quinta-feira, 25 de junho de 2009

Imagens http://abraaovicenti.blogspot.com/

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Não basta um grande amor
para fazer poemas.
E o amor dos artistas, não se enganem,
não é mais belo
que o amor da gente.

O grande amante é aquele que silente
se aplica a escrever com o corpo
o que seu corpo deseja e sente.

Uma coisa é a letra,
e outra o ato,

– quem toma uma por outra
confunde e mente.




Affonso Romano de Sant'Anna
http://www.affonsoromano.com.br/

quarta-feira, 24 de junho de 2009


Imagens de Abraão Vicente
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A arte opta sempre pelo individual, o concreto; a arte não é platónica
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Jorge Luis Borges
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Ouvir sum sabia - Herminia Ft. Morgadinho

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Entreposto humano?



"Nesta “coisa” das 7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo, uma das “maravilhas” a concurso era a Cidade Velha de Santiago em Cabo Verde, cidade que «nasceu e desenvolveu-se por conta do tráfico negreiro», vulgo comércio de escravos. Há bocado ouvi na RTP1 uma menina referir a Cidade Velha de Santiago como “importante entreposto humano”. Assim mesmo. E assim vai a História de Portugal e assim vai a nossa relação com a nossa História."
(no blogue de Rui Simões, Der Terrorist).


Disse João Branco AQUI


Blogs a seguir ...

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Sugestão de João Branco, DIRECTOR ARTÍSTICO do Centro Cultural Português - ICA / Pólo do Mindelo – Cabo Verde
Presidente da Direcção da Associação Artística e Cultural Mindelact. Actor e encenador

Um fidje de Sanvcênte



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Quem mi ê? Um fidje de Sanvcênte.
Nascide, crióde, lá na ponta d' Praia.
Lá ondê que mar tâ sparajá debóxe de bôte,
moda barra dum saia.

Cs' ê que m' crê? Cantá nha terra!
Companhal na sê dor;
na nôbréza d' sê alma;
na pobréza d' sê vida!
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Sérgio Frusoni





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A crioula que meus olhos beijaram a medo
perdeu-se na confusão de um porto francês

Ela sorria continuamente, erguendo no seu riso uma canção extraordinária.

Não foi um romance de amor
nem mesmo um pequeno segredo entre ambos.

Somente, quando Ela falava ao pé de mim, eu sentia:
um aprazível devaneio
pela maravilha escultural duma Mulher Perfeita.

Depois,
a Vida separando Nós - Dois
a confusão, os ruídos, os braços agitando-se
e o vapor levando para outros mares,
outros portos,
a graça, o mistério, o perfume e os cantares
da crioula que meus olhos beijaram a medo
no tombadilho daquele vapor francês.







"Vida", Luís Romano, 1963

quinta-feira, 18 de junho de 2009


Pedirei
Suplicarei
Chorarei
Não vou para Pasárgada

Atirar-me-ei ao chão
E prenderei nas mãos convulsas
Ervas e pedras de sangue
Não vou para Pasárgada

Gritarei
Berrarei
Matarei
Não vou para Pasárgada.




Ovídio Martins
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Pintura de David Levy Lima

terça-feira, 16 de junho de 2009

Laboratório das memórias


à procura dos nitratos ...


( ... )





A antiga " Foto Melo ", é um mundo de emoções e recordações. Não há viva alma no Mindelo que não tenha um retrato feito por Papim ou pelo pai, D`Jin D`Jon













Milhares e milhares de imagens fotográficas, que numa primeira estimativa podem ascender a mais de cem mil, representam as famílias e os quotidianos mindelenses em expressivos retratos de época, captadas por duas gerações de fotógrafos caboverdianos – João Melo (D`Jin D`Jon) o fundador da Foto Melo na ultima década de séc XIX e mais recente, Eduardo Melo ( Papim) homem de riso aberto, coração bom, amante do belo e da natureza, dotado de luz e de um imenso sentido de humor que ainda hoje adocica a memória de quem a ele se refere. Espalhou sodade, admiração e paixões. 

