sexta-feira, 24 de setembro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
O sentido normal das palavras não faz bem ao poema.
Há que se dar um gosto incasto aos termos.
Haver com eles um relacionamento voluptuoso.
Talvez corrompê-los até a quimera.
Escurecer as relações entre os termos em vez de aclará-los.
Não existir mais rei nem regências.
Uma certa luxúria com a liberdade convém.
Manoel de Barros
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in Retrato Quase Apagado em que se Pode Ver Perfeitamente Nada
de "O Guardador de Águas" (VII)
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Imagem © Boris Savelev courtesy Michael Hoppen Contemporary
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Como relatou Ovídio no seu mais célebre livro, a partir do UM no qual tudo coincide, é preciso engendrar um processo contínuo de metamorfose que o fragmente e dê origem à diversidade dos seres. O UM precisa de ser fendido em DOIS (procedimento que as células conhecem demasiado bem), e a partir daí a História pode começar.
Toda a nossa experiência, biológica, emocional, política, religiosa, cultural, etc., se resume a uma espécie de luta entre a tentação de regresso ao UM (morrendo, institucionalizando o par afectivo no casamento, fundando cidades, cedendo ao monoteísmo e aos símbolos congregantes), e a necessidade de reprodução plural (gerando filhos, sociabilizando, reclamando a liberdade, a heresia ou a excentricidade). Claro que o plural contém, na sua definição, todos os números a partir do número DOIS (o que está de acordo com as inquietações de Paul Ricoeur). Mas este é a manifestação mais exemplar e produtiva do entendimento do múltiplo.
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in http://sylviabeirute.blogspot.com
"Algumas maneiras de olhar para a metáfora" (excerto)
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Troia, Setembro de 2010
O absoluto da vida, a resposta fechada para o seu fechado desafio só podia revelar-se e executar-se na união total com nós mesmos, com as forças derradeiras que nos trazem de pé e são nós e exigem realizar-se até ao esgotamento. Este «eu» solitário que achamos nos instantes de solidão final, se ninguém o pode conhecer, como pode alguém julgá-lo? E de que serve esse «eu» e a sua descoberta, se o condenamos à prisão? Sabê-lo é afirmá-lo! Reconhecê-lo é dar-lhe razão. Que ignore isso o que ignora que é. Que o despreze e o amordace o que vive no dia-a-dia animal. Mas quem teve a dádiva da evidência de si, como condenar-se a si ao silêncio prisional? Ninguém pode pagar, nada pode pagar a gratuitidade deste milagre de sermos. Que ao menos nós lhe demos, a isso que somos, a oportunidade de o sermos até ao fim. Gritar aos astros até enrouquecermos. Iluminarmos a brasa que vive em nós até nos consumirmos. Respondermos com a absoluta liberdade ao desafio do fantástico que nos habita. Somos cães, ratos, escaravelhos com consciência? Que essa consciência esgote até às fezes a nossa condição de escaravelhos.
Vergílio Ferreira, in 'Aparição (discurso da personagem Sofia)'
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sábado, 31 de julho de 2010
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Exposição " Vitória de Setúbal 100 anos _ o primeiro da República "
Conteúdos: Museu do Trabalho Michel Giacometti
Design: Luíz Filipe Trigo
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Um acontecimento vivido é finito, ou pelo menos encerrado na esfera do vivido, ao passo que o acontecimento lembrado é sem limites, porque é apenas uma chave para tudo que veio antes e depois.
Walter Benjamin
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sábado, 17 de julho de 2010
Ria de Aveiro
Foto por Artur Ferrão
faz-me flor. e flui-me em rosário e em fénix. anjo sem abate. voluptuosa viagem esta em que nos vigio. e se for luxo posssuir-te como anjo dispo o fascinare e podes ser-me íntimo na talha dos dedos em prece. como se te lavrasse.
Isabel Mendes Ferreira
in "As lágrimas estão todas na garganta do mar", ed. babel, Lisboa, 2010
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sexta-feira, 16 de julho de 2010
A finitude das possibilidades opõe-se à infinitude do tempo ...
