. Também pretende homenagear ao investigador Xesús Taboada Chivite pela sua obra de estudo e divulgação nessas disciplinas. O passado ano fez-se a primeira convocatória da segunda etapa do prémio, com motivo do centenário do nascimento do autor homenageado. Na primeira etapa, entre os anos de 1988 e de2000, ganharam o prémio reconhecidos investigadores galegos, como José Eduardo López Pereira (Cultura, superstición e Etnografía de Galicia a través de Martiño de Braga), Xoán Bernárdez Vilar (A etapa portuguesa de Colón, e a súa viaxe a Tile), Antonio Balboa Salgado ( Natureza e Etnografía do Noroeste da Península nas fontes clásicas) ou José Manuel Vázquez Varela (Estudo Antropolóxico da Veterinaria Popular en Galicia).
Características da obra

Ouvir o galo cantar duas vezes. Identificações locais, culturas de orla e construção de nações na fronteira entre Portugal e a Galiza é uma densa e profunda investigação (320 páginas) sobre as fronteiras como fenómeno cultural e sobre as relações, “complexas e multidimensionais”, que se geram entre as comunidades locais fronteiriças. A autora, sob um ponto de vista histórico, começa a sua análise a criação das nações portuguesa e espanhola, e faz um estudo muito pormenorizado do Tratado Fronteiriço de 1864, pelo que se fixaram os limites actuais entre o Estado português e espanhol. O estudo premiado centra-se, sob o ponto de vista antropológico, especialmente no sector da “raia seca” compreendido entre o município português de Chaves e os galegos de Verín, Vilardevós, Oímbra e Cualedro. Como afectam às relações de cooperação e conflito nas que sempre se vincularam as veigas de Verín e Chaves os mapas mentais fronteiriços produto dos processos políticos nacionais? Como se desenvolveu a especificidade neste território da sua situação de marginalidade? Como se vive a integração na Comunidade Europeia? Estas são algumas das questões que a autora estuda no trabalho galardoado com o Prémio Xesús Taboada Chivite.

A autora premiada

Paula Godinho é antropóloga e professora no Departamento de Antropologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde lecciona antropologia aplicada aos movimentos sociais e às fronteiras, e orienta teses de doutoramento em colaboração com a École des Hautes Études em Sciences Sociales (París) e Universidad Pablo Olavide (Sevilla). Como investigadora realizou trabalho de campo no Norte de Portugal, na fronteira galega e no Ribatejo, e tem publicado, entre outras obras, Memórias da Resistência Rural no Sul (Couço, 1958-1962) e O leito e as margens - Estratégias familiares de renovação e situações liminares no Alto Trás-os-Montes raiano.
A autora premiada foi professora convidada na Universidade de Santiago de Compostela (2003) e na Universidade de Vigo (2006), tendo feito conferências e orientado cursos em diversas universidades europeias.

Fotografia Natasha Gudermane











El muro de cristal en medio del océano:

nadie desate la maldición.

Es necesaria la herida que te coma y te beba

para que la palabra se cumpla.



quarta-feira, 27 de agosto de 2008

domingo, 24 de agosto de 2008

Formas





Para 4 pessoas

300 gramas de bacalhau
300 gramas de manteiga
500 gramas de batatas
pimenta
salsa (fresca)
3 ovos
sal


Deixar demolhar o bacalhau durante 24 horas. Em seguida cozinhar conjuntamente com as batatas. Tirar a pele e as espinhas ao bacalhau e descascar as batatas. Amassar as batatas e o bacalhau até que fiquem bem misturados e numa massa homogénea. Juntar a salsa picadinha. Temperar com sal e pimenta. Adicionar os ovos muito bem batidos e a manteiga. Numa forma untada com manteiga levar o pudim a forno brando até estar cozido. Servir de imediato.