 
O acervo é propriedade da família e ela cabe decidir o futuro deste património.
São cinco, ao todo, os filhos do Papim e, alguns, seguindo a tradição da família e de muitas outras famílias cabo-verdianas, que no princípio do séc XX, embarcaram no "Ernestina" rumo à América, alguns destes também assentaram arraiais na Califórnia e por lá ficaram. Segundo relatos de familiares próximos, os filhos de Papim são grandes admiradores do pai, apreciam-lhe o carácter e o génio, mas nenhum seguiu a profissão. Assim quando, há cerca de dez anos, desapareceu o fotógrafo o "assunto" ficou arrumado; adormecido em caixas de papelão num canto da casa de José Melo, um dos muitos sobrinhos do Papim, dirigente da "Biosfera", prestigiada associação ambiental de Cabo Verde.

Estas imagens mais do que simples fotografias (do que simples chapas), constituem um valioso património documental profundamente enraizado nas memórias e nos afectos das famílias de S. Vicente.
Num primeiro levantamento, foram identificados vários processos fotográficos: negativos em suporte de vidro e em película, tais como os negativos em nitrato e acetato de celulose a preto e branco e alguns escassos cromogéneos, acondicionados em envelopes "fabricados" pelos autores, reaproveitando cartas, facturas, cadernos de escola, folhas de revistas e jornais, e outros papéis e papelinhos, de toda a natureza e feitio que, só por si, constituem uma rara (e absolutamente inesperada) iconografia associada, que só o improviso tornou possível. Também foram identificadas provas impressas em papel de revelação, algumas das quais montadas em álbuns fotográficos, representando vistas panorâmicas da ilha de S. Vicente, eventos sociais, procissões, festas, bailes, barcos, viagens de família, entre outros assuntos. A amostra até agora trabalhada, revelou-nos que a larga maioria das imagens são retratos de pessoas e/ou grupos em atitude de pose, tendo como fundo um telão, com uma vista da baía do Mindelo, pintado numa parede do antigo estúdio da Foto Melo. São imagens cuidadosamente encenadas, ao estilo e gosto da época. Por tudo isto a Foto Melo está na vida da grande maioria das famílias de S. Vicente, que descrevem ao minímo detalhe o instante fotografado e as sensações experimentadas.
Nesta primeira fase, a equipa técnica improvisou no Mindelo, em casa particular, um laboratório para observação dos espécimes fotográficos, preocupando-se em recolher dados para execução de um relatório técnico, que dará conta do estado da colecção e remeterá para um plano de tratamento, conservação, estudo e comunicação (acessibilidade das imagens, produtos relacionados, exposições, etc.), a entregar a todas as partes envolvidas, com natural primazia para a família Melo, proprietária do acervo, que despoletou este processo de observação e pesquisa. Foram também tomadas medidas de emergência que visaram minimizar os factores de deterioração em que se encontrava esta colecção, que passaram pela sua transferência para uma outra casa da família Melo, na cidade do Mindelo, que reúne melhores condições ambientais e de segurança. Esta solução de emergência responde, no momento, a uma necessidade imediata de preservação mas é obviamente provisória até que se encontre, com o acordo das partes, o espaço adequado à sua conservação, estudo e musealização (*), tornando-o acessível a todos os mindelenses e a quem os visita. O imenso acervo da antiga "Foto Melo" é um património de inegável valor identitário e de memória para São Vicente, um património histórico e estratégico de Cabo Verde e um inesgotável laboratório para o estudo da arte fotográfica e da imagem como produto de uma técnica e signo de cultura, relevante em qualquer parte do mundo. É um património artístico que, devidamente conservado e musealizado , poderá contribuir para criar postos de trabalho, emprego qualificado na área da cultura e do património, mais conhecimento sobre a História e as pessoas de Cabo Verde. A exemplo de outros arquivos do género, as edições de produtos associados, poderão contribuir para garantir a sustentabilidade e reverter para o estudo e conservação do acervo, prestando serviços úteis à comunidade que garantam a satisfação das pessoas e a operacionalidade social deste raríssimo bem cultural. A "Foto Melo" foi uma casa de prestígio e poderá continuar a ser, uma marca de qualidade para São Vicente. Estes acervos (e existem vários, ligados à fotografia e ao cinema em Cabo Verde) são espelhos da sociedade mindelense que se fundem num caleidoscópio de espantos e ilusões, profundamente inspirador.

