sábado, 24 de fevereiro de 2007

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

" O Poeta e o Sábio " (1)


Utopia


Cidade

Sem muros nem ameias

Gente igual por dentro

gente igual por fora

Onde a folha da palma

afaga a cantaria

Cidade do homem

Não do lobo mas irmão

Capital da alegria

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Braço que dormes

nos braços do rio

Toma o fruto da terra

E teu a ti o deves

lança o teu

desafio

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Homem que olhas nos olhos

que não negas

o sorriso a palavra forte e justa

Homem para quem

o nada disto custa

Será que existe

lá para os lados do oriente

Este rio este rumo esta gaivota

Que outro fumo deverei seguir

na minha rota?



José Afonso


Postado por DUARTE VICTOR no BLOGAMARGEM

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(1) Dedico, hoje, " O Poeta e o Sábio" ao intemporal José Afonso para que se mantenha vivo e desassossegue ...

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O Poeta e o Sábio


A alma exprime o natural sobrenaturalizado, isto é, dum modo original, porque a alma, oriunda de tudo, é senhora de tudo, independente. Sendo todas as coisas, é outra coisa. É todas as árvores e a Árvore. Quando se exalta e canta, num poeta, pode atingir a Divindade, vence o tempo e o espaço, as duas barreiras tenebrosas. Mas o sábio pretende observar o mundo, com uma isenção perfeita, surpreender a realidade limpa de detritos humanos, materialmente pura. Deseja aniquilar a sua personalidade criadora, em benefício do senso crítico. Conseguirá ele, um dia, isolar-se, por completo, dessa personalidade contagiosa? e, distanciado de si mesmo, falecido em si mesmo, contemplar o universo, com uns olhos de caveira inteligente?

Teixeira de Pascoaes, in 'O Homem Universal'

in Blog do Citador

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Hans-Christian Andersen, inspirou ...








Documentário de António Aleixo, realizado na sequência do programa comemorativo do 2º Centenário do nascimento do escritor dinamarquês, a partir de imagens da oficina de construcção dos materiais cénicos e do próprio espectáculo " Hans Christian Andersen - um retrato a três dimensões " criado pelo grupo "Neocirca".

Este espectáculo marcou o início da digressão da exposição em Portugal, a partir de Setúbal, no ano de 2005. A deambulação dos personagens teve lugar em ruas, largos e praças do Centro Histórico da cidade de Setúbal e no Museu do Trabalho Michel Giacometti. A exposição esteve patente ao público, durante um mês e registou perto de 3000 visitantes.

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Agradecimentos a Niels Fisher, designer dinamarquês, estudioso de Hans-Christien Andersen e empenhado divulgador da sua obra em Portugal, que dinamizou, patrocinou e comissariou a exposição que reuniu trabalhos de 15 artistas plásticos portugueses e todos os eventos de natureza cultural e artística associados, assim como a edição dos contos (tradução revista) e outros materiais- livro de divulgação da multifacetada obra do genial Andersen.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

NO MUSEU ...


Recomendo ...



Logo que acabei de editar o post " Cadela rosada ", poema de Elizabeth Bishop, veio-me à memória uma noite de teatro inesquecível, em S. Paulo, no ano de 2001, em que tive o privilégio de assistir ao monólogo " Um porto para Elizabeth Bishop ", protagonizado por Regina Braga, numa encenação notável da peça escrita pela jornalista Marta Góes sobre a poeta norte-americana Bishop quando morou no Brasil, entre 50 e 70.
Inicia-se com a chegada de Elizabeth Bishop ao Porto de Santos e ... perdemo-nos no tempo.
Deslumbrada com a representação, comprei logo, no dia seguinte, o livro, que guardo religiosamente na minha estante (comprei dois, o outro entreguei-o em boas mãos).
Para além de um retrato psicológico da escritora e uma gostosa deambulação pela sua vida afectiva, esta obra também acaba por ser um excelente retrato de época e um olhar crítico sobre o pensamento, arte, arquitectura e estrutura de poder do Brasil, em particular do Brasil Carioca.
Inspirada ... não resisti em alterar (adaptar) a parte final do programa do Seminário em Museologia que me tinha sido, honrosamente, confiado pela minha amiga Cristina Bruno que, na altura, coordenava cientificamente o Curso de pós-graduação em Museologia na USP - Universidade de S. Paulo e discuti efusivamente, com os alunos, este belíssimo texto, procurando cativar futuros museólogos a integrar os patrimónios literários e o drama na práticas museológicas.
Nunca mais parei de gostar (e de tornar a gostar ) de Elizabeth Bishop ... espanta-me como de tanta infelicidade e contrariedade nasceu uma obra tão sublime.
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One Art