Foto Por Paulo Bizarro [ www.paulobizarro.com ]
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domingo, 27 de junho de 2010
Ruas das Fontaínhas, em Setúbal _ um caminho de todos os dias
Poema Quotidiano
É tão depressa noite neste bairro
Nenhum outro porém senhor administrador
goza de tão eficiente serviço de sol
Ainda não há muito ele parecia
domiciliado e residente ao fim da rua
O senhor não calcula todo o dia
que festa de luz proporcionou a todos
Nunca vi e já tenho os meus anos
lavar a gente as mãos no sol como hoje
Donas de casa vieram encher de sol
cântaros alguidares e mais vasos domésticos
Nunca em tantos pés
assim humildemente brilhou
Orientou diz-se até os olhos das crianças
para a escola e pôs reflexos novos
nas míseras vidraças lá do fundo
Há quem diga que o sol foi longe demais
Algum dos pobres desta freguesia
apanhou-o na faca misturou-o no pão
Chegaram a tratá-lo por vizinho
Por este andar... Foi uma autêntica loucura
O astro-rei tornado acessível a todos
ele que ninguém habitualmente saudava
Sempre o mesmo indiferente
espectáculo de luz sobre os nossos cuidados
Íamos vínhamos entrávamos não víamos
aquela persistência rubra. Ousaria
alguém deixar um só daqueles raios
atravessar-lhe a vida iluminar-lhe as penas?
Mas hoje o sol
morreu como qualquer de nós
Ficou tão triste a gente destes sítios
Nunca foi tão depressa noite neste bairro
Ruy Belo, in "Aquele Grande Rio Eufrates"
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Poema Quotidiano
É tão depressa noite neste bairro
Nenhum outro porém senhor administrador
goza de tão eficiente serviço de sol
Ainda não há muito ele parecia
domiciliado e residente ao fim da rua
O senhor não calcula todo o dia
que festa de luz proporcionou a todos
Nunca vi e já tenho os meus anos
lavar a gente as mãos no sol como hoje
Donas de casa vieram encher de sol
cântaros alguidares e mais vasos domésticos
Nunca em tantos pés
assim humildemente brilhou
Orientou diz-se até os olhos das crianças
para a escola e pôs reflexos novos
nas míseras vidraças lá do fundo
Há quem diga que o sol foi longe demais
Algum dos pobres desta freguesia
apanhou-o na faca misturou-o no pão
Chegaram a tratá-lo por vizinho
Por este andar... Foi uma autêntica loucura
O astro-rei tornado acessível a todos
ele que ninguém habitualmente saudava
Sempre o mesmo indiferente
espectáculo de luz sobre os nossos cuidados
Íamos vínhamos entrávamos não víamos
aquela persistência rubra. Ousaria
alguém deixar um só daqueles raios
atravessar-lhe a vida iluminar-lhe as penas?
Mas hoje o sol
morreu como qualquer de nós
Ficou tão triste a gente destes sítios
Nunca foi tão depressa noite neste bairro
Ruy Belo, in "Aquele Grande Rio Eufrates"
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terça-feira, 15 de junho de 2010
Castelo de Paderne _ Lugar mágico
Projecto de Educação Artistica e Cultural da Direçcão Regional de Cultura do Algarve
http://www.cultalg.pt/
Recorrer à Arte, neste caso à fotografia pelo método Pinhole e ao minucioso processo de revelação manual, para exprimir o conhecimento e a emoção que o património nos transmite. Envolver crianças e jovens que vivem nas margens, à margem, acolhidas por instituições locais (Misericórdia), convidá-las a entrar no mundo mágico destes lugares. Descobrirem-se, descobrirem-nos ___________ um prodígio.
__________Enquadramento:
Vasco Célio (fotógrafo) ; Tânia Borges (psicóloga) , " Ateliers Educativos "
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segunda-feira, 14 de junho de 2010
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Saudoso já deste Verão que vejo.
