quarta-feira, 3 de junho de 2009
A rádio no Museu de Arte tradicional
Livro, artigi de luxo ?
Há quem ache que não. Há quem arrisque tudo pelos livros; há quem acredite que eles são como o respirar.
A livraria " Semente ", no Mindelo, é disso um verdadeiro exemplo. Mas o risco é enorme. Não há distribuidoras, têm que comprar os livros, pagar no acto da entrega e ... fazer fé.
Aqui encontram-se títulos actuais, excelentes estudos, livros técnicos, ensaio, romance, poesia. Um oásis a cheirar a livros. Cerca de vinte metros quadrados recheados da melhor literatura em língua portuguesa, ao lado do simpático restaurante da família do jornalista José Leite (conhecido radialista da Rádio Nacional de Cabo Verde). Em sintonia, porta com porta, na mesma rua do Instituto Piaget, a dois passos da Praça Nova, a convidar para um bom "trapichar", um livro na mão a aquecer a curiosidade e, logo ao lado, uma "Strela" a arrefecer os ânimos.
Tudo isto existe (tudo isto é fado) porque um jovem casal Luso Caboverdiano, Daniel português do Algarve e Antónia Caboverdiana do Mindelo, insistem que é pelos livros que lá chegaremos.
A Semente está lançada, que germine (apesar da escassez das águas e da insustentável inércia do sistema) que os ventos soprem a favor. Que o livro deixe de ser artigi de luxo, que se torne acessível, um bem necessário, um prazer ao alcance de todos.
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Caminho Di Mar - Ildo Lobo
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Trabalhos, amigos e descobertas ...
Viagem infinita

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Estou sempre em viagem.
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O mundo é a paisagem
que me atinge
de passagem.
Helena Kolody
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segunda-feira, 25 de maio de 2009
Espelhos do tempo
Anónimo, Escola de FONTAINEBLEAU (cerca de 1594)____________________
Carlos Barahona Possollo, 2008"Estes dois homens são o mesmo homem. O da esquerda tem um piercing no mamilo esquerdo, o outro no mamilo direito. É o pudico e o impudico. O impudico força o outro a reagir. Pus o impudico a puxar a argola com a mão direita, que é mão de acção, ao passo que a esquerda é a mão da reflexão, da interioridade. O atrevido sabe exactamente o que está a fazer e está a puxar pelo lado esquerdo do outro, o lado emocional que estaria bloqueado. O atrevido tem o piercing do lado direito, o que nos diz que a transgressão deste é uma coisa consciente. "
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Possolo a Miguel Matos
www.timeout.pt
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Corcovado [Quiet Nights of Quiet Stars] - Karen Souza
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Fotografia http://colunas.cbn.globoradio.globo.com Texto escrito pelo poeta para a revista "Isto É", de 14-11-1984
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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Fotografia http://www.lilyacorneli.com/
y sólo nuestros viejos pensamientos
alumbraron la dulce oscuridad
de estar juntos y no decirse nada.
Sólo las manos se estrecharon tanto
como rompiendo el hierro de la ausencia.
¡Si una nube eclipsara nuestras vidas!
Deja en mi corazón las voces nuevas,
el asalto clarísimo, presente,
de tu persona sobre los paisajes
que hay en mí para el aire de tu vida.
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"Hoy que has vuelto" de Carlos Pellicer
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Um ciber. sítio de culto _______________________
http://www.memoriamedia.net/historiasdevida/
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domingo, 17 de maio de 2009
in http://www.orlando-ribeiro.info/index.htmlPublicada por Museu Municipal S. Filipe - Fogo. Cabo Verde
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Um interessante artigo acerca de Museus e Turismo em Cabo Verde pode ser lido - e sugerimos que seja também comentado - em A Semana .
Publicada por Museu Municipal S. Filipe - Fogo. Cabo Verde em Fogo.Cabo Verde
Djarfogu - Mendes Brothers
terça-feira, 12 de maio de 2009
O erro do oitavo dia
depois da criação
o cansaço
ou a saturação
ou a satisfação genesíaca
tomaram conta de Deus
ao que parece esse foi o seu único erro:
esqueceu-se dos acertos
das correcções
das adaptações
e lançou o protótipo no mercado -
versão Homo Simius 0.1
(não se conhecem versões posteriores).
de inominável Ponto.de.saturação @ AQUI
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No Oitavo from Low Cost Filmes on Vimeo.

