LuAs suspensas de Hagióloga ... sexta-feira, 18 de maio de 2007
No dia Internacional dos Museus, à distância de um clic ...
Marcação de visitas265 235 646
cao1.appacdm@portugalmail.pt
265 537 880
museutrabalho@iolpt
NOVO MuseoBlog
http://cao1appacdm.blogspot.com
HOJE É O DIA DOS MUSEUS ! * museando ... pelos patrimónios universais

Fotografia de Ahmet Ertug
_________________
Ahmet Ertug estudou arquitectura e graduou-se em 1974. Exerceu em Londres, Irão e Turquia. Envolveu-se com a fotografia em LOondres e tirava fotografias da vida urbana. Quando trabalhou no Irão 74/76 fotografou monumentos locais persas.
Fonte : Gi blog
quinta-feira, 17 de maio de 2007

ALAIN TOURAINE
Iguais e diferentes.
Poderemos viver juntos?
É a questão que Alain Touraine coloca neste livro
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" a cultura global de hoje já não corresponde a nenhum tipo humano, nunhuma figura emblemática, sejam mulheres ou homens, jovens ou velhos, habitantes de Nova Iorque ou de Paris, ou do Rio ou de Calcutá. A destruição das mediações sociais deixa face a face a globalização do campo cultural e a multiplicidade inultrapassável dos actores sociais. A face oculta deste multiculturalismo é o risco de encerramento de cada cultura numa experiência particular incomunicável. Uma tal fragmentação cultural levar-nos-ia a um mundo de seitas e à recusa de qualquer norma social. "
____________________________
Editor: Instituto Piaget
Colecção: Epistemologia e Sociedade
ISBN: 9727710638
Ano de Edição: 1998
N.º de Páginas: 420
Dimensões: 16 x 23 x 3 cm

Du’a Khalil Aswad _
SUPERLATIVA COM (PAIXÃO)
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Uma mulher, Fernanda Cancio, do blogue gloria facil
quarta-feira, 16 de maio de 2007

____________________________________________________________________
Perguntei-te: o que é isso do amor, e tu meteste-me
uma mão entre as pernas e perguntaste: sentes?
E eu corei e disse que ali não, que estávamos no meio do café
e removi a tua mão quente de entre as pernas que apertei
com força - com vergonha. Rias-te e dizias enfim
que o amor era quando eu tinha sangue ali, quando
eu tinha sangue no dentro de mim mas que não
me pertencia. Eu pensei que não queria uma resposta
metafórica, pensei alto sem que ouvisses enquanto
levavas à boca a chávena de design moderno cheia
de chá até quase entornar. Os teus lábios aquecendo
do chá que ferve mostram também um sangue, penso,
e inclino-me sem metáforas para tocar com os meus dedos
a tua boca. Perguntei-te o que é isso do amor e tu disseste:
é cisnes, e fechaste em torno de mim as pernas e os lábios
e amámo-nos, e aquecemos o mundo todo,
tecido orgulhoso de líquidos. Depois, no fim, vestimo-nos e
olhámos o amor a ir-se embora nos dígitos encarnados
do relógio de cabeceira.
.
poem by groze
uma mão entre as pernas e perguntaste: sentes?
E eu corei e disse que ali não, que estávamos no meio do café
e removi a tua mão quente de entre as pernas que apertei
com força - com vergonha. Rias-te e dizias enfim
que o amor era quando eu tinha sangue ali, quando
eu tinha sangue no dentro de mim mas que não
me pertencia. Eu pensei que não queria uma resposta
metafórica, pensei alto sem que ouvisses enquanto
levavas à boca a chávena de design moderno cheia
de chá até quase entornar. Os teus lábios aquecendo
do chá que ferve mostram também um sangue, penso,
e inclino-me sem metáforas para tocar com os meus dedos
a tua boca. Perguntei-te o que é isso do amor e tu disseste:
é cisnes, e fechaste em torno de mim as pernas e os lábios
e amámo-nos, e aquecemos o mundo todo,
tecido orgulhoso de líquidos. Depois, no fim, vestimo-nos e
olhámos o amor a ir-se embora nos dígitos encarnados
do relógio de cabeceira.
.
poem by groze
terça-feira, 15 de maio de 2007
Barbara - Ma Plus Belle Histoire d'Amourj'ai calmé ma violence,
Ma plus belle histoire d'amour, c'est vous,
Les temps d'hiver et d'automne