The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.
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Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.
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Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.
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I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.
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I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.
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-Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.

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Elizabeth Bishop, "One Art"
Ouvir /Ver View a video clip of the Elizabeth Bishop poem "One Art".

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

O Carnaval revisitado : memórias históricas, discursos e representações



O Carnaval na Idade Média: Discursos, Imagens, Realidades
Le Carnaval au Moyen Âge: Discours, Images, Réalités
Colóquio Internacional
Colloque International

Angra do Heroísmo, Praia da Vitória 19 - 22 Fevereiro de 2007
19 - 22 Février 2007

Arrabal saíu à rua ...


assim, neste Carnaval !
Personagens " Pic-nic no campo de batalha " -TAS / Setúbal -2007

" Uma cadela no Carnaval "



Elizabeth Bishop (1911-1979)

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CADELA ROSADA
Rio de Janeiro


Sol forte, céu azul. O Rio sua.
Praia apinhada de barracas. Nua,
passo apressado, você cruza a rua.

Nunca vi um cão tão nu, tão sem nada,
sem pêlo, pele tão avermelhada...
Quem a vê até troca de calçada.

Têm medo da raiva. Mas isso não
é hidrofobia — é sarna. O olhar é são
e esperto. E os seus filhotes, onde estão?

(Tetas cheias de leite.) Em que favela
você os escondeu, em que ruela,
pra viver sua vida de cadela?

Você não sabia? Deu no jornal:
pra resolver o problema social,
estão jogando os mendigos num canal.

E não são só pedintes os lançados
no rio da Guarda: idiotas, aleijados,
vagabundos, alcoólatras, drogados.

Se fazem isso com gente, os estúpidos,
com pernetas ou bípedes, sem escrúpulos,
o que não fariam com um quadrúpede?

A piada mais contada hoje em dia
é que os mendigos, em vez de comida,
andam comprando bóias salva-vidas.

Você, no estado em que está, com esses peitos,
jogada no rio, afundava feito
parafuso. Falando sério, o jeito

mesmo é vestir alguma fantasia.
Não dá pra você ficar por aí à
toa com essa cara. Você devia

pôr uma máscara qualquer. Que tal?
Até a quarta-feira, é Carnaval!
Dance um samba! Abaixo o baixo-astral!

Dizem que o Carnaval está acabando,
culpa do rádio, dos americanos...
Dizem a mesma bobagem todo ano.

O Carnaval está cada vez melhor!
Agora, um cão pelado é mesmo um horror...
Vamos, se fantasie! A-lá-lá-ô...!
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"Cadela Rosada" (Pink Dog) é um dos últimos poemas de Elizabeth Bishop, uma americana com fortes ligações com o Brasil.
Embora concluído em 1979, "Cadela Rosada" começou a ser escrito muitos anos antes. Refere-se a um episódio famoso, de 1962, quando se denunciou que mendigos cariocas estariam sendo assassinados pelo Esquadrão da Morte, que lançava os cadáveres no rio da Guarda.
Elizabeth Bishop identifica a cadela rosada com um mendigo. E pergunta: se estão fazendo isso com seres humanos, o que não farão com uma pobre cadela sarnenta? Mas é interessante também fazer outra leitura: em inglês, bitch (cadela) é, também, prostituta. Então, muitos analistas vêem nesse animal uma metáfora da condição feminina.
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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Para reflexão ...