Lágrimas para as flores dele emprego
Na lembrança invertida
De quando hei-de perdê-las.
Transpostos os portais irreparáveis
De cada ano, me antecipo a sombra
Em que hei-de errar, sem flores,
No abismo rumoroso.
E colho a rosa porque a sorte manda.
Marcenda, guardo-a; murche-se comigo
Antes que com a curva
Diurna da ampla terra.
Ricardo Reis, in "Odes"
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Saudoso já deste Verão que vejo.
Lágrimas para as flores dele emprego
Na lembrança invertida
De quando hei-de perdê-las.
Transpostos os portais irreparáveis
De cada ano, me antecipo a sombra
Em que hei-de errar, sem flores,
No abismo rumoroso.
E colho a rosa porque a sorte manda.
Marcenda, guardo-a; murche-se comigo
Antes que com a curva
Diurna da ampla terra.
Ricardo Reis, in "Odes"
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quarta-feira, 9 de junho de 2010
Um post para colar no frigorifico !
Museu Escher . Haia . 2009
A Rede de Museus do Algarve – RMA, promove uma iniciativa conjunta onde, pela primeira vez, se abordam os últimos mil anos da história e da cultura algarvia. “Algarve – Do Reino à Região” abarca a herança material e espiritual que, do Gharb al-Andalus à actualidade, tem vindo a moldar e caracterizar a identidade deste território, no sul de Portugal.
Trata-se de uma exposição estruturada em 13 exposições -tema, que decorrem em simultâneo, que se articulam e complementam, distribuídas pelos vários centros urbanos, numa cooperação pioneira entre autarquias, museus, instituições sociais, universidades, centros de investigação, especialistas de diferentes áreas científicas e culturais (museologia, arqueologia, arquitectura, história, geografia, sociologia, antropologia, etnologia) e as populações dos vários municípios algarvios.
Albufeira, Alcoutim, Castro Marim, Faro, Lagos, Loulé, Olhão, Portimão, São Brás de Alportel, Silves, Tavira e Vila Real de Santo António convidam o público a uma visita às exposições “Do Reino à Região”, bem como a conhecer o seu património, matriz cultural e a evolução histórica das suas comunidades.
As exposições:
• “Alcoutim, Terra de Fronteira” – Câmara Municipal de Alcoutim
Através de um aprazível percurso pela vila de Alcoutim desvenda-se o seu crescimento urbano, associado à consolidação dos limites do Reino e ao controlo do comércio fluvial, a importância do rio e as suas relações com Sanlúcar do Guadiana.
• “Castro Marim, Baluarte Defensivo do Algarve” – Câmara Municipal de Castro Marim
Castro Marim, terra de fronteira, implantada numa colina sobranceira à foz do Guadiana, constituiu sempre o principal baluarte defensivo de um Algarve constantemente ameaçado por Mouros e Castelhanos.
• “O Reino dos Algarves de Aquém e para Além Mar / Algarbia Cartographica – Leituras e Resenha da Cartografia Regional” – Câmara Municipal de Lagos
Dois núcleos expositivos que retratam o Algarve na sua dimensão histórica e espacial, como local de partida e de chegada. O primeiro enfoca o Algarve como palco da expansão ultramarina, o segundo cartas de grande importância histórica e artística.
• “Do Gharb ao Algarve: Uma Sociedade Islâmica no Ocidente” – Câmara Municipal de Silves
Com uma centena de peças se ajuda a contar a história de um território. Do Gharb ao Algarve fala-nos de um tempo passado (sécs. VIII-XIII), mas também das continuidades que ajudam a compreender a região actual.
• “Vila Real de Santo António e o Urbanismo Iluminista” – Câmara Municipal de Vila Real de Santo António
Vila Real de Santo António foi idealizada de raiz de forma a funcionar como “cidade fábrica”, apresenta-se-nos como um exemplo único no panorama português, incomparável a qualquer outra obra da mesma época. É, por excelência, a Cidade do Iluminismo em Portugal.