Ainda que diferentes ritmos e mudanças pluridimensionais – por vezes mesmo contraditórias – marquem o desenvolvimento de museus e da museologia, a sua crescente valorização cultural e científica é inegável. O poder reconhecido do património para mobilizar a opinião pública e afectar a vida social e política tem sido central para a consolidação da profissão museológica e dos estudos que têm como objecto os seus contextos. Numa esfera mais societal observa-se a mobilização de esforços direccionados para o desenvolvimento e realização da missão social e cultural do museu; missão cada vez mais determinante para a emancipação e consolidação deste campo de estudo, profundamente transdisciplinar.
Consciente, não só das lacunas de investigação nesta área em Portugal mas também da necessidade urgente de facilitar a construção de espaços colaborativos de formação e investigação, este Seminário pretende contribuir para o desenvolvimento de uma verdadeira comunidade de prática que inclua investigadores oriundos de países de língua espanhola e portuguesa. Os olhares da Sociologia, da Antropologia, da Arquitectura, da Educação e tantos outros que participam na permanente (re)construção deste campo de pesquisa serão, certamente, pivotais para o seu sucesso e incluem-se nas linhas de investigação / áreas científicas aqui propostas.
Este seminário tem como principal objectivo o aprofundamento da reflexão e das práticas de investigação no campo da museologia, envolvendo diferentes saberes e diferentes olhares, participando activamente na construção de uma comunidade de prática que apoie a discussão e o desenvolvimento de projectos de investigação comuns.
Para mais informações, consulte o ficheiro: seminario_museologia_09
Responsáveis operacionais e contactos:
Alice Semedo e Sandra CarneiroDepartamento de Ciências e Técnicas do Património – FLUP
Via Panorâmica, s/n, 4150 – 564 Porto, Portugal
Tel. +351 22 607 7172 Fax: +351 22 607 7181E-mail: dctp@letras.up.pthttp://www.letras.up.pt/dctp
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segunda-feira, 11 de maio de 2009
Fantástico ! Com um brilhosinho nos olhos ...

Todas as semanas é lançada para o ar uma nova emissão com as actividades desenvolvidas na semana anterior. As nossas emissões, para além de serem emitidas no projecto "PC Divulga", existente na escola, são também emitidas na internet, no site: www.mogulus.com/escolatv_vlc. O projecto está a ser coordenado por um professor e um aluno da escola que nada têm a ver com a área da televisão. Somos uma pequena, mas grande equipa de 3 pessoas, que faz tudo com muito profissionalismo. Tentamos envolver toda a comunidade escolar neste projecto, bem como toda a comunidade valecambrense através das emissões da internet.
domingo, 10 de maio de 2009
sábado, 9 de maio de 2009
Mulher, como se pode não ser mulher ?

(...) Ser mulher é o futuro de todos nós, porque a verdadeira mulher não é submissa nem ameaçadora, mas a que cria. Sim, acho que ser mulher é ser homem sem se sentir dominador e ser pessoa, sem se sentir dominada. Os homens verdadeiros choram e as mulheres a sério enfrentam o perigo. Eu tenho um sonho: homens e mulheres de mãos dadas, na roda planetária do amor inocente.
Fátima Madruga
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Fátima Madruga nasceu em Santa Luzia do Pico, em 1955. Começou a pintar em 1988 e durante 20 anos fez gravação em marfim – scrimshaw.
Adoro - Chavela Vargas
quinta-feira, 7 de maio de 2009