A Dúvida, a Solidão, logo...
a Escrita
_______________________________
Na vida, chega um momento - e penso que ele é fatal - ao qual não é possível escapar, em que tudo é posto em causa: o casamento, os amigos, sobretudo os amigos do casal. Tudo menos a criança. A criança nunca é posta em dúvida. E essa dúvida cresce à sua volta. Essa dúvida, está só, é a da solidão. Nasce dela, da solidão. Podemos já nomear a palavra. Creio que há muita gente que não poderia suportar o que aqui digo, que fugiria. Talvez seja por essa razão que nem todos os homens são escritores. Sim. Essa é a diferença. Essa é a verdade. Mais nada. A dúvida é escrever. É, portanto, também, o escritor. E com o escritor todo o mundo escreve. É algo que sempre se soube. Creio também que sem esta dúvida primeira do gesto em direcção à escrita não existe solidão. Nunca ninguém escreveu a duas vozes. Foi possível cantar a duas vozes, ou fazer música também, e jogar ténis, mas escrever, não. Nunca.
Marguerite Duras, in 'Escrever'
_______________________
(*) Um "meme" é um " gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma".
Resposta aos estimulantes Desafios de Lauro António e de "M"
que passo a TODOS os que por aqui passarem ...
sei que estou a "subverter" as leis da cadeia "meme" , mas hoje resolvi abrir as portas. Escancarar a janela. Atirar o caderno ao ar e deixar voar as folhas soltas.
Vê-lo rodopiar e cair no chão, meio desfeito. Desalinhado.
__________
Caderno em revisão. Levantado do chão ? Veremos ...

" objecto não é a verdade de absolutamente nada. O conservador escolhe, pressiona o objecto que deseja pôr em evidência, recorrendo para isso à "vitrinificação": a vitrina não será ela própria um objecto santificador? Depois, coloca a vitrina em cima de um plinto, embeleza-a, decora-a, adapta-lhe uma iluminação adequada, coloca no interior outro plinto acompanhado por uma etiqueta virgem, que simbolizará através do olhar que incide sobre o objecto, quando este se mediatiza num lugar de exposição privilegiada: o Museu-Templo."
Jacques Hainard
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Dos Açores sopram ventos de poesia ... a maresia dos museus


Recebi hoje esta Agenda Cultural 2007 editada pelo Museu de São Jorge, nos Açores e fiquei encantada ! É portátil, bonita e eficiente. Divulga a oferta museológica e apela aos nossos sentidos ...
Li, reli e senti-me impelida a telefonar para aVírginia Reis, directora do Museu de São Jorge para a felicitar e pedir-lhe que me autorizasse a divulgar, nas folhas do caderno, tão interessante e diversificada programação museológica. A Qualidade em MUSEUS é isto ! São actividades, espaços, pessoas, acervos, eventos e, sobretudo bons ventos que não nos deixam indiferentes ... que nos interpelam ! Que nos apetecem ... aos quais não resistimos. Os museus que nos servem são aqueles que apelam à nossa participação no reconhecimento dos patrimónios e das memórias de que todos somos feitos.
__________________
Os MUSEUS estarão em festa no dia 18 de Maio. Aproveite para visitar, conhecer e apoiar os museus portugueses.
________________________
domingo, 13 de maio de 2007
Este(S) DRAMA (S) atormenta(m)-me ...
______________________________
Caro Lauro, assino por baixo !
Neste momento tão doloroso para estes e para todos os pais que viram desaparecer os filhos vai a minha incondicional solidariedade.
Agora, de nada vale fazer juízos de valor ... o horror já aconteceu!
Este é um drama que me tem feito sofrer.
Sei que os media, vendem tudo e enriquecem sobretudo com o RISO, as LÁGRIMAS.
Só nos mostram o que querem e nós só choramos com o que nos mostram.
Manipulam os nossos sentimentos e exploram a nossa atenção. Este caso é disso exemplo ... outros não tiveram a mesma atenção. Mas ainda bem que este teve a atenção devida!
Espero que esta menina apareça ! Espero mesmo !
____________________________
Isto é um desespero ! Um desespero e um dó de alma ...
Confesso que me desespera este caso de abandono !!! Concordo contigo ... Como é possivel sair para um jantar "romântico" em férias e deixar três crianças num quarto de Hotel. É bárbaro !!! Já ouvi "desculpas" do tipo - a relacção parental nestas culturas é diferente da nossa. As crianças são muito mais independentes.
A isto chama-se comodismo !
Uma treta para justificar a incúria ... abandono é igual em qualquer língua, em qualquer cultura, em qualquer condição ! É uma questão de sobrevivência. De protecção da vida ...
É uma lei do reino animal !
Há predadores. Sempre houve. Todos sabemos ...
As mães, em condições normais, não abandonam as crias ! É lamentável ... (eu sei que esta competência é de pais e mães) ... mas as mães, senhores ! Com essas perigosas "leoas"por perto ninguém ousa contra os filhos ! Ninguém se atreve ... ninguém.
Não deixem os filhos sóZinhos ...
Isto faz-me uma aflição !
Levem-nos para os restaurantes ou então, fiquem em casa e façam um jantar de panquecas com doces que eles adoram.
Sózinhos é que NÃO !
Peço a ____________ todas as forças, a todas ____________que a menina apareça *
A Terra por vezes é tão GRANde e com BURacos tão escuros ...
( * ) " meme " again ...