• “Os Descobrimentos Portugueses” – Museu Marítimo Almirante Ramalho Ortigão
Com a presente mostra, pretendem-se evocar os desenvolvimentos que permitiram o sucesso das navegações de descobrimento portuguesas nos séculos XV e XVI, nomeadamente através de três vectores: navios, cartografia e navegação astronómica.
• “Os Compromissos Marítimos no Algarve” – Museu da Cidade de Olhão
A exposição propõe um olhar sobre as diferentes dimensões em que operavam os Compromissos Marítimos, associações de mareantes, também conhecidas por Irmandades ou Confrarias do Corpo Santo, e que tiveram forte impacto nas comunidades onde foram criados.
• “Manuel Teixeira Gomes – Entre dois séculos e dois regimes”, “Portimão – Território e Identidade” – Museu de Portimão
Um percurso na viragem do séc. XIX, entre a Monarquia e a I República, sobre a vida e obra de Manuel Teixeira Gomes, e a evolução de Portimão, sua terra natal, na passagem de vila rural e cidade industrial.
• “Outras Viagens, Outros Olhares” – Museu Municipal de Arqueologia de Albufeira
Venha descobrir outros Algarves, numa viagem através do olhar dos outros! Dos viajantes do séc. XIX, aos testemunhos dos veraneantes de hoje, passando pelos curiosos olhares dos primeiros turistas.
• “Sombras e Luz – O Século XIX no Algarve” – Museu do Trajo de S. Brás de Alportel
Numa incursão em ambientes da época, um belo edifício oitocentista recria vivências domésticas, sociais e laborais com pinceladas de etiqueta, educação, religião, música e alguns momentos de interactividade.
• “Algarve Visionário, Excêntrico e Utópico” – Museu Municipal de Faro
Esta exposição estabelece o século XX como campo de pesquisa, propondo uma releitura da inalienável multiplicidade e radical individualidade que caracteriza o território do Algarve enquanto lugar de reflexão, inspiração e criação.
• “Mendes Cabeçadas e a Primeira República no Algarve” – Museu Municipal de Loulé
Esta exposição sobre José Mendes Cabeçadas Júnior (1883-1965) mostra o militar, o político e opositor a Salazar. Apresenta também os principais eixos do republicanismo português no Algarve.
• “Cidade e Mundos Rurais” – Museu Municipal de Tavira
Tavira e os “mundos rurais, do período islâmico à actualidade, numa perspectiva pluridisciplinar. Os usos do território, arquitecturas, economias, festividades, musicologia,… Plantas, mapas, objectos, filmes, fotos, trechos musicais,…
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domingo, 6 de junho de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
CONFISSÃO
Imagem: Katarzyna Widmańska
Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto!
Mário Quintana
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quinta-feira, 6 de maio de 2010
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Si; enamorarse es un talento maravilhoso que algunas criaturas poseen, como el don de hacer versos, como el espirito de sacrificio, como la inspiración melódica, como la valentia personal, como el saber mandar. No se enamora cualquiera ni de cualquiera se enamora el capaz. El divino suceso se origina cuando si dan ciertas rigorosas condiciones en el sujeto Y en el objecto. Muy poucos pueden ser amantes y mui poucos amados. El amor tiene su ratio, su ley, su esencia unitaria, siempre idêntica, que no excluye dentro de su exergo las abundancias de la casuística y la más fértil variabilidad.
Ortega y Gasset, "Estudios sobre el Amor"
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imagem: Gregory Colbert
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domingo, 2 de maio de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
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"Não preciso do fim para chegar
Do "Livro sobre Nada", Editora Record - Rio de Janeiro,1997, Manoel de Barros
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sábado, 10 de abril de 2010
Dicen que no hablan las plantas, ni las fuentes, ni los pájaros,
Ni el onda con sus rumores, ni con su brillo los astros,
Lo dicen, pero no es cierto, pues siempre cuando yo paso,
De mí murmuran y exclaman:
—Ahí va la loca soñando
Con la eterna primavera de la vida y de los campos,
Y ya bien pronto, bien pronto, tendrá los cabellos canos,
Y ve temblando, aterida, que cubre la escarcha el prado.