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Encontrei esta forma numa loja antiga. Era única e estava ali há anos, irreconhecível, desamparada, coberta de pó, na montra de uma velha loja de ferragens em Famalicão. Por cinco euros (inflacionados), resgatei do esquecimento esta lindíssima forma de alumínio reluzente, com um vidrinho redondo, a fazer lembrar o Nautilus de uma qualquer viagem ao fundo do tempo; uma janela mágica para os saudosos acepipes da avó Amélia. Esta "engenhosa" forma, dispensa forno. Pode ser utilizada directamente sobre a chama. Assenta sobre um pequeno recipiente redondo, em cobre, que se enche de água, produz vapor e modera o tempo da cozedura. Um engenho simples e belo que nos remete para uma paisagem doméstica de outros tempos, para formas de outros conteúdos ... para outras culinárias.



De todas as formas e receitas, ficou-me o aroma e paladar do pudim de bacalhau ... redondinho, fofo e cremoso. Vou agora tentar (re)fazê-lo, lentamente ... à minha maneira (com menos manteiga), na (re)inventada forma dos meus encantos. Espero que gostem ...






Acompanha com uma suculenta e leitosa alface da horta, acabada de apanhar.


Intensamente ... terra.





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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Ultima hora





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Viajo. aterrada pelas notícias que ensombram Agosto ... que quebram o descanso. que inquietam.

espreito os jornais.

inquieto-me ... as notícias correm. graves. agudas. difusas.


A eterna crise. as medalhas olímpicas que nos fogem. a falta de apoio aos atletas. o choro do Gustavo Lima traído pelo vento ...
o desânimo que nos cerca. um imenso nada que invade tudo ...
os 151 mortos no acidente de aviação em Madrid. e de novo a crise ...
o endividamento das famílias. a falta de rumo. os rumos incertos.

Mas a visão apocalíptica à porta de casa suplanta todas as notícias ! Vive-se. estranha-se ...

Faz doer e dói ainda mais, quando é mesmo à porta de casa. quando o confronto com a dura realidade tem um nome. uma rua. quando se abate sob o nosso céu. quando conhecemos as pessoas. quando a vítima era alguém que conhecíamos dali ... quando se trata de um rosto familiar que hoje, em pleno dia, tombou baleado na cabeça, assim, aparentemente, sem mais nem menos ... quando a pequena loja se chama Joias Bocage e, tal como o nome, lembra um bordado antigo.
tudo tão estranho ... tão insólito. tão inquietante.



Ás 11 da manhã, num dos dias mais de radiosos de Agosto, em poucos minutos instala-se o pânico. tudo tão perto ... tão estranhamente próximo. o coração da cidade está ferido. pressinto-o ofegante. ainda sem saber porquê aquieto-me ... inquieta.

Venho a sair de um banco. dirijo-me para o carro e, de repente, fico cercada. polícia. INEM. pessoas atónitas. perguntas. respostas. múltiplos sentidos. tudo sem sentido. estórias. conjecturas. sirenes. tudo parado. a razão cai pique sob o sol escaldante do meio dia ... em plena cidade. alguém, num ápice, perdeu a vida por nada.
é o eclipse total da razão.
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notícia de última hora, na próxima 6ª Feira, O Setubalense esgotará a edição !

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domingo, 17 de agosto de 2008

interiores


Misterieza


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“Há realidades que nunca entenderei, mesmo que esgote o vocabulário e a evocação da língua de beleza. É o inabitual que se chama mistério, corrijo – misterieza. Por esta rua, também não há sentido contrário, e penso em Benjamin, no seu suicídio permitido pelo Anjo da História, fruto de uma tentativa sem o segundo prato da balança, com as suas línguas, os animais cantores de leitura a aproximarem-se dele, e eu, uma entre eles; não sei por que nos chamamos assim, em vez de seres humanos cantores de leitura. (…) Os livros padecem de quem lê, que perdeu a capacidade de os provar; de os estimular, de os tornar fáceis sendo difíceis para o seu gosto anterior que não se desenvolveu para a flor da metamorfose; se a maior parte dos livros fossem sentimentos, seriam sentimentos mortalmente tristes, e as suas origens estariam desesperançadas. É esta conversa que tenho com os meus animais, na noite da chuva que tepidamente desce. São muitíssimos, nem sei quantos há, mas reconheço-lhes a qualidade; qualidade de recebê-los com um tom tão hospitaleiro que prefiro ser o hóspede da casa. Se eles têm nas mãos um livro, não me resigno a ele, dou-lhe luta que, às vezes, faz sangue no meu texto.”