Para Quê e Porquê
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Vê se não insistes muito em perguntar porquê ou para quê, se não queres ficar paralítico. Porque a maior grandeza da vida tem o valor nela própria e não fora dela. Não se pode justificar a vida senão nela. Ou a luz. Ou a fraternidade humana. Ou a justiça. E o mais assim. E é o que é indiscutível que pode fundar um comportamento e uma razão de se estar vivo. É fácil ainda inventar ou ter razões para se atentar contra o que é indiscutível. Porque se é indiscutível, não se pode discutir. E se se discute, o valor deixa de existir. Toda a cultura ou civilização assenta em pressupostos que não exigem uma demonstração e permanecem assim no intocável que é seu. Eis que no nosso tempo, como em nenhum outro, o fundamental para a vida se determina pela negação. A arte foi como sempre o grande arauto da nossa terra queimada. Negar. Destruir. Porque tudo se contamina da possibilidade de negação. Das artes e as letras ao comportamento social. E curiosamente a mais manifesta negação é a que se refere ao tabu sexual. E o que mais se destaca aí é o uso a frio das maiores obscenidades. E o que mais se evidencia nisso é a redução do acto amoroso ao que nele é animal. Tudo o que se refere à nossa animalidade tem um duplo vocabulário segundo exprime aí elevação e baixeza. Utilizar friamente a obscenidade é reduzir o mais alto ao mais baixo, para que o bode o cão ou o cavalo afirmem a sua razão de ser contra a razão de ser humano. O nosso tempo exige não ter tabus. É a forma de exigir que se seja cavalo ou bode.
Vergílio Ferreira, in "Escrever"
Publicado AQUI
_____________________
(Co)respondo assim, com uma reflexão de Vergílio Ferreira, o príncipe das letras, ao desafio de Frémitos (blogArte Clara Hall)
(*) Um "meme" é um "gen ou gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma. Simplificando: é um comentário, uma frase, uma ideia que rapidamente é propagada pela Web, usualmente por meio de blogues. O neologismo "memes" foi criado por Richard Dawkins dada a sua semelhança fonética com o termo "genes".
e passo-o a :
intruso (arteblog)
Diário de um Sociólogo (blog C.Serra)
Fábricas - Museu (blog)
O que cai dos dias (blogLiteratura)
Paixões & Desejos (blogCinema)
O Vestido
No armário do meu quarto escondo de tempo e traçameu vestido estampado em fundo preto.
É de seda macia desenhada em campânulas vermelhas
à ponta de longas hastes delicadas.
Eu o quis com paixão e o vesti como um rito,
meu vestido de amante.
Ficou meu cheiro nele, meu sonho, meu corpo ido.
É só tocá-lo, volatiza-se a memória guardada:
eu estou no cinema e deixo que segurem a minha mão.
De tempo e traça meu vestido me guarda.
_____________
Adélia Prado
E ... o vestido NESTE armário
sábado, 12 de maio de 2007
(*)