—Hay canas en mi cabeza, hay en los prados escarcha,
Mas yo prosigo soñando, pobre, incurable sonámbula,
Con la eterna primavera de la vida que se apaga
Y la perenne frescura de los campos y las almas,
Aunque los unos se agostan y aunque las otras se abrasan.
Astros y fuentes y flores, no murmuréis de mis sueños,
Sin ellos, ¿cómo admiraros ni cómo vivir sin ellos?
Rosalía de Castro
( Um poema para Concha _________________________ )
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domingo, 21 de março de 2010
à luz das conversas
(...)
despeço-me
mas antes, devo uma palavra de gratidão a quem, explicita ou implicitamente, alimentou as páginas deste caderno. Infinitamente grata a quem aqui deixou marca (a quem me marcou) e aos 110359 visitantes que, até hoje, foram húmus, alimento, para as mais de mil folhas que revestem esta estranha árvore.
iv*
As flores ________ as que colhi, as que me ofereceram e, sobretudo, as que nasceram na árvore ________ as flores do espanto, as bravias que não pediram para nascer, são para as poetas, para os poetas _______ eternos enigmas da criação
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quinta-feira, 18 de março de 2010
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Raúl Brandão
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fotografia http://www.portugalnotavel.com/a-ilha-praia-de-tavira/
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fotografia http://www.portugalnotavel.com/a-ilha-praia-de-tavira/
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sábado, 13 de março de 2010

Fotografia http://www.saudek.com/
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Depois de tirar a roupa, atirou-se ao rio e pôs termo à vida. Vítima de bullying, a única saída possível foi a morte. Chamava-se Leandro, frequentava o sexto ano de escolaridade e tinha doze anos. E onde estavam todos? Onde andavam enquanto esta criança foi reiteradamente humilhada pelos colegas? Ninguém deu a menor importância a nenhum dos sinais de aflição? Oiço a notícia em forma de náusea na Rádio e à noite com sentimento de horror vejo-a confirmada num qualquer canal de televisão, já com sons de funeral. Uma informação monstruosa: a do rapazinho que se atirou ao Tua porque sofria violência física e psicológica por parte dos companheiros da escola face à paralisante imobilidade dos que o rodeavam. Com o espírito cheio de escárnio e desprezo deviam actuar em grupo, rir-se às gargalhadas e achar um piadão, cérebros de pigmeu, carcereiros de nojo. A valeta e o que nela vive fascina-os. Mancham as mãos com o sangue dos outros. Há o rapagão, com brutalidade no riso, que espanca e o miúdo frágil que exposto ao perigo sofre as agressões em silêncio porque tem medo e vergonha. É assim, sentem-se grandes, fortes e estupidamente engraçados por sujeitarem os que estão sozinhos ou são menos combativos, a situações vexatórias e cruéis; ignóbeis petrificados na insensibilidade mais absoluta que se enaltecem por arrastarem pela lama a auto-estima de inocentes. Indivíduos brutos, rudes com o objectivo de intimidar ou crucificar outro indivíduo incapaz de se defender. Repugnantes ameaças de forma continuada ao longo do tempo, sentiu aquele miúdo que nem sequer completou a Primavera. Praxar, rebaixar, envergonhar, agredir porque a lei que prevalece é a do mais forte e a do que está mais escoltado. Era uma criança calma, carinhosa e sensível, perfume leve e, ao contrário do irmão gémeo, nunca se conseguiu defender, talvez pretendesse dos outros apenas mera humanidade. Não era o super-homem; não era sequer rapaz encorpado; um menino assustado, uma vida em colherinhas de medo, uma sinfonia de tristeza. Dias de angustia, agitada e espasmódica. Vida pornograficamente curta, cheia de momentos e dias trágicos, amargos, sinistros nos seus avisos. Para ele havia apenas uma estação, a do sofrimento. Já tinha estado internado no hospital, há um ano, depois de ter sido pontapeado na cabeça. Um entre vários episódios de violência de que terá sido vítima. Cansado da tortura de quase todos os dias, agora é simplesmente um número que se encontra numa comprida galeria de vítimas, um dos muitos números sem vida. Desconhece-se o paradeiro do seu corpo, apenas que o tormento para ele foi um longo instante. As buscas alargadas até à foz do Tua e interrompidas sem sinal do cadáver: 130 homens da Protecção Civil, PSP e GNR e ainda cães treinados procuram Leandro. Alguém lembra ao Ministério da Educação uma frase de Antoine de Saint-Exupéry: «Todas as grandes personagens começaram por ser crianças, mas poucas se recordam disso». Amália e Armindo, pais da criança, debaixo de uma grande emoção, entorpecidos pela dor mais profunda, almas feridas de desgosto choram em desespero a morte do filho. Não têm palavras para exprimir a aflição e a desgraça. Em choque, deixam apenas as lágrimas correr pela face. O horror de pensar que uma existência se esgota de uma maneira revoltante. Estremeço com um apavorante pensamento: - "Podia ser o meu filho”.
