
assim ...
só

Utopia
Cidade
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
gente igual por fora
Onde a folha da palma
afaga a cantaria
Cidade do homem
Não do lobo mas irmão
Capital da alegria
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Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
E teu a ti o deves
lança o teu
desafio
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Homem que olhas nos olhos
que não negas
o sorriso a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio este rumo esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota?
José Afonso
Postado por DUARTE VICTOR no BLOGAMARGEM
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(1) Dedico, hoje, " O Poeta e o Sábio" ao intemporal José Afonso para que se mantenha vivo e desassossegue ...
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O Poeta e o Sábio
A alma exprime o natural sobrenaturalizado, isto é, dum modo original, porque a alma, oriunda de tudo, é senhora de tudo, independente. Sendo todas as coisas, é outra coisa. É todas as árvores e a Árvore. Quando se exalta e canta, num poeta, pode atingir a Divindade, vence o tempo e o espaço, as duas barreiras tenebrosas. Mas o sábio pretende observar o mundo, com uma isenção perfeita, surpreender a realidade limpa