Agradecimentos especiais a Lígia Leite, bibliotecária da Biblioteca Municipal do Mindelo, Josina Freitas, directora do CCM - Centro Cultural do Mindelo, Daniel Brito e Antónia Mosso, proprietários da Livraria Semente e Tiago Peixoto, biólogo e investigador na área da Ecologia Marinha (que nos deu casa e companhia na rua da Praia). A todos obrigada pela amizade, pela colaboração e pelo excelente acolhimento.






Mindelo, 16 de Junho de 2009

Isabel Victor e Bruno Ferro



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(*) Missão criada no âmbito do Centro de Estudos de Sociomuseologia  da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa em cooperação da Câmara Municipal de Setúbal/Arquivo Fotográfico Américo Ribeiro/ Divisão de Museus



quarta-feira, 10 de junho de 2009

"o meu único irmão, Orlando, está em Portugal ... é mais novo e vive em Setúbal. Nunca lá fui ..."




João, barbearia "Benfica", Mindelo (avenida marginal)




Aquele barco, com a lista preta, parte amanhã ás 7 da manhã, para Santo Antão ...



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Fotografias de Bruno Ferro





quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ao sol das conversas

Tocador de mornas, contador de estórias, certificando memórias.


"Ilídio Tomar, encontra-me sempre aqui no centro social, na sede do Mindelense. Lembro-me muito bem da Foto Melo ... no próximo Domindo,à noite, toco no Fornalha e ... conversamos "

Centro Cultural do Mindelo

"No Inferno", 2009
Fotografias de Kizó Oliveira
Encenação de João Branco





43ª Produção Teatral do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo: "No Inferno"
Uma tragicomédia de Arménio Vieira


“imaginei uma personagem enclausurada, anónima e sem memória. (...) Compelido a libertar-se pela escrita, ele tentou-o, mas com sofrível sucesso em razão de uma sobrecarga mental de informações livrescas. A falta de uma real vocação de escritor, - o poeta nasce, costuma dizer-se. Será, talvez, a explicação mais justa”.







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[...] O tigre ignora a liberdade do salto,
é como se uma mola o compelisse a pular
Entre o cio e a cópula,
o tigre não ama.

Ele busca a fêmea
como quem procura comida.

Sem tempo na alma,
é no presente que o tigre existe.

Nenhuma voz lhe fala da morte.
O tigre, já velho, dorme e passa.



"Ser Tigre" Arménio Vieira






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o culto cultivado

Café Lisboa, em Mindelo - altar de contos recontados, amistosos encontros, mornas, grogues e poetas ...



Antonio Pedro
Arménio Vieira
Corsino Fortes
Daniel Filipe
Gabriel Mariano
Luís Romano
Manuel Lopes
Mário Fonseca
Onésimo Silveira
Oswaldo Alcântara
Oswaldo Osório
Teobaldo Virginio
Terêncio Anahory

Foto Melo - revisitada
















A rádio no Museu de Arte tradicional

Estúdio da antiga Rádio Barlavento fundada em 1955, ocupada após a independência pela Rádio Voz de São Vicente, hoje Rádio Nacional de Cabo Verde, em exposição no Museu de Arte Tradicional, Mindelo, Praça Amílcar Cabral (Praça Nova)

Um portal da memória ... adormecido (temporariamente)

Foto Melo - uma família de artistas fotógrafos_______________________mais de um século da sociedade mindelense em retratos







konsiensia




Fotografias Bruno Ferro, Mindelo, CV


konsiensia - mayra andrade

Tud dreat ...

Frediliana, Tiago, Bruno ... doce de papaia, queijo terra, melancia e sol. Muito sol

Mindelando, em casa, ao pequeno almoço, com Bruno e Frediliana







Livro, artigi de luxo ?


Há quem ache que não. Há quem arrisque tudo pelos livros; há quem acredite que eles são como o respirar.


A livraria " Semente ", no Mindelo, é disso um verdadeiro exemplo. Mas o risco é enorme. Não há distribuidoras, têm que comprar os livros, pagar no acto da entrega e ... fazer fé.