Escrito por Luís Galego, http://infinito-pessoal.blogspot.com/
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... ,
..., ...
o silêncio do inocente
...
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Agradeço a Maria Manuela Cruz Gois a oferta da belíssima AGENDA "As Mulheres e a República", produzida pela UMAR http://www.umarfeminismos.org no ano em que a República comemora o seu 1º centenário.
Esta agenda põe as mulheres da Republica na ordem dos dias; efeminiza os dias da História ...
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segunda-feira, 8 de março de 2010
Hoje, especialmente hoje, quero frésias pela manhã ... e a poesia de Tolentino
e ela, aos trinta e sete anos, preferia-as
às flores que se vendem por aí
admitia a beleza mas não o esplendor
porque são tristes as repetições
num instante se tornam saberes
e ela, aos trinta e sete anos,
prezava apenas os segredos que mesmo ditos
permanecem como segredos
(em certas épocas, por alguma porta esquecida
escapava-se, sonâmbula, para o pátio
que dá acesso à mata
e, por vezes, iam buscá-la
gritando o seu nome ou com a ajuda dos cães
já muito longe de casa
tinha por hábito acender fogueiras
de que, depois, se esquecia
e por isso também os aldeões
a temiam)
nunca compreendeu a natureza da vida doméstica
intensa e aflita criança
incapaz de certezas
o que de mais belo soube
sempre o disse, de repente,
a alguém que não conhecia.
José Tolentino Mendonça, Baldios, Assírio e Alvim, p.21-22
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sexta-feira, 5 de março de 2010
Cuando se cumplen 200 años del nacimiento de Fryderyk Chopin, Justo Romero, autor de Chopin, raíces de futuro, nos ayuda a desmitificar el perfil excesivamente blando y melancólico de un innovador implacable.
A pesar de ser uno de los compositores más populares de la historia de la música, Chopin es, al mismo tiempo, uno de los músicos más erróneamente apreciados. Un artista aparte, sin el menor parecido con cualquiera de los músicos de su tiempo, como reconocía su amigo Héctor Berlioz. Detrás de su aspecto asequible que parece tocar directamente al corazón sensible del oyente, su música oculta una personalidad “honda y violenta como un cráter en el océano”, por utilizar la expresión de su paisano Ignacy Jan Paderewski. “A Chopin”, escribe su amante George Sand, “no lo conoció, ni lo conoce todavía, la gran masa. Será menester que se operen grandes progresos en el gusto de la inteligencia del arte para que sus obras se popularicen. Llegará un día en que todo el mundo sepa que aquel genio tan inmenso, tan completo, tan sabio como cualquiera de los grandes maestros que asimiló, encerraba una individualidad más exquisita incluso que la de Johann Sebastian Bach, más poderosa todavía que la de Beethoven, más dramática incluso que la de Weber. Es como los tres juntos, pero también él mismo, es decir, más refinado en el gusto, más austero en la grandeza, más desgarrador en el valor”. Hoy, 200 años después de su nacimiento, estas palabras quizá exageradas se mantienen vigentes. Su modernidad implacable permanece intacta. Sin embargo, ni la musicología ni los maravillosos intérpretes que en los últimos decenios han acometido la obra de Chopin desde perspectivas alejadas de la cursilería han logrado ubicarle en el puesto que le corresponde entre los más rotundos innovadores de la historia de la música.