Em "Os Cantores de Leitura", 2007

Maria Gabriela Llansol






sábado, 9 de agosto de 2008



Fotografias http://www.marcriboud.com/marcriboud/accueil.html





The tumult in the heart
keeps asking questions.
And then it stops and undertakes to answer
in the same tone of voice.
No one could tell the difference.

Uninnocent, these conversations start,
and then engage the senses,
only half-meaning to.
And then there is no choice,
and then there is no sense;

until a name
and all its connotation are the same.



Elizabeth Bishop

http://www.poemhunter.com/elizabeth-bishop/

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domingo, 3 de agosto de 2008

Eu pecadora ...


Fotografias http://www.marcriboud.com/marcriboud/accueil.html


me confesso


__________________________________________________________________________________________________________________________________e e penso ... não será este wonderful world blog, o grande confessionário dos tempos modernos ?
Encenado como todos os outros, claro ...
(em modo low profile, resumo-me ... consumo-me porque existo. confessada.mente cansada)


_____________________________________________________________________________________________________________________________Salve Salve Rainha,
Mãe de Misericórdia,
vida e doçura, esperança nossa salve!
A vós bradamos degredados filhos de Eva.
A vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas.
Eia pois advogada nossa
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei,
e depois deste desterro mostrai Jesus bendito fruto em vosso ventre,
ó clemente,
ó piedosa,
ó doce e Santa Virgem
Maria ...






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Não sou "praticante" de nenhuma religião.
(não tenho prática em orações, mas esta poderosa litania sempre me comoveu ...
Salve Raínha ! Mãe de misericórdia ...)







degredados filhos de Eva ...



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sábado, 26 de julho de 2008



Fotografias http://www.jkkfinearts.com/photography/



Estamos debruçados sobre o papel branco, como sobre o espelho labiríntico da nossa alma enigmática. Escrevemos, pensamos, libertamos inteiros compartimentos fechados, e logo outros escondidos e logo aqueles, invisíveis, de que jamais suspeitáramos. Existiam realmente, esses universos que o pensamento nos cria, a partir às vezes de uma imagem, de uma palavra, de uma sombra? Sentimos que nunca mais acabaremos, até ao último dia, até ao último minuto, até à última inspiração, de nos aproximarmos, de abrirmos novas portas, de descobrirmos novos espaços. Visitámos em Creta, o labirinto de Cnossos, o palácio onde o signo do labris, o duplo machado sacrificial, foi desenhado em cada divisão acrescentada ao projecto primitivo. Assim, sabemos que um labirinto não é uma série cifrada de corredores, mas uma imensa habitação que se vai construindo através dos tempos, aumentada e remodelada de geração para geração, sendo cada compartimento absolutamente necessário e funcional. Enganam-se aqueles psicanalistas que julgam ter encontrado o mecanismo secreto, a fotomontagem das almas. Uma alma, quando é explorada, penetrada, analisada, quando, sobretudo, se assume como reveladora do cosmos e representante infinitamente complexa do infinitamente grande, amplia-se, cresce, vai formando, lenta e incansavelmente, um corpo invisível, dia a dia maior, dia a dia diferente. (…) Assim, o papel branco do escritor é como a superfície cutânea, na qual um abcesso de fixação vai drenando o curso evolutivo do seu pensamento. O importante é que o canal nunca se feche, entre a elaboração conceptual e a expressão exterior. O importante é que o labirinto nunca se dê por concluído, nunca degenere em sistema circular, nunca se circunscreva num muro, nunca feche a última porta.