Aqui encontram-se títulos actuais, excelentes estudos, livros técnicos, ensaio, romance, poesia. Um oásis a cheirar a livros. Cerca de vinte metros quadrados recheados da melhor literatura em língua portuguesa, ao lado do simpático restaurante da família do jornalista José Leite (conhecido radialista da Rádio Nacional de Cabo Verde). Em sintonia, porta com porta, na mesma rua do Instituto Piaget, a dois passos da Praça Nova, a convidar para um bom "trapichar", um livro na mão a aquecer a curiosidade e, logo ao lado, uma "Strela" a arrefecer os ânimos.

Tudo isto existe (tudo isto é fado) porque um jovem casal Luso Caboverdiano, Daniel português do Algarve e Antónia Caboverdiana do Mindelo, insistem que é pelos livros que lá chegaremos.

A Semente está lançada, que germine (apesar da escassez das águas e da insustentável inércia do sistema) que os ventos soprem a favor. Que o livro deixe de ser artigi de luxo, que se torne acessível, um bem necessário, um prazer ao alcance de todos.




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Caminho Di Mar - Ildo Lobo

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Trabalhos, amigos e descobertas ...

Antónia Mosso e Daniel Brito da livraria "Semente". Uma ajuda preciosa ...




A chegada do arquivo à Travessa da Praia, pelas mãos de José Melo (Frágil)
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Viagem infinita






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Estou sempre em viagem.
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O mundo é a paisagem
que me atinge
de passagem.



Helena Kolody






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Um dia o meu cavalo voltará sozinho
E virá sentar-se naquele mesmo café,
A ler, com as pernas cruzadas, o jornal do dia
- alheio inteiramente à espantação do mundo!




Mario Quintana; "Um dia ...",Velório sem defunto, 1990

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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Espelhos do tempo

Anónimo, Escola de FONTAINEBLEAU (cerca de 1594)

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Carlos Barahona Possollo, 2008



"Estes dois homens são o mesmo homem. O da esquerda tem um piercing no mamilo esquerdo, o outro no mamilo direito. É o pudico e o impudico. O impudico força o outro a reagir. Pus o impudico a puxar a argola com a mão direita, que é mão de acção, ao passo que a esquerda é a mão da reflexão, da interioridade. O atrevido sabe exactamente o que está a fazer e está a puxar pelo lado esquerdo do outro, o lado emocional que estaria bloqueado. O atrevido tem o piercing do lado direito, o que nos diz que a transgressão deste é uma coisa consciente. "

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Possolo a Miguel Matos
www.timeout.pt


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Corcovado [Quiet Nights of Quiet Stars] - Karen Souza





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Fotografia http://colunas.cbn.globoradio.globo.com






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Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas... Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a Eternidade. Nasci no rigor do inverno, temperatura: 1grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não astava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro - o mesmo tendo acontecido a sir Isaac Newton! Excusez du peu... Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! sou é caladão, introspectivo. Não sei porque sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros? Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da poesia é a busca da forma (não da fôrma), a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o facto de ter sido prático de farmácia durante cinco anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Érico Veríssimo - que bem sabem (ou souberam) o que é a luta amorosa com as palavras.




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Mário Quintana (faleceu a 5 de maio de 1994)


Texto escrito pelo poeta para a revista "Isto É", de 14-11-1984







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segunda-feira, 18 de maio de 2009



Fotografia http://www.lilyacorneli.com/



Hoy que has vuelto, los dos hemos callado,
y sólo nuestros viejos pensamientos
alumbraron la dulce oscuridad
de estar juntos y no decirse nada.

Sólo las manos se estrecharon tanto
como rompiendo el hierro de la ausencia.
¡Si una nube eclipsara nuestras vidas!

Deja en mi corazón las voces nuevas,
el asalto clarísimo, presente,
de tu persona sobre los paisajes
que hay en mí para el aire de tu vida.