Museu Municipal de Faro, 9 a 31 de Maio de 2009
O Museu Municipal de Faro inaugura no próximo dia 9 de Maio, pelas 18.00h, a exposição “ Face”, no âmbito das comemorações do 30º aniversário da Universidade do Algarve, organizada pelo curso de Design de Comunicação da Escola Superior de Educação.
“Face” exibirá trabalhos realizados nas técnicas de Fotografia, Desenho e Animação, pelos alunos do curso de Design de Comunicação, explorando a temática do retrato e em alguns casos do auto-retrato.
As temáticas da auto-representação constituem-se como questões prementes da reflexão e produção artística na contemporaneidade, sendo por isso também, um exercício privilegiado no processo de aprendizagem.
Esta Exposição surge no seguimento da exposição realizada no ano de 2008, intitulada Framing e pretende dar continuidade ao processo de abertura da escola à comunidade, levado a cabo pelo curso através da realização de vários eventos.
Horário: 3.ª a 6.ª feira das 10h00 às 18h00
Fim-de-semana das 10h30 às 17h00
ICOM - Código Deontológico
Está disponível online na página do ICOM-Portugal - em formato pdf - a versão em língua portuguesa do Código Deontológico do ICOM.
Trata-se da última grande revisão do Código, aprovado na Assembleia Geral de Seoul de 8 de Outubro de 2004. A tradução resulta da colaboração iniciada na anterior Direcção entre o ICOM-PT e o ICOM-Brasil e constitui a versão oficial única do Código.
Lembro que o Código Deontológico do ICOM é o documento internacional de referência para a deontologia dos profissionais de museus em todo o mundo. Trata-se de um documento de grande importância e que, em particular, os membros do ICOM têm a responsabilidade de conhecer integralmente e de respeitar escrupulosamente.
O ICOM-PT vai promover, em Outubro, em Lisboa, uma 'workshop' de divulgação do Código do ICOM. Oportunamente serão divulgados mais pormenores sobre esta iniciativa.
De qualquer forma, o ICOM-PT está sempre disponível para esclarecer quaisquer dúvidas que os membros tenham em relação ao Código.
Aproveito para fornecer uma segunda informação.
A taxa de participação dos membros portugueses do ICOM nos comités internacionais é muito reduzida. Lembro que qualquer membro do ICOM tem direito a participar nas actividades de três Comités Internacionais (embora como membro votante em apenas um).
Mais informações na página do ICOM-PT, menu 'Ser Membro do ICOM' (lado esquerdo).
Pela partilha de práticas e experiências comuns nas diferentes áreas (Conservação, Documentação, Educação, Museologia, etc, etc.), pelo acesso a publicações e documentação, pelas conferências anuais, pelos grupos de trabalho, a participação nos Comités Internacionais constitui um dos mais importantes benefícios dos membros do ICOM.
O ICOM-PT encoraja vivamente os membros que se inscrevam nos comités internacionais das vossas especialidades de interesse.
Mais uma vez não hesitem em escrever em caso de dúvida.
Marta Lourenço
Secretária ICOM-Portugal
terça-feira, 5 de maio de 2009
Intimidades,

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(...) poderia começar a situar-me relativamente e em parte aos “artistas portugueses” presentes nesta exposição de São Paulo. Eu sou um deles, mas a minha perspectiva é outra. E vou clara mente confessá-la: o meu secreto desejo (convicção, fé…) é que o produto deles, a sua obra ou processo, me sejam tão íntimos, que eu me transforme no respectivo autor.
0 Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, programou para o dia 1° de Outubro ás 19 horas, no seu auditório, um encontro entre o artista e crítico Ernesto de Souza e os artistas, criticos e o público em geral, sobre os temas: A Cena Alternativa da Arte Portuguesa de Hoje; Experiências Coletivas e Autogestão, Unidade e Diversidade da Vanguarda.
Tópicos para a “A CENA ALTERNATIVA DA ARTE PORTUGUESA”
1- Importação cultural
(”Um conhecimento em 2a mão pode ser uma experiência em 1ª mão”)
Da originalidade e da imitação: avançar é andar para trás.
2- 0 Zero de todas as alternativas começa por uma luta pela memória e pela tomada de consciência. Mas nenhuma perspectiva é possível sem uma aposta prospectiva
3- Tudo tem que ser feito na Alegria (”A alegria é a coisa mais séria da vida” Almada Negreiros): incêndios e catástrofe fazem parte da alegria. A desta da comunicação.
(Festa-espetáculo, a”volta”à pintura é um logro etc…
Regionalismo-cosmopolitismo )
4- Desde os anos 60, origem de uma certa ruptura. Poetas experimentais, música e primeiros happening. A cooperação entre os artistas, autonomia e auto-gestão, e relações com o poder.
5- Alguns artistas portugueses dos seniors aos mais jovens,
descentralização e os”estrangeirados”.
6- Comunicar é homenagear. Homenagem aos ausentes.
ERNESTO DE SOUSA
O catálogo é introduzido pelo texto de E.S. Uma cena (moderna) portuguesa: "uma tentativa para o canibalismo de amor”.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Museus . Amigos . Museus . Amigos
in Revista MUSEU - cultura levada a sério
conforme grande museóloga brasileira Waldisa Russio
sábado, 2 de maio de 2009