António Quadros, 'O Movimento do Homem'







Fonte: Blog sobre António Quadros



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domingo, 20 de julho de 2008

O livro " CASA DAS MÁQUINAS "





O autor e docente da Faculdade de Letras do Porto desde 1974, Prof. Vítor Oliveira Jorge, e a Papiro Editora, Porto, convidam todos os interessados para estarem presentes na apresentação do livro "CASA DAS MÁQUINAS", um conjunto de cem textos poéticos.

A apresentação pública do livro será feita no auditório do Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa no dia 24 de Julho de 2008 às 21,30 h. e a entrada é livre.


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A não perder, digo eu ... que gosto cada vez mais, e por inteiro, da poesia de Vítor Oliveira Jorge.
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Difícil fotografar o silêncio ...





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Difícil fotografar o silêncio. Entretanto tentei. Eu conto:
Madrugada a minha aldeia estava morta.
Não se ouvia um barulho, ninguém passava entre as casas.
Eu estava saindo de uma festa.
Eram quase quatro da manhã.
Ia o silêncio pela rua carregando um bêbado.
Preparei minha máquina.
O silêncio era um carregador?
Estava carregando o bêbado.
Fotografei esse carregador.
Tive outras visões naquela madrugada.
Preparei minha máquina de novo.
Tinha um perfume de jasmim no beiral de um sobrado.
Fotografei o perfume.
Vi uma lesma pregada na existência mais do que na pedra.
Fotografei a existência dela.
Vi ainda um azul-perdão no olho de um mendigo.
Fotografei o perdão.
Olhei uma paisagem velha a desabar sobre uma casa.
Fotografei o sobre.
Foi difícil fotografar o sobre.
Por fim eu enxerguei a Nuvem de calça.
Representou para mim que ela andava na aldeia de braços com Maiakovski ? seu criador. Fotografei
a Nuvem de calça e o poeta.
Ninguém outro poeta no mundo faria uma roupa
mais justa para cobrir sua noiva.
A foto saiu legal.


Manoel de Barros

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segunda-feira, 14 de julho de 2008






E agora o que fazer com essa manhã desabrochada a pássaros?



Manoel de Barros







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domingo, 13 de julho de 2008




Retiro-me ...


Ou não ...
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e, já agora, uma informação útil http://www.portaldaliteratura.com/index.php


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quarta-feira, 9 de julho de 2008

No Parapeito da ponte


L'Homme sur le Parapet du Pont

Nesta peça, Guy Foissy aborda o sensacionalismo, a caça à notícia, a espectacularização das vidas, a voracidade da sociedade contemporânea e a sórdida realidade das coisas. Cínico, mordaz, sofisticado, com refinado sentido de humor. O foco apontado para os pequenos detalhes da vida quotidiana, para as personagens comuns, desvenda-nos grandes histórias. Instiga-nos.
Uma escrita dramática centrada no conflito e na palavra com uma “carpintaria teatral” extraordinariamente simples e eficaz, que não deixa o espectador indiferente a uma sociedade doente dos seus medos, das suas fraquezas, da sua brutalidade, do seu ódio ( dos seus predadores ... )

Primeiro as imagens, a luz e as sombras. A palavra e o olhar são substâncias preciosas.
Começa a sedução, intensa, mútua.


... cumplices.

AQUI









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Ficha Técnica

Título "No Parapeito da Ponte"
Intérpretes José Nobre, Duarte Victor
Autor Guy Foissy

Companhia TAS - Teatro de Animação de Setúbal
Encenação Duarte Victor

Onde Ver

SETÚBAL.TEATRO DE BOLSO

Quinta, [21:30]

Sexta, [21:30]

Sábado, [21:30]

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