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"Hoy que has vuelto" de Carlos Pellicer
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Um ciber. sítio de culto _______________________

http://www.memoriamedia.net/historiasdevida/


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domingo, 17 de maio de 2009

in http://www.orlando-ribeiro.info/index.html
Publicada por Museu Municipal S. Filipe - Fogo. Cabo Verde

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Comemora-se a 18 de Maio o Dia Internacional dos Museus, instituido em 1977 pelo Conselho Internacional dos Museus (ICOM) com o objectivo de apelar para a importância cultural dos museus na sociedade e aproximar os profissionais dos seus públicos. O website do ICOM, disponível em inglês e francês, fornece muita informação quer aos profissionais da área museológica, quer ao público em geral. O ICOM Portugal permite o acesso a muita dessa documentação e orientações internacionais em língua portuguesa, além de divulgar programação de museus portugueses.
Um interessante artigo acerca de Museus e Turismo em Cabo Verde pode ser lido - e sugerimos que seja também comentado - em A Semana .



Publicada por Museu Municipal S. Filipe - Fogo. Cabo Verde em Fogo.Cabo Verde








Djarfogu - Mendes Brothers

terça-feira, 12 de maio de 2009

O erro do oitavo dia



depois da criação
o cansaço
ou a saturação
ou a satisfação genesíaca
tomaram conta de Deus

ao que parece esse foi o seu único erro:
esqueceu-se dos acertos
das correcções
das adaptações
e lançou o protótipo no mercado -
versão Homo Simius 0.1
(não se conhecem versões posteriores).




de Ponto.de.saturação @ AQUI

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No Oitavo from Low Cost Filmes on Vimeo.


SEMINÁRIO DE INVESTIGAÇÃO EM MUSEOLOGIA DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA E ESPANHOL



Ainda que diferentes ritmos e mudanças pluridimensionais – por vezes mesmo contraditórias – marquem o desenvolvimento de museus e da museologia, a sua crescente valorização cultural e científica é inegável. O poder reconhecido do património para mobilizar a opinião pública e afectar a vida social e política tem sido central para a consolidação da profissão museológica e dos estudos que têm como objecto os seus contextos. Numa esfera mais societal observa-se a mobilização de esforços direccionados para o desenvolvimento e realização da missão social e cultural do museu; missão cada vez mais determinante para a emancipação e consolidação deste campo de estudo, profundamente transdisciplinar.
Consciente, não só das lacunas de investigação nesta área em Portugal mas também da necessidade urgente de facilitar a construção de espaços colaborativos de formação e investigação, este Seminário pretende contribuir para o desenvolvimento de uma verdadeira comunidade de prática que inclua investigadores oriundos de países de língua espanhola e portuguesa. Os olhares da Sociologia, da Antropologia, da Arquitectura, da Educação e tantos outros que participam na permanente (re)construção deste campo de pesquisa serão, certamente, pivotais para o seu sucesso e incluem-se nas linhas de investigação / áreas científicas aqui propostas.
Este seminário tem como principal objectivo o aprofundamento da reflexão e das práticas de investigação no campo da museologia, envolvendo diferentes saberes e diferentes olhares, participando activamente na construção de uma comunidade de prática que apoie a discussão e o desenvolvimento de projectos de investigação comuns.
Para mais informações, consulte o ficheiro: seminario_museologia_09




Responsáveis operacionais e contactos:
Alice Semedo e Sandra CarneiroDepartamento de Ciências e Técnicas do Património – FLUP

Via Panorâmica, s/n, 4150 – 564 Porto, Portugal
Tel. +351 22 607 7172 Fax: +351 22 607 7181E-mail: dctp@letras.up.pthttp://www.letras.up.pt/dctp


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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Fantástico ! Com um brilhosinho nos olhos ...







Todas as semanas é lançada para o ar uma nova emissão com as actividades desenvolvidas na semana anterior. As nossas emissões, para além de serem emitidas no projecto "PC Divulga", existente na escola, são também emitidas na internet, no site: www.mogulus.com/escolatv_vlc. O projecto está a ser coordenado por um professor e um aluno da escola que nada têm a ver com a área da televisão. Somos uma pequena, mas grande equipa de 3 pessoas, que faz tudo com muito profissionalismo. Tentamos envolver toda a comunidade escolar neste projecto, bem como toda a comunidade valecambrense através das emissões da internet.