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(*) Um "meme" é um " gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma".
resposta ao desafio da Gi"
resposta ao desafio da Gi"
______________________
"É o sofrimento, e só o sofrimento , que abre no homem a compreensão interior." (Gandhi)
_____________________________
__________________________________________________________
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Com a solenidade, antiguidade e mistério do Potlatch
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Reenvio ...
De:
Emilia Margarida Marques
Enviado:
sexta-feira, 11 de Maio de 2007 13:35:50
Assunto:
[Fwd: Goethe-Institut: mês de Maio dedicado à Antropologia]
-------- Original Message --------
Subject: Goethe-Institut: mês de Maio dedicado à Antropologia
Date: Fri, 11 May 2007 12:52:26 +0100
From: "CEAS - Isabel Cardana" Informamos que durante o mês de Maio,
no âmbito do programa
"Delicatessen - Cultura de Cinema digital",
o Goethe Institut em
Lisboa apresenta 3 filmes digitais
dedicados ao tema "Antropologia".
Esta iniciativa conta com o apoio institucional do CEAS. Quem estiver
interessado em assistir gratuitamente a cada uma das sessões deve
informar o secretariado do CEAS com antecedência, por e-mail (o preço de
cada bilhete para o público em geral é de 1,50 euros).
Mais informações:
http://www.goethe.de/ins/pt/lis/prj/del/spl/lis/m07/ptindex.htm
************************************************************************
16.05.2007, 19.00h
Shutka - Cidade dos Roma
de Aleksandar Manic, CZ, SCG 2005, 79 min.
Goethe-Institut Lissabon
Distando apenas 15 minutos de carro de Skopje, a capital da Macedónia, a
povoação Shutka é considerada a capital não oficial dos Roma. uma cidade
que parece ter nascido de um filme de Kusturica – cheia de rituais
estranhos, situações grotescas e figuras burlescas. Por isso mesmo, o
nosso cicerone não é nem mais nem menos do que o Dr. Koljo (Severdzan
Bajram), que muitos conhecem do filme de Kusturica “GATO NEGRO, GATO
BRANCO”. É ele que nos apresenta os seus comerciantes ricos, os
jornaleiros pobres, os caçadores de vampiros e dervixe. A narrativa em
estilo documentário mistura-se aqui com verdadeiros “desempenhos”
teatrais por parte dos habitantes da povoação e surge-nos assim um
retrato muito especial e único de um espantoso pedaço de terra perdido
no mapa e dos seus incríveis habitantes.
23.05.2007, 19.00h
The Swenkas
de Jeppe Ronde, DK 2004, 72 min.
Goethe-Institut Lissabon
Eles são fazendeiros e trabalhadores na actual África do Sul. Mas ao
fim-de-semana, quando a Staturday Night Fever se apodera deles, despem
os macacões sujos e vestem os seus trajos de gala. Com outfits
absolutamente “estilosos” apresentam-se então em Joanesburgo para
competirem numa passagem de modelos masculina. Os SWENKAS, como se
intitulam a si próprios estes artistas da transformação, celebram com
enorme orgulho o seu culto exclusivo. Com os seus fatos de designers
famosos, como Pierre Cardin ou Carducci, chiques camisas e gravatas de
seda, sapatos de verniz impecavelmente limpos e chapéus elegantes, os
SWENKAS posam e evoluem perante um júri que não só avalia o seu
vestuário, como também a sua perfomance na passerelle.
24.05.2007, 19.00h
Pégadas no gelo
de Staffan Julén, SWE, DK 2006, 79 min.
Goethe-Institut Lissabon
Robert E. Peary foi o primeiro explorador a chegar ao Pólo Norte. Em
1897 levou seis esquimós para Nova Iorque, onde foram exibidos aos
"curiosos", enquanto ele próprio vivia uma vida dupla na Gronelândia com
uma outra mulher. O único sobrevivente deste grupo de esquimós foi o
jovem Minik - o que é feito dele? O bisneto de Robert Peary segue as
pistas do passado e narra, ao mesmo tempo, uma história sobre a ambição
por detrás da exploração e da sua discrepância cultural.
+-----------------------------------------------
Centro de Estudos de Antropologia Social (CEAS)
Ed. ISCTE, Av. Forças Armadas
1600-083 Lisboa
PORTUGAL
Tel: +351 21 790 39 17
Fax: +351 21 790 39 40
Url: www.ceas.iscte.pt
Emilia Margarida Marques
Enviado:
sexta-feira, 11 de Maio de 2007 13:35:50
Assunto:
[Fwd: Goethe-Institut: mês de Maio dedicado à Antropologia]
-------- Original Message --------
Subject: Goethe-Institut: mês de Maio dedicado à Antropologia
Date: Fri, 11 May 2007 12:52:26 +0100
From: "CEAS - Isabel Cardana" Informamos que durante o mês de Maio,
no âmbito do programa
"Delicatessen - Cultura de Cinema digital",
o Goethe Institut em
Lisboa apresenta 3 filmes digitais
dedicados ao tema "Antropologia".