Justo ROMERO
http://www.elcultural.es/
quarta-feira, 3 de março de 2010
O texto é a única forma de identificar o sexo e a humanidade de alguém porque, ó poeta estranho, o sexo de alguém, é a sua narrativa. A sua, ou a que o texto conta, no seu lugar. Assim o sexo será como for o lugar do texto.
Quando se deseja alguém, como tu desejas Infausta, e ela deseja Johann,
é o seu lugar cénico que se deseja,
os gestos do texto que descreve no espaço
e chamar-lhe
precioso companheiro;
de mim, direi que fui uma vez enviado,
trouxeste a frase que nunca antes leras,
o meu corpo a disse, e não reparaste que ficaste com ela escrita.
Maria Gabriela Llansol
in Lisboaleipzig II, 1994
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Dedico esta página do Caderno à Daniela e ao "encontro inesperado do diverso", que marcou hoje, inesperadamente o nosso re.encontro, quando cruzávamos, distraídas, em sentido inverso, os degraus do tempo e a conversa nos levou para uma espantosa convergência (com Llansol em fundo ...). Um bom dia.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Horas antes esta esplanada era um sítio amável onde se tomava chá com scones e doce de maracujá.
Funchal, Sábado, 20 de Fevereiro _ 2010
Para o que aconteceu depois não tenho palavras
Foi tão brutal, tão insólito, tão duro
A ilha parecia de papel
Foi tão brutal, tão insólito, tão duro
A ilha parecia de papel
(...)
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A propósito de filmes e ambiente ... vale a pena espreitar este blog
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de excepção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja
fora de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante
exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes
maneiras de agradar às mulheres, etc
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
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"Poética", Manuel Bandeira
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Parto para as ilhas _______________ ausento-me por uns dias. Dever a quanto obrigas ...
Deixo-vos imagens um dia de sol, frio e vento, a bordo de "La Rosa d`Elche", o sabor a mar e amigos e a "Poética" de M. Bandeira a sacudir o adormecimento.
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A Arquivista é uma nova revista cultura, da responsabilidade da FADE IN - Associação de Acção Cultural. Ao longo de mais de 100 páginas recebe contributos inéditos de valter hugo mãe, Paulo Kellerman, Tiago Baptista, Sílvia Patrício, Pedro Polónio, António Cova, Bruno Silva, Telmo Rodrigues, Clara Leão, Paulo Lameiro, Rui Ramusga, entre muitos outros. É o encontro das artes, testemunhos e ideias num objecto único. Letras, imagens e sons com periodicidade quadrimestral, a explorar a partir do passado dia 13 de Fevereiro.
Publicado por alice http://alicemacedocampos.blogspot.com/
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Publicado por alice http://alicemacedocampos.blogspot.com/
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
De repente, não mais que de repente . Fez-se de triste o que se fez amante (...) Vinicius
Desfile de Carnaval
[1941]
Desenho a guache e nanquim pincel/papel
25 x 28.8cm (aproximadas)
Washington, D.C.
Assinatura estampada no canto inferior direito "PORTINARI*". Sem data
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Coleção particular, Fortaleza,CE
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sábado, 13 de fevereiro de 2010
Doris Lessing (Nobel da literatura), retrato por Sara Facio
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Aprendizado é isso: de repente, você compreende alguma coisa que sempre entendeu, mas de uma nova maneira.