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Estão de parabéns estes professores e alunos. Pequenas/grandes coisas ... vidas extraordinárias.
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"Apanha os botões de rosa
Enquanto podes.
O tempo voa
E esta flor que hoje sorri
Amanhã estará moribunda.
carpe diem (aproveita o dia) … Porque somos pasto para vermes, rapazes. Acreditem ou não todos nós nesta sala um dia vamos deixar de respirar, vamos ficar frios e morrer."
Assim começa a primeira lição do professor John Keating (interpretado por Robin Williams) no inesquecível filme - Clube dos Poetas Mortos.
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domingo, 10 de maio de 2009


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Sigo com atenção e muita preocupação o que se passa na Bela Vista












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sábado, 9 de maio de 2009

Mulher, como se pode não ser mulher ?


Acho que o grande defeito das relações entre géneros é não sermos todos naturalmente femininos. Os homens femininos não têm que ser fêmeas, mas têm que saber compreender a sua mulher interior, para não criar rivalidades com o lado masculino das suas maiores amigas, as suas mães e as mães dos seus filhos. Porque todos somos mães se quisermos, não é preciso ter um útero, para sentir o calor e o valor do amor mais verdadeiro: o que apenas dá, que se basta e não tem fim.



(...) Ser mulher é o futuro de todos nós, porque a verdadeira mulher não é submissa nem ameaçadora, mas a que cria. Sim, acho que ser mulher é ser homem sem se sentir dominador e ser pessoa, sem se sentir dominada. Os homens verdadeiros choram e as mulheres a sério enfrentam o perigo. Eu tenho um sonho: homens e mulheres de mãos dadas, na roda planetária do amor inocente.







Fátima Madruga


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Fátima Madruga nasceu em Santa Luzia do Pico, em 1955. Começou a pintar em 1988 e durante 20 anos fez gravação em marfim – scrimshaw.






Adoro - Chavela Vargas

quinta-feira, 7 de maio de 2009







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EXPOSIÇÃO
Museu Municipal de Faro, 9 a 31 de Maio de 2009


O Museu Municipal de Faro inaugura no próximo dia 9 de Maio, pelas 18.00h, a exposição “ Face”, no âmbito das comemorações do 30º aniversário da Universidade do Algarve, organizada pelo curso de Design de Comunicação da Escola Superior de Educação.
“Face” exibirá trabalhos realizados nas técnicas de Fotografia, Desenho e Animação, pelos alunos do curso de Design de Comunicação, explorando a temática do retrato e em alguns casos do auto-retrato.
As temáticas da auto-representação constituem-se como questões prementes da reflexão e produção artística na contemporaneidade, sendo por isso também, um exercício privilegiado no processo de aprendizagem.

Esta Exposição surge no seguimento da exposição realizada no ano de 2008, intitulada Framing e pretende dar continuidade ao processo de abertura da escola à comunidade, levado a cabo pelo curso através da realização de vários eventos.

Horário: 3.ª a 6.ª feira das 10h00 às 18h00
Fim-de-semana das 10h30 às 17h00

ICOM - Código Deontológico

http://www.icom-portugal.org/

Está disponível online na página do ICOM-Portugal - em formato pdf - a versão em língua portuguesa do Código Deontológico do ICOM.
Trata-se da última grande revisão do Código, aprovado na Assembleia Geral de Seoul de 8 de Outubro de 2004. A tradução resulta da colaboração iniciada na anterior Direcção entre o ICOM-PT e o ICOM-Brasil e constitui a versão oficial única do Código.

Lembro que o Código Deontológico do ICOM é o documento internacional de referência para a deontologia dos profissionais de museus em todo o mundo. Trata-se de um documento de grande importância e que, em particular, os membros do ICOM têm a responsabilidade de conhecer integralmente e de respeitar escrupulosamente.

O ICOM-PT vai promover, em Outubro, em Lisboa, uma 'workshop' de divulgação do Código do ICOM. Oportunamente serão divulgados mais pormenores sobre esta iniciativa.
De qualquer forma, o ICOM-PT está sempre disponível para esclarecer quaisquer dúvidas que os membros tenham em relação ao Código.

Aproveito para fornecer uma segunda informação.
A taxa de participação dos membros portugueses do ICOM nos comités internacionais é muito reduzida. Lembro que qualquer membro do ICOM tem direito a participar nas actividades de três Comités Internacionais (embora como membro votante em apenas um).
Mais informações na página do ICOM-PT, menu 'Ser Membro do ICOM' (lado esquerdo).