Esta iniciativa conta com o apoio institucional do CEAS. Quem estiver
interessado em assistir gratuitamente a cada uma das sessões deve
informar o secretariado do CEAS com antecedência, por e-mail (o preço de
cada bilhete para o público em geral é de 1,50 euros).
Mais informações:
http://www.goethe.de/ins/pt/lis/prj/del/spl/lis/m07/ptindex.htm
************************************************************************
16.05.2007, 19.00h
Shutka - Cidade dos Roma
de Aleksandar Manic, CZ, SCG 2005, 79 min.
Goethe-Institut Lissabon
Distando apenas 15 minutos de carro de Skopje, a capital da Macedónia, a
povoação Shutka é considerada a capital não oficial dos Roma. uma cidade
que parece ter nascido de um filme de Kusturica – cheia de rituais
estranhos, situações grotescas e figuras burlescas. Por isso mesmo, o
nosso cicerone não é nem mais nem menos do que o Dr. Koljo (Severdzan
Bajram), que muitos conhecem do filme de Kusturica “GATO NEGRO, GATO
BRANCO”. É ele que nos apresenta os seus comerciantes ricos, os
jornaleiros pobres, os caçadores de vampiros e dervixe. A narrativa em
estilo documentário mistura-se aqui com verdadeiros “desempenhos”
teatrais por parte dos habitantes da povoação e surge-nos assim um
retrato muito especial e único de um espantoso pedaço de terra perdido
no mapa e dos seus incríveis habitantes.
23.05.2007, 19.00h
The Swenkas
de Jeppe Ronde, DK 2004, 72 min.
Goethe-Institut Lissabon
Eles são fazendeiros e trabalhadores na actual África do Sul. Mas ao
fim-de-semana, quando a Staturday Night Fever se apodera deles, despem
os macacões sujos e vestem os seus trajos de gala. Com outfits
absolutamente “estilosos” apresentam-se então em Joanesburgo para
competirem numa passagem de modelos masculina. Os SWENKAS, como se
intitulam a si próprios estes artistas da transformação, celebram com
enorme orgulho o seu culto exclusivo. Com os seus fatos de designers
famosos, como Pierre Cardin ou Carducci, chiques camisas e gravatas de
seda, sapatos de verniz impecavelmente limpos e chapéus elegantes, os
SWENKAS posam e evoluem perante um júri que não só avalia o seu
vestuário, como também a sua perfomance na passerelle.
24.05.2007, 19.00h
Pégadas no gelo
de Staffan Julén, SWE, DK 2006, 79 min.
Goethe-Institut Lissabon
Robert E. Peary foi o primeiro explorador a chegar ao Pólo Norte. Em
1897 levou seis esquimós para Nova Iorque, onde foram exibidos aos
"curiosos", enquanto ele próprio vivia uma vida dupla na Gronelândia com
uma outra mulher. O único sobrevivente deste grupo de esquimós foi o
jovem Minik - o que é feito dele? O bisneto de Robert Peary segue as
pistas do passado e narra, ao mesmo tempo, uma história sobre a ambição
por detrás da exploração e da sua discrepância cultural.
+-----------------------------------------------
Centro de Estudos de Antropologia Social (CEAS)
Ed. ISCTE, Av. Forças Armadas
1600-083 Lisboa
PORTUGAL
Tel: +351 21 790 39 17
Fax: +351 21 790 39 40
Url: www.ceas.iscte.pt
Hoje, num virar de esquina, encontrei a Luísa Perienes Ficámos a conversar de gatos, de atavios, das burocracias que atrasam este país, dos filhos, das nossas vidas desencontradas e dos trabalhos de Sísifo que nos "gastam" os dias ...Sempre andando, fomos conversando com o Sado à vista, atalhando pelas escadinhas que descem das Fontaínhas e ... já na avenida (Luísa Todi), sob o sol do meio-dia, no momento em que cada uma seguiria o seu destino, perguntei-lhe :
então e a escultura, Luísa ?
Aí, ela parou, com um brilho nos olhos, e disse-me " Olha, estou a fazer o Gomes Leal para o Jardim dos Poetas !
Fiquei contente por rever a Luísa e por saber que o Gomes Leal vai ficar em tão boas mãos ...
Despedimo-nos ...
Luísa, quando o "teu" Gomes Leal estiver lá, no Jardim dos Poetas , avisa-me !
____________________________________
Alucina-me a cor! – A rosa é como a Lira,
a Lira pelo tempo há muito engrinaldada,
e é já velha a união, a núpcia sagrada,
entre a cor que nos prende e a nota que suspira.
_________________
Se a terra, às vezes, brota a flor, que não inspira,
a teatral camélia, a branca enfastiada,
muitas vezes, no ar, perpassa a nota alada
como a perdida cor dalguma flor que expira...
___________________
Há plantas ideais de um cântico divino,
irmãs do oboé, gémeas do violino,
há gemidos no azul, gritos no carmesim...
________________________
A magnólia é uma harpa etérea e perfumada,
e o cacto, a larga flor, vermelha, ensanguentada,
– tem notas marciais, soa como um clarim.
___________________________________
Gomes Leal
"Claridades do Sul"
quinta-feira, 10 de maio de 2007