The Lost: A Search for Six of Six Million Daniel Mendelsohn


cena citada no recente livro de Daniel Mendelsohn, The Lost, A Search for Six of Six Million , na qual é descrita a segunda acção nazi em Bolechow, na Polónia, em 1942:



Um episódio terrível aconteceu com a senhora Grynberg. Os ucranianos e os alemães irromperam pela sua casa e encontraram-na prestes a dar à luz. As lágrimas e as súplicas dos familiares não ajudaram e ela foi levada de casa em camisa de noite e arrastada para a praça em frente da Câmara Municipal.


Ali ela foi arrastada para um contentor de lixo no pátio da Câmara, onde a multidão de ucranianos presentes dizia piadas e ria das suas dores de parto, até que ela deu à luz. A criança foi imediatamente arrancada dos seus braços, ainda com o cordão umbilical, e atirada ao ar – foi espezinhada pela multidão e ela ficou de pé à medida que sangue escorria do seu corpo, com pedaços pendurados a sangrar, e permaneceu desta forma algumas horas encostada à parede da Câmara Municipal. Depois foi com todos os outros para a estação de caminho de ferro de onde foi levada de comboio para Belzec.


encontrei esta referência no excelente blog http://ruadajudiaria.com/?cat=5 onde num post intitulado Este Holocausto será diferente se coloca a pertinente afirmação :




"No próximo holocausto não haverá cenas destas de cortar o coração, de criminosos e vítimas ensopados em sangue.

Mas será na mesma um holocausto."

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Sugestão ...






Vagueando pela net, entre dicas e escritas, encontrei um interessante blog dedicado a Dominic Aury ( Anne Desclos - 1907), autora " d’Histoire d’O ", obra- prima da literatura erótica, publicada em 1954. A vida apaixonada e apaixonante desta mulher (escritora, tradutora, editora, jornalista), vivida entre segredos, pseudónimos e clandestinidades, merece o detalhe do nosso olhar . . .

http://biodominiqueaury.blogspot.com/





Al Berto

Fotografia de Paulo Nozolino

"Sinto-me como se tivesse cegado por excesso de olhar o mundo", O Medo, pag. 261.


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007


Por sugestão do blog http://patrimonios.blog.com/ fomos pesquisar esta documentação de extrema importância para a temática em debate na próxima Tarde Intercultural, Sábado, dia 24 de Fevereiro no Museu do Trabalho Michel Giacometti.



ARQUIVO de HISTÓRIA SOCIAL

Pesquisar no campo...

Núcleo Timor
Trata-se do álbum «Colónia Portuguesa de Timor», mais conhecido por
«Álbum Fontoura», nome do governador que o mandou elaborar em finais dos anos 30, e coincidindo, então, com a permanência em Timor de uma missão geográfica e geológica, chefiada pelo geógrafo Jorge Castilho.
Contém 549 fotografias relativas a «grupos étnico-linguísticos e tipos em geral», «trajos, ornamentos, pertences e armas», «vida familiar e social», «formas de trabalho (…), arte indígena e instrumentos musicais» e «acção civilizadora e colonizadora».
Este exemplar do álbum, recuperado após Abril de 1974 pelo antropólogo, professor António de Almeida, foi depositado no AHS, pela «Família Almeida», através do Doutor Pedro Cardim.


Em 2003, foram oferecidos aos Arquivos Nacionais de Timor um fac-simile e um CD-ROM deste álbum, elaborados pelos Arquivo & Biblioteca da Fundação Mário Soares e com os apoios da OCT e ICCTI.