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Mi idolatrada felatriz
Fernando Arrabal
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sexta-feira, 1 de maio de 2009
Historicamente

La mauvaise réputation - Georges Brassens
Fotografia Mário Cravo Neto
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Acontece

segunda-feira, 27 de abril de 2009
En Lisboa, asomados a las ventanas, los ancianos leen y releen ...
En Lisboa los portales poseen timbres individuales para cada piso, timbres que se amontonan unos encima de otros en la superficie de las puertas formando extraños mosaicos. En Lisboa los policías charlan en la calle sobre la colonia que utilizan, dándose a oler sus muñecas, mientras los tullidos no les quitan ojo. En Lisboa, asomados a las ventanas, los ancianos leen y releen novelas policíacas al caer la tarde. En Lisboa, desde lo alto del elevador de Santa Justa, a eso de la una del mediodía, puede verse a dos dubitativos suicidas charlando de pie sobre un tejado. En Lisboa, los sex-shops, por lo que he podido comprobar, son la mar de pudorosos. En Lisboa hubo una vez una empresa de limpieza de chimeneas, fundada en 1861, llamada A Lisbonense, situada sobra una floristería llamada A Gardenia. En Lisboa los tejados no parecen reales. En Lisboa hay pensiones que invitan a pensar. En Lisboa, a la hora del aperitivo, las parejas se sientan en las terrazas y hablan entre susurros que nadie más puede escuchar. En Lisboa los tranvías son como animales que engullen a las personas y así, en sus vientres, mientras hacen la digestión, las transportan por toda la ciudad. En Lisboa hasta los maniquíes se sientan al sol con la mirada perdida. En Lisboa los andamios son individuales, las calles tan solitarias como los andamios y la saudade puede contemplarse hasta en los zapatos de tacón de las mujeres sin prisa.
Texto e fotografia de Álex Nortub, publicado AQUI Relato "Ocho días en Lisboa "
sábado, 25 de abril de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
Passagem
Fotografia http://www.desireedolron.com/work.aspx____________________________________________
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terça-feira, 7 de abril de 2009
O que é ser índio ?

Quem nunca ouviu falar no Curupira e no Saci? Nem conhece mandioca, guaraná, tapioca, ou nunca deitou numa rede? Esses são elementos da cultura indígena reconhecidos como parte da identidade nacional. Em 19 de abril comemora-se o Dia do Índio, mas há pouco o que festejar nos mais de 500 anos de contato. No Brasil, vivem mais de 500 mil índios em aldeias. São 220 etnias e 185 línguas diferentes. Mas a sociedade brasileira pouco compreende a realidade deles - por falta de informação ou preconceito.
É o que afirma Betty Mindlin, antropóloga e autora de "Diários da Floresta" (Editora Terceiro Nome), lançado em 2006 e recentemente traduzido para o francês. Ela fala da complexidade da vida social, da organização econômica, da cultura e das relações de afeto dos índios e iniciou sua primeira grande pesquisa com o povo Suruí, de Rondônia, no fim da década de 1970.
Assim como outras etnias brasileiras, os Suruí passaram por transformações intensas nos últimos 30 anos. "Não há nada que seja estático e não podemos querer que os índios não sofram influência de uma sociedade dominante. Eles estão sujeitos a isso, às religiões proselitistas", explica Betty. "Se por um lado observo coisas fantásticas, pois hoje eles falam por eles mesmos, estão organizados, por outro essa questão da religião me entristece. Os pajés estão calados por força de uma lavagem cerebral", conta.
Mesmo com dificuldades, a população indígena brasileira cresce atualmente acima da média nacional, com índices de cinco e seis por cento ao ano. Mas a pressão pela integração à sociedade e a visão preconceituosa marcam o modo como a questão é tratada no País. "Muita gente tem dificuldade de nos entender porque ainda guarda a imagem antiga do índio nu, que não falava português. Hoje, temos contato com a tecnologia da sociedade não-indígena. São relógios, carros, computadores, telefones... Mas nem por isso deixamos de ser índios, pois temos a tradição", avalia Cipassé Xavante, cacique da aldeia Wedera, na terra indígena Pimentel Barbosa, em Mato Grosso.
Cipassé trabalha para mudar essa percepção. "Trabalhamos com crianças e professores em escolas da região e damos palestras para estudantes universitários. A educação deve informar e o povo brasileiro não sabe, não tem informação. Esse é um exemplo de troca".
O que é ser índio?
No Brasil, índio é aquele que preservou um sentido de comunidade e de lealdade a um passado mítico, "que não é necessariamente um passado histórico", afirma Mércio Gomes, antropólogo e ex-presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), onde ficou de 2003 a 2007.
"Nos EUA, é índio quem tem 1/124 de sangue indígena. Na Bolívia, essa questão é um pouco semelhante ao Brasil, e ser identificado como índio depende de especificações e preservações de características comunitárias", explica. Para Mércio, o modo de ser dos povos brasileiros está extremamente conectado com a relação que estabelecem com a terra.
A líder indígena e socióloga Azelene Kaingang, do Paraná, concorda e questiona a visão que não-indígenas têm do território. "A sociedade em geral pensa na terra com a visão do valor monetário: quanto vale a terra para compra e venda? Para os povos indígenas, a terra é a referência de identidade".
Formada pela PUC do Paraná e funcionária da Funai em Brasília, sempre que pode vai à aldeia e pretende, em breve, voltar para ficar de vez. Ao definir o índio no Brasil hoje, dá a seguinte declaração: "Ser índio no Brasil é se sentir pequeno, se sentir diminuído frente aos direitos dos cidadãos brasileiros. Somos sujeitos de juízo e de pensamento. Isso é história, não é passado. Estamos sofrendo um processo de recolonização." Azelene refere-se ao julgamento da demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol no Supremo Tribunal Federal (STF), em 19 de março desse ano, que culminou na determinação de 19 condicionantes para novos processos de regularização fundiária. Uma vida plena de sentidos.
"Não vejo porque é tão difícil para a sociedade entender os povos indígenas. É como a poesia de Cecilia Meireles: Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda..."
Muitos índios têm um nome "branco" e um indígena. O sobrenome, muitas vezes, identifica a etnia a qual pertencem. Assim, Azelene é da etnia Kaingang, do Paraná, e Cipassé, Xavante de Mato Grosso.
» Mesmo que pareça estranho, uma convenção da Associação Brasileira de Antropologia estabelece que não se faz uso de plural para nomes de etnias. Portanto, falamos em "os Suruí".
» Segundo dados oficiais da ONU, são cerca de duas mil etnias e 370 milhões pessoas que se consideram indígenas no mundo.
» Atualmente, as terras indígenas compõem cerca de 13% do território nacional.
seiva de toda a terra (e _________________ CRAVOS)

[ não há incêndios que salvem o odor do feno. estalam escamas.ardem os frutos. como golpes. cavos.]
C R A V O S._______________.
Um BEIJO inaugural. infinitamente belo
domingo, 5 de abril de 2009
em língua de gavetas
Fotografia Flor Garduñodisputas íntimas
poço
profundo em segredos
repositório
palheiro de agulhas
caixa falante
em língua de gavetas
" Cómoda ", poema de Carlos Augusto Lima ( Fortaleza 1973)
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"O Bê-á-bá dos Ciganos”
Tâmara (fotografia d`AQUI) _________________________________________________________
A notícia de uma turma exclusiva de ciganos numa escola de Barqueiros voltou a relançar a polémica sobre a melhor maneira de integrar estas crianças. Mas o debate talvez tenha passado ao lado do essencial. Quando surgiu o Rendimento Mínimo, nos anos 90, os ciganos começaram a chegar às escolas em grande número. Ninguém estava preparado; nem as escolas, nem as crianças, habituadas a uma cultura do “posso, quero e mando”. Com a crise da venda ambulante, os pais começam a aceitar, e até a desejar que os filhos tenham uma educação com futuro. No entanto, para que isso aconteça é preciso investir na educação pré-escolar e valorizar o papel dos mediadores socioculturais.
sábado, 4 de abril de 2009