Onde está esta criança, meu Deus ?
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=806592&div_id=3210
______________________
domingo, 6 de maio de 2007
Nunca esquecerei este filme ...

interpretado por Maksim Munzuki
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Uma grande lição de vida ...
_____________________
Uma história de sobrevivência que nos mostra que aquilo que julgamos saber e nos confere supremacia, se pode tornar completamente inútil num meio onde desconhecemos o essencial para sobreviver. A relatividade do conhecimento, os sistemas de valores, os códigos de comunicação ... o limite, onde SER HUMANO é interajuda e confiança mútua. Onde SER HUMANO é o essencial - onde SER HUMANO é tudo aquilo que esquecemos ... e que, no limite, se revela primordial.
__________________
Um filme inesquecível ... que vi um dia, por acaso, no escuro de umas das salas do mítico "Quarteto", situado na Rua Flores do Lima, junto à Avenida dos Estados Unidos da América, onde várias vezes me refugiava quando, ainda estudante de Sociologia no ISCTE, fazia gazeta a certas aulas menos . . . enfim , não me arrependo. Vi filmes tão bons ! Que saudades do QUARTETO e das suas quatro salas de belíssimo cinema.
sábado, 5 de maio de 2007
Às voltas com os livros ...
__________________________
Resolvi arrumar as estantes. Pôr ordem no caos destas prateleiras. Mas ... é tão difícil ! Tento ganhar espaço para os novos livros, para as recentes aquisições, que se vão amontoando nos sítios mais impróprios.
____________________
No quarto, à cabeceira, em pirâmide, misturados com os colares e pulseiras, estão "aqueles" livros, lidos e relidos, que me contam histórias ao deitar, no WC as revistas de consumir e deitar fora, na sala de jantar os que vou consultando, à pressa, entre refeições, à laia de aperitivo para uma jornada de trabalho. Catálogos práticos e utilitários, sempre à mão, em cima do guarda-louça, com vontade de saltar para a mesa, em sã convivência com os pratos, as colheres, as facas e os garfos ...
_______________
Outros, mais acomodados, mais bibliotequizados, ganharam, há muito, estatuto de prateleira. Perfilam-se em pose de livro "sério", no comboio das estantes, corredores fora, até à sala de estar, paredes meias com cêdês, dêvêdês e outros ês ...
Fazem parte da paisagem doméstica ... da quietude dos dias lidos e vividos.
O que os distingue da pose tecnocrática dos livros perfilados em bibliotecas públicas é que estes (os domésticos), nunca estão sózinhos nas estantes.
Fotografias, programas de espectáculos, canetas, tinteiros, papel de carta, pequenas esculturas, caixas e caixinhas, defumadores, conchas, salvas de prata que lembram historias antigas de casamentos e baptizados, brinquedos de outros tempos, chaves de gavetas esquecidas, velas, incensos e ... um sem número de memórias, evocam diálogos animados com os livros amados, sempre acompanhados ...
______________________________
Remexer nas estantes é sempre prazeroso e demorado. Vou continuar devagar, por etapas ... prefiro perder tempo a perder a oportunidade de reler (ou revisitar ) livros que são objectos de culto. Que valem pelas palavras e pelas memórias que evocam.