Pela partilha de práticas e experiências comuns nas diferentes áreas (Conservação, Documentação, Educação, Museologia, etc, etc.), pelo acesso a publicações e documentação, pelas conferências anuais, pelos grupos de trabalho, a participação nos Comités Internacionais constitui um dos mais importantes benefícios dos membros do ICOM.
O ICOM-PT encoraja vivamente os membros que se inscrevam nos comités internacionais das vossas especialidades de interesse.
Mais uma vez não hesitem em escrever em caso de dúvida.

Marta Lourenço
Secretária ICOM-Portugal

terça-feira, 5 de maio de 2009

Intimidades,


[‘25 Artistas Portugueses de Hoje’, Curador José Ernesto de Sousa], São Paulo, 1985

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(...) poderia começar a situar-me relativamente e em parte aos “artistas portugueses” presentes nesta exposição de São Paulo. Eu sou um deles, mas a minha perspectiva é outra. E vou clara mente confessá-la: o meu secreto desejo (convicção, fé…) é que o produto deles, a sua obra ou processo, me sejam tão íntimos, que eu me transforme no respectivo autor.
0 Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, programou para o dia 1° de Outubro ás 19 horas, no seu auditório, um encontro entre o artista e crítico Ernesto de Souza e os artistas, criticos e o público em geral, sobre os temas: A Cena Alternativa da Arte Portuguesa de Hoje; Experiências Coletivas e Autogestão, Unidade e Diversidade da Vanguarda.


Tópicos para a “A CENA ALTERNATIVA DA ARTE PORTUGUESA”


1- Importação cultural

(”Um conhecimento em 2a mão pode ser uma experiência em 1ª mão”)
Da originalidade e da imitação: avançar é andar para trás.

2- 0 Zero de todas as alternativas começa por uma luta pela memória e pela tomada de consciência. Mas nenhuma perspectiva é possível sem uma aposta prospectiva

3- Tudo tem que ser feito na Alegria (”A alegria é a coisa mais séria da vida” Almada Negreiros): incêndios e catástrofe fazem parte da alegria. A desta da comunicação.
(Festa-espetáculo, a”volta”à pintura é um logro etc…
Regionalismo-cosmopolitismo )

4- Desde os anos 60, origem de uma certa ruptura. Poetas experimentais, música e primeiros happening. A cooperação entre os artistas, autonomia e auto-gestão, e relações com o poder.

5- Alguns artistas portugueses dos seniors aos mais jovens,
descentralização e os”estrangeirados”.

6- Comunicar é homenagear. Homenagem aos ausentes.




ERNESTO DE SOUSA

O catálogo é introduzido pelo texto de E.S. Uma cena (moderna) portuguesa: "uma tentativa para o canibalismo de amor”.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Museus . Amigos . Museus . Amigos

os museus fazem amigos quando alcançam os seus objetivos sociais, ou seja, quando fazem sentido para o público e quando o público se sente parte de um processo de preservação, se sente como sujeito de um processo.


in Revista MUSEU - cultura levada a sério
conforme grande museóloga brasileira Waldisa Russio

sábado, 2 de maio de 2009




Au rendez-vous du corps des Satrapes© Andrés Onna (croquis de Fernando Arrabal) 2006.










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Cuadro del Colegio de ‘Patafísica encargado a Andrés Onna en persona (de cuerpo presente en París) y en base a croquis de Fernando Arrabal, Trascendant Satrape du Collège de ‘Pataphysique. El cuadro retrata a Sainte Lis (canonizada por Charif en la puerta de Notre-Dame de Paris en diciembre 15 de 2002 a las 12 y 15); Thieri Foulc, Provéditeur du Collège de ‘Pataphysique; 16 Satrapes del Colegio: los únicos 4 con vida (Arrabal, Umberto Eco, Dario Fo, Jean Baudrillard) y 12 sin vida pero en actividad (René Clair, Jean Dubuffet, Marcel Duchamp, Max Ernst, Eugène Ionesco, Alfred Jarry, Michel Leiris, Joan Miró, Jacques Prévert, Raymond Queneau, Man Ray, Boris Vian); y a los fundadores infinilogistas Andrés Onna y Gustavo Charif.

Mi idolatrada felatriz






Fernando Arrabal

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Efémero Pânico

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