Doris Lessing
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
"Eu sou a Hermínia: sou Hermínia, pronto, não tenho outra maneira de dizer"
Era assim, com esta simplicidade, que se autodefinia a maior cantadeira de Cabo Verde. Uma figura frágil, gestos tímidos ______________ uma deusa em palco! Natural do Mindelo, faleceu no Domingo. Os seus discos eram dificeis de encontrar. Fui comprando os que pude. São todos preciosos. Hermínia d`Antónia Sal, seu nome
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Fotografia: http://www.lilyacorneli.com/
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Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho... o de mais nada fazer.
Clarice Lispector
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From: Museu Municipal S. Filipe - Fogo. Cabo Verde
Sent: Sunday, February 07, 2010 11:34 AM
Subject: [Fogo.Cabo Verde] Tarrafal Candidato a Património Mundial
O governo de Cabo Verde deverá ter pronta toda a documentação técnica da candidatura do Campo de Concentração do Tarrafal (norte da ilha de Santiago) a Património Mundial da Humanidade em 2011 ou 2012.
Segundo Carlos Carvalho, presidente do Instituto de Investigação e Património Cultural (IIPC) cabo-verdiano, a documentação do sítio histórico, já Património Nacional de Cabo Verde, será entregue logo que possível à Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
É necessário, contudo, desenvolver mais trabalho para a apresentação de uma candidatura com substância, sendo precisas obras de reabilitação no também conhecido por "campo da morte lenta", definitivamente encerrado a 01 de Maio de 1974.
Fonte: Lusa, Diário Digital_07/01/10
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sábado, 6 de fevereiro de 2010
Porque hoje é Sábado e (6) um número redondo
Referendo o Sul e o Sol reflectido nas águas paradas . espelho líquido ... de um lugar
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UTE LEMPER ~ Little Water Song
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
As mãos escrevem nas pálpebras
a palavra astro
neste fim de tarde solitário.
A morte é a mais lúbrica das criaturase
e vem e vai
e pendura nas paredes
mil e uma fórmulas secretas
em que são iguais as quantidades de realidade
e do que a ela se opõe.
O vento está visivelmente cansado
arranhou-se num espinheiro
e corre-lhe pelo peito quente
um fio de sangue.
Qualquer coisa como música
advém do seu silêncio
e o olhar é uma ponte nitidíssima
entre duas realidades que não há.
Cruzeiro Seixas
in "A única tradição viva"
Perfecto E Cuadrado
edição Assírio & Alvim
Tributo do Caderno de Campo a Rosa Lobato Faria ________________________ * )
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BIG ____________________________________________________
Fotografia: http://www.maggietaylor.com/
A UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta e a Divisão de Gestão de Bibliotecas da Câmara Municipal de Lisboa estabeleceram uma parceria no âmbito do Projecto BIG - Bibliotecas pela Igualdade de Género para tornar os espaços das Bibliotecas Municipais, locais atentos às questões de género!
Pela diversidade do seu público, pela predominância de frequentadoras/es jovens e pela antiga tradição dos livros se constituírem como arquitectos de sonhos e motores de mudança, as Bibliotecas Municipais constituem-se como espaços por excelência para a realização de actividades que visem a promoção dos valores da Cidadania e da Igualdade de Género.
Pretende-se, desta forma, lutar contra os estereótipos reprodutores da desigualdade de género e dar maior visibilidade às mulheres na história e na sua afirmação social e política.
O projecto dinamizou, em 2009, debates/conferências em seis das Bibliotecas Municipais de Lisboa no âmbito da temática «As Mulheres no Espaço Público»:
Biblioteca Municipal David-Mourão Ferreira
Biblioteca Municipal Natália Correia
Biblioteca Municipal dos Olivais
Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro
Biblioteca Municipal de São Lázaro
Biblioteca-Museu República e Resistência (Espaço Cidade Universitária)
Brevemente, no Museu do trabalho Michel Giacometti, em Setúbal, junto ao Miradouro da Fontaínhas / no mês de Março, Sábado, dia 6, às 15h, conferência por Isabel Lousada sobre "As mulheres e a República", parceria com a SEIES)
http://blx.cm-lisboa.pt/fotos/gca/1233313495umar_desdobravel_vfinal.pdf
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