______________________________
Está neste caso um livro, meio adormecido (estantizado), que me saltou para o colo e me reclamou, tantos anos depois, algumas linhas neste caderno. Um lugar nobre na blogribalta.
_______________________________________________________
Trata-se do romance " Imitação do prazer "de casimiro_brito , prefaciado por Maria Lúcia Lepecki, da Moraes, editada em 1979 (2ª edição), comprado na CDL por 350$00 (preço a lápis)
__________________________________________________________
" Deitado sobre o meu passado obcecava-me um só projecto: deixar-me possuir pelo acto ambicioso de reinventar o mundo em volta; abandonar-me ao teu fogo, procurar em ti o centro do meu universo. Abria-se diante de mim uma árvore inteirament nova, um jogo obcessivo de que eu não conhecia a mais elementar das regras.
______________________
Precisava, sim, de um pouco de coragem (falo aqui da violência com que desvastamos, e que nos desvasta um corpo muito amado; da violência, ou não, bastante para incendiando-o, a esse corpo como desamado, o não destruir), ou da coragem de quem capitula, sem condições, perante o mais obscuro dos inimigos, olhos nos olhos, as mãos, os ossos, a atenção infinitamente desperta, enquanto aguarda o momento de o dominar, a esse corpo, ou ao tempo, de o transformar na única linguagem possível, rigor, dominação, disponibilidade: única linguagem possível entre amantes.
_______________________
E sobre todas estas sensações, a mais obscura delas: o desejo de não te perder." (pag 67)
___________________________________________________
Neste reencontro com Casimiro de Brito, deambulei virtualmente em busca de outras letras e de territórios literários próximos que me conduziram, como seria de esperar, a António Ramos Rosa e ao
quinta-feira, 3 de maio de 2007
MINHA CARTA
Tom Zé no Auditório Ibirapuera
_________________________________
Eu preciso mandar notícias
pro coração do meu amor
me cunzinhar
pro coração do meu amor
me refazer
me sonhar, me ninar, me comer,
me cunzinhar
como um peru bem gordo
me cunzinhar
como um garrote arrepiado
um casal de pombas
que saiu da sombra.
_______________________________
Me cunzinhar
como um bezerro santo
canário preso
pra limpar o canto
luxa no alpiste
mas o trinado é triste.
_____________________________________
Eu escrevo minha carta
num papel decente
quem se sente
não economiza
martiriza
Martiriza o pensamento
eu digo no papel
que o anel
no anel do pensamento
andei duzentas léguas
minha égua minha égua
esquipando o peito me sacode,
cada golpe.
__________________________________________
Nesse golpe do galope
que o envelope engole
cada gole
da lembrança
vale um tesouro
é besouro
que se bate
sempre na vidraça
quando passa
quando passa em pensamento
volta na saudade
toda tarde.
________________________________________
Eu preciso mandar
mandar notícia.
____________________________
Ai, ai, ai, ui (repete)
______________________
Tom Zé
( ... )" cada homem é sózinho a casa da humanidade "