Ver o «
Álbum Fontoura»

Passagem de nível com guarda


"Passagem de Nível - vigiada por uma zelosa Guarda trajada com a indumentária da década de 40 (...) "
Museu Ferroviário de Lousado
Nas Antigas Oficinas do Caminho de Ferro de Guimarães







quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Amor no Museu

http://www.imultimedia.pt/museuvirtpress/port/framedestasq7.html

Concurso

O Museu Nacional da Imprensa iniciou, dia 14, a sétima edição do "Concurso de Textos de Amor originais". Uma iniciativa especial do museu para assinalar o Dia dos Namorados, e que se prolonga até dia 21. Durante a semana dos namorados, o museu está aberto à recepção de textos originais alusivos ao amor e os visitantes poderão imprimir poemas de carácter amoroso.
Como fonte de inspiração para o concurso, os visitantes do Museu poderão, durante a semana, imprimir manualmente, nos vários prelos existentes na exposição permanente "Memórias Vivas da Imprensa", as Cantigas de Amor de D. Dinis e poemas de Bocage. Podem ainda apreciar a mostra de pintura "José Saramago segundo Agostinho Santos: Pintura e Desenho" e ver Cinco desenhos originais feitos por Eça de Queirós e um busto do romancista esculpido por Rafael Bordallo Pinheiro, em 1901, na exposição "Eça em Caricatura".As mensagens concorrentes devem ser registadas num impresso próprio, disponível nas instalações daquele Museu e/ou no Museu Virtual da Imprensa.

O Centro Memória do Carnaval foi inaugurado em 4 de agosto de 2004, como parte da celebrações do 20º aniversário da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Com um banco de dados totalmente informatizado, possui o maior número de informações sobre o Carnaval Carioca. Os visitantes podem obter informações sobre desfiles das Escolas de Samba e outras manifestações carnavalescas através de mais de 20 mil itens de consulta, reunidos em impressos (livros, jornais, boletins etc), fotos, gravuras, fitas de áudio e VHS, discos de vinil, CDs e DVDs. O local dispõe ainda de uma sala de projeção, duas salas para os arquivos do Departamento Cultural e um Núcleo de Informática para consulta e organização do banco de dados.
O grande destaque do acervo são as colecções dos pesquisadores Amauri Jório e Hiram Araújo, que reúne a história das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e a do antigo Museu do Carnaval, no Sambódromo, cedida pela Prefeitura do Rio.
Localização: Avenida Rio Branco, 4/2º andar. Praça Mauá. Informações: (21) 2253 7676 ou
in Boletim eletrônico nº 138 - ano 4 - 15/02/2007 - Demu/Iphan

Revista MUSAS (nº2)

-

Turismo, o lazer e o prazer nos museus

-Relações sociais e de gênero nas instituições museológicas
-Acções educativas
-Pesquisas de públicos
-Projetos de acessibilidades e inclusão social
-Políticas públicas de cultura e dos sistemas de museus

Ensaio fotográfico sobre os públicos jovens em museus


publicaçoes@iphan.gov.br

Pelas areias de Portugal ...








Num perímetro de cem metros quadrados, numa conhecida praia a Sul, encontrámos este " concheiro " , a céu aberto, datado de inícios do sec XXI, que atesta a presença humana no local e constituí preciosa informação sobre os modos de vida, alimentação, mentalidade e estádio de desenvolvimento das populações autóctones.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007


http://www.museudapessoa.net/MuseuVirtual/home/resources/homesPublicadas/MVHM_4.html

AGORA SIM !




Agora SIM, o Estado português tem que tomar medidas para apoiar as mulheres. Garantir as condições de saude que a livre escolha impõe. Promover seriamente a educação sexual e a prevenção do aborto clandestino. Ficamos vigilantes ...
Estão de parabéns os inspirados " Gatos fedorentos " que através da arte maior, que é o humor, puseram na devida medida aqueles (aquele) que se julgam (julga) a medida de todas as coisas !
Há momentos que merecem celebração ! Há questões de príncipio das quais não nos podemos demitir ! Agora SIM !

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Movimento perpétuo


Os dias de " ir a votos " são, para mim, muito especiais. Há um misto de festa e solenidade no acto de votar. Gosto de me levantar muito cedo, ir para a rua, tomar o pulso ás pessoas, ás conversas e aos reencontros e ... ficar assim, a vadiar pelas memórias.
Cumprido o ritual, gosto de regressar a casa e ficar , numa espécie de retiro, a saborear o dia ...
Ouço agora o mestre em " movimento perpétuo " , recordo a sua imagem, em raros e prodigiosos concertos a que assisti e aguardo serenamente ...



http://www.anos60.com/portugal/carlos_paredes/



Museums, Society, Inequality” (2002)

Museums, Prejudice and the Reframing of Difference” (2006)

"
Museum Management and Marketing” (Fev 2007)

Richard Sandell pertence ao “Department of Museum Studies-Leicester University” do Reino Unido e tem desenvolvido investigação sobre o função social das organizações culturais e muito particularmente dos museus, no combate ao preconceito e às desigualdades.
Mais sobre o autor.

Destacamos:

Museums, Prejudice and the Reframing of Difference
Autor:Richard SandellPublicação: 27/10/2006
Desc. Física: 240 p.ISBN: 9780415367493ISBN-10: 0415367492

O livro estrutura-se da seguinte forma:
1. Museums and the Good Society 2. On Prejudice and Difference 3. The Visitor-Exhibition Encounter: Rethinking Media-Audience Agency 4. Museums and the Mediascape 5. Revealing Hidden Histories and Displaying Difference 6. Museums and Social Responsibility

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Sobre o Autor

(encontrei, neste interessante blog "Rua da Judiaria" um estudo sobre a temática do aborto que merece consulta)

"Exactamente com este título, publiquei aqui há quase três anos um texto do rabino Abraão Assor Z’L, líder espiritual da comunidade judaica de Lisboa entre 1941 a 1993. Na altura, as posições defendidas no texto foram bastante comentadas na blogosfera, especialmente pelo facto de, pela sua abertura, elas constituírem um dado completamente inesperado no campo religioso.
A poucos dias do referendo em Portugal, vale a pena reler esta contribuição para o debate público do tema:

O silêncio dos monges



Philip Gröning

Documentário sobre a vida no mosteiro “Grande Chartreuse”, em França.



O Grande Silêncio” é o primeiro filme sobre o ambiente vivido no interior da casa-mãe da Ordem dos Cartuxos.

Em exibição no cinema Nimas, em Lisboa

mms://streamingmedia.rr.pt/videos/12101224732b50b.wmv

SIM


CONTRA A CHAGA DO ABORTO CLANDESTINO


ouça Júlio Machado Vaz

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Olga Moraes Sarmento



'A Colecção de Autógrafos de Olga Moraes Sarmento' é o título de uma exposição patente até 10 de Fevereiro, no Museu Sebastião da Gama, em Azeitão.

A mostra, é composta por autógrafos em livros, postais e em cartas de personalidades portuguesas e estrangeiras dos séculos XIX e XX.
A colecção provém do acervo do Museu de Setúbal/Convento de Jesus, na sequência de uma doação que Olga de Moraes Sarmento fez à Câmara Municipal da sua biblioteca e colecção de arte.A exposição permite apreciar alguns dos autógrafos dessa colecção e, através deles, vislumbrar os interesses, as motivações e o meio intelectual com o qual Olga Moraes Sarmento se identificava.
Nascida em Setúbal em 1881, Olga Moraes Sarmento foi uma apreciadora da obra e do pensamento de grandes personalidades, tendo viajado muito, acabando por fixar residência em Paris.
Por isso, a sua colecção não se resume à compilação das missivas que lhe foram pessoalmente endereçadas por figuras da sua geração, incluindo também a recolha de autógrafos de figuras do meio intelectual, artístico, político e aristocrático, especialmente dos séculos XIX e XX. Destacam-se, contudo, duas cartas de outros períodos históricos: a do Marquês de Pombal e a do Rei Luís XIII de França (único pergaminho da colecção).
de terça a sexta-feira, das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00, e no sábado, das 13h00 às 19h00

"Em busca da memória feminina"

Nelida Piñon
Jornalista, Romancista, Escritora e Professora
Presidente da Academia Brasileira de Letras


Obras da Escritora Nélida Piñon e Prêmios Conquistados

http://www.netbabillons.com.br/gente/NelidaPinon/Nelida01.htm

Os artistas sabem que "as pegadas da vida se alojam na mulher, no coração feminino", defendeu ontem Nélida Piñon, na muita aplaudida conferência de abertura da 8.ª edição do Correntes d'Escritas - Encontro de Escritores de Expressão Ibérica, a decorrer até sábado na Póvoa de Varzim. Sem a memória feminina, disse a escritora, por exemplo, o "texto criador" de Homero, Shakespeare, Cervantes, Camões ou Machado de Assis ficaria incompleto. Porque foi ela, não o homem, que "ficou ao lado do leito de morte, ela aleitou, ela pariu". Uma memória ancestral, longínqua, "cujo coração ainda hoje desafia a arte, narra a história humana que nos faltava".Numa longa viagem, desde os tempos bíblicos até aos nossos dias, a autora de A República dos Sonhos, distinguida com o Prémio Príncipe de Astúrias em 2005, procurou reivindicar "a riqueza" da memória feminina que , no entanto, "não é ainda reconhecida". O mundo, referiu Nélida Piñon aos jornalistas, no final da conferência, continua a depender dos homens.A capacidade de decisão hoje no mundo, "e que tem sido um desastre, é das gravatas", sublinhou a primeira mulher a presidir à Academia Brasileira de Letras. Nélida Pinõn, apresentada por José Carlos Vasconcelos no Correntes d'Escritas, vai lançar um novo romance, em Outubro, intitulado Aprendiz de Homero. "Há muito que sirvo a literatura, visito os gregos , os persas, as civilizações gastas e dispersas", sempre em busca, "nos escombros dessas civilizações, da memória feminina".

Por Francisco Mangas » dn.artes


Lídia Jorge, Rui Zink, Manuel Freire e Sérgio Godinho são quatro dos 36 portugueses participantes na 8.ª edição de ‘Correntes d’Escritas, o encontro de escritores de expressão ibérica a decorrer, na Póvoa de Varzim, até Sábado (dia 10 de Fevereiro) e que junta 60 autores de dez países

Museu da Língua Portuguesa ...



na antiga estação ferroviária da Luz, em São Paulo.



Vejam um pouco do Museu da Língua Portugesa, em São Paulo.

in Musealogando ( clique aqui 11.11.06)

A socióloga Isa Grinspun Ferraz, directora do Museu, coordenou uma equipa composta por cerca de 30 dos maiores especialistas em língua portuguesa do país, entre eles Alfredo Bosi, Antonio Risério, Ataliba de Castilho, Yeda Pessoa de Castro (línguas africanas) e Aryon Rodrigues (línguas indígenas) e José Miguel Wisnik. Uma ampla comissão foi responsável pela elaboração de todo o conteúdo que sustenta cada módulo da exposição permanente, que contou ainda com a direcção artística de Marcello Dantas.
No rés-do-chão, entre dois elevadores panorâmicos, está a instalação da Árvore da Língua, criada pelo arquitecto e designer Rafic Farah. Em suas folhas são projetados os contornos de vários objectos e suas raízes são formadas por diversas palavras. A instalação é complementada por uma espécie de mantra, composto por Arnaldo Antunes, que brinca com as palavras "língua" e "palavra" ditas em vários idiomas. Outro ponto de interesse é a Praça da Língua, espécie de "planetário da língua", composto de imagens e áudio. Uma antologia da literatura brasileira - escolhida por José Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski -, com textos de alguns dos maiores romancistas e poetas de todos os tempos, evidencia o processo de criação na nossa língua. Textos de autores como Gonçalves Dias ou Machado de Assis vão ser misturados com letras do cancioneiro popular. A antologia é ouvida na voz de narradores como os cantores Chico Buarque e Zélia Duncan.


dn.artes

Uma exposição fascinante ...







Em 1993, o Museu do Trabalho Michel Giacometti em parceria com o Museu de Setúbal/Convento de Jesus, realizaram uma exposição intitulada " Finuras - um inventor".


Ao rever estas imagens que constam do catálogo da referida exposição, recordo com prazer as longas conversas que, na altura, tive com o Finuras (nome que adoptou e que fez dele uma imagem de marca, uma lenda viva de Setúbal ). O Finuras é uma figura que todos os setubalenses conhecem, estimam e ... em tempos, desafiavam ! Faz parte da memória colectiva e alimenta o imaginário. O Finuras é um sonhador que faz sonhar ... por isso foi tema de exposição.


O Finuras que se apresenta como "operário especializado em trabalhos não especializados" é um mestre dos sete ofícios ! Um homem de mil proezas, engenhos e artes ! Era vê-lo, há quarenta anos atrás, a enfrentar touros, por ele " hipnotizados", na Praça Carlos Relvas, em Setúbal ! Convocava plateias inteiras e a comunicação social, para assistirem a tal "façanha" e com ele viver a anunciada fábula, que nem sempre tinha bom fim ! Um dia, falando-me de afogamentos e salvamentos (e salvou a vida a muita gente!), dos segredos do fabrico de uma afamada pasta sardinha, feita num tambor de máquina de lavar roupa reciclado e de uma prodigiosa máquina de cinema a três dimensões (patenteada na América), entre outras quimeras, foi-me mostrando um rol de fotos amarelecidas que ilustravam as estórias fantásticas que ia desfiando ao meu ouvido. No meio dessas fotos, uma imagem inquietou-me ... o Finuras a fitar galinhas ! Imbuída de todo aquele imaginário, perguntei-lhe se estava, ali, a hipnotizar as ditas galinácias, ao que ele prontamente respondeu: não ! As galinhas não se hipnotizam ! As galinhas fascinam-se ... então não vê que as galinhas não têm cérebro ?! E eu que nunca tinha pensado nisso ...




O Finuras fascina ...




,

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Umbral, li e recomendo ...

Desde que li, há cerca de dois anos, " Mortal e Rosa " , editado pela " Campo das letras", rendi-me completamente à escrita genial de Francisco Umbral. Agora que vi anunciado este novo título, que ainda não li, mas que vou procurar ler brevemente, deixo aqui esta nota ... porque há livros que nos marcam e gostamos de » recomendar a um amigo




http://www.elcultural.es/

Amado siglo XX

‘El Cultural’ adelanta el nuevo libro de Francisco Umbral

Francisco Umbral publica dentro de unos días el libro de su vida. El “que tenía en la cabeza desde colegial”, como confiesa en el epílogo de Amado siglo XX (Planeta) –en el que se describe como si de su mejor personaje se tratara– que hoy anticipa El Cultural, junto al capítulo “Cuanto sé de mí” y fragmentos sobre las gentes de su siglo. Memoria y corazón y estilo al rojo vivo.
Al desnudo. Completamente Umbral.

(...)

Tuve amor y tuve amores. Todo aquello que me parecía experiencia sentimental de la vida no era sino impulso sexual y reproducción fatal de la vida humana. Es cuando ya sólo queda una tercera vía: la autocrítica. La crítica de uno mismo que no lo es verdaderamente si no se presenta como tal o se rehúye en forma de elegía. A la autocrítica hay que enfrentarse, lo diga o no lo diga Sartre, porque la autocrítica es la forma más viva de ejercer la literatura. El escritor dispone de la crítica para repasar el mundo y dispone de la lírica en forma de memoria y de elegía para repasar su vida.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Borja da Costa - Poeta timorense

poema do Borja da Costa, nascido em outrubro de 1946, em fatu-berliu, timor, militante da fretilin, poeta que procurou preservar a matriz cultural timorense nos seus poemas, sobretudo nas letras musicadas.



Um minuto de silêncio

Calai
montes
vales e fontes
regatos e ribeiros
pedras dos caminhos
e ervas do chao
calai.

calai pássaros do ar
e ondas do mar
ventos que sopram
nas praias que sobram
de terras de ninguém,
calai.

calai
canas e bambus
árvores e "ai rus"
palmeirase capim
na verdura sem fim
do prqueno Timor,
calai.

calai
calai-vos e calemo-nos
POR UM MINUTO
é tempo de silêncio no silêncio
do tempo
ao tempo da vida
dos que perderam a vida

PELA PÁTRIA
PELA NAÇÃO
PELO POVO
PELA NOSSA LIBERTAÇÃO

CALAI - UM MINUTO DE SILÊNCIO ...

(inspirado no minuto de silêncio observado aquando do içar da bandeira da Fretiin no dia 28 de Novembro de 1975. Borja da Costa lembra os que tombaram, no conflito armado com a UDT, para que a proclamção fosse possível).

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Arte de amar





Imagem
Museu erótico de Estocolmo (museu vitual)
http://
www.jarla.net/museum





Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus – ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

Manuel Bandeira

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Entre as mulheres ...

Recebi agora, por e-mail, esta foto da autoria de José Branco, envolta em palavras a condizer.

Retribuo-lhe aqui entre Tais » e cerimoniais ...

www.olhares.com/josebranco

Em fundo " Meninas Kemak" (Maliana - Timor), pintura de Maria do Rosário Tique, no Museu do Trabalho Michel Giacometti, até 7 de Abril

Tata-Mailau


http://pt.wikipedia.org/wiki/Foho_Tatamailau

O Monte Ramelau, Monte Tatamailau ou, em tétum Foho Tatamailau, é a mais alta montanha da ilha de Timor e o ponto mais alto de Timor-Leste, com 2.963 m de altitude.
A montanha localiza-se aproximadamente 70 km a sul da capital Díli no distrito de Ainaro.
É facilmente escalável em três ou quatro horas a partir de Maubisse.


Tata-Mailau

É o pico-avô da minha ilha.

Fernando Sylvan *

* http://www.instituto-camoes.pt/cvc/tempolingua/02.html

Fernando Sylvan ( Dili 1917 - Cascais 1993)

Não tenhas medo de confessar que me sugaste o sangue
E engravataste chagas no meu corpo
E me tiraste o mar do peixe e o sal do mar
E a água pura e a terra boa
E levantaste a cruz contra os meus deuses
E me calasse nas palavras que eu pensava.

Não tenhas medo de confessar que te inventasse mau
Nas torturas em milhões de mim
E que me cavas só o chão que recusavas
E o fruto que te amargava
E o trabalho que não querias
E menos da metade do alfabeto.

Não tenhas medo de confessar o esforço
De silenciar os meus batuques
E de apagar as queimadas e as fogueiras
E desvendar os segredos e os mistérios
E destruir todos os meus jogos
E também os cantares dos meus avós.

Não tenhas medo, amigo, que te não odeio.
Foi essa a minha história e a tua história.
E eu sobrevivi
Para construir estradas e cidades a teu lado
E inventar fábricas e Ciência,
Que o mundo não pode ser feito só por ti.

Fernando Sylvan *
" Mensagem do Terceiro Mundo "

* participante activo da Resistência Maubere, foi presidente da Sociedade de Língua Portuguesa, poeta, prosador, dramaturgo e ensaísta (morreu no dia de Natal)




sábado, 3 de fevereiro de 2007

"Timor Lulik" - Museu do Trabalho

M. Rosário Tique- Pintora e Antropóloga


Lúcio Sousa -Antropólogo e docente na Universidade Aberta

"Ainda o fluxo dos rituais: sobre a continuidade do processo ritual em Timor Leste"

Aspectos da inauguração da exposição.









Dia 24 de Fevereiro - Museu do Trabalho
Tarde Intercultural sobre Timor (das 15 ás 18 h )

















Marcelo Rebelo de Sousa criou um site pelo não.

Os "gatos fedorentos" responderam assim ...

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