MUSEUS E PATRIMÓNIO UNIVERSAL
Somos todos universais ...
"unimultiplicidade" - conceito, imagem poética ? Segundo Tom Zé é por onde o futuro tem caminho ... então vamos lá tentar.
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http://www.revistamuseu.com.br/default.asp
quarta-feira, 2 de maio de 2007
CADERNOS DE CAMPO ...

“Este livro é a edição sem retoques dos meus diários de campo nas duas expedições que fiz, entre 1949 e 1951, às aldeias dos Urubus-Kaapor. Eu tinha, então, 27 anos, o vigor, a alegria e o elã dessa idade, de que tenho infinitas saudades. Enfrentava sem medo marchas de mil quilômetros, temporadas de dez meses (...). Meus diários são anotações que fiz dia-a-dia, lá nas aldeias, do que via, do que me acontecia e do que os índios me diziam. Gastei nisso uns oito grossos cadernos, de capa dura, que ajudava a sustentar a escrita. Porque índio não tem mesa. Muitas vezes escrevia sobre minhas pernas ou deitado em redes balouçantes. Você imaginará a letra horrível que resultava disso”. Assim começava o mais recente livro de Darcy Ribeiro, “Diários Índios”, uma bela edição, mais de seiscentas páginas com dados de campo, relatos das viagens e seus incidentes, descrições de ritos, desenhos, fotos, diagramas de parentesco e até rabiscos feitos pelos próprios índios.

Recebi mais TRÊS nomeações que me encheram de vaidade. Uma veio do sempre atento e amigável Lauro António , uma grande Avenida da blogesfera por onde passo diariamente, outro da Ana Paula que descobri (ou que nos descobrimos) recentemente, e que nos recebe com uma música linda ... e conteúdos sempre renovados. Por fim (the last but not the least !) a nomeação da isabel mendes ferreira PIANO , visita diária, uma amiga poeta ... um blog que é uma (des)concertante galeria de artes e emoções.
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Elevada honra. Obrigada a TODOS ... fico grata mas inquieta !
Sou tão curiosa ...
Fazer pensar ! Pensar em quê ?
O que é isso de fazer pensar ?!
Será qualquer coisa como blogo logo penso ?
Ou pensemo-nos blogando ...
Ou pensemos que nos pensamos ... naquela
ilusão leda e cega dos "pensadores" virtuais ...
dos pensantes pós-modernos.
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E agora ?
Não gosto de "cadeias" de espécie nenhuma, mas não quero ser ingrata, quebrar os elos da corrente ...
________________________________________________________________________Vou nomear 5x3=15 blogs em que penso, para além dos que AQUI nomeei inicialmente :
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Porque HOJE é HOJE ... e a arte é de sempre

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Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acbou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acbou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
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Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
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Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
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" Construção "
Chico Buarque
segunda-feira, 30 de abril de 2007
voos rasantes ...

sabiam-se de sal e ossos intactos vários dentro de muros desenhados a lábios e a tempos invisíveis. eram muitos e outros a cada encontro. aves selvagens cedendo ao impulso das sílabas como ossos.
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isabel mendes ferreira AQUI
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In Bandida (por Bandida )
Eu contribuo com
Bill T. Jones - As I Was Saying....
my way
Pintura Nicolae Maniu (Roménia)in Gi AQUI
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Pois logo a mim, tão cheia de garras e sonhos, coubera arrancar de seu coração a flecha farpada. De chofre explicava-se para que eu nascera com mão dura, e para que eu nascera sem nojo da dor. Para que te servem essas unhas longas? Para te arranhar de morte e para arrancar os teus espinhos mortais, responde o lobo do homem. Para que te serve essa cruel boca de fome? Para te morder e para soprar a fim de que eu não te doa demais, meu amor, já que tenho que te doer, eu sou o lobo inevitável pois a vida me foi dada. Para que te servem essas mãos que ardem e prendem? Para ficarmos de mãos dadas, pois preciso tanto, tanto, tanto - uivaram os lobos e olharam intimidados as próprias garras antes de se aconchegarem um no outro para amar e dormir.
Lobo inevitável
Clarice Lispector
Trecho do conto 'Os desastres de Sofia'
Lobo inevitável
Clarice Lispector
Trecho do conto 'Os desastres de Sofia'
in "Felicidade Clandestina"
Quem foi que à tua pele ...
domingo, 29 de abril de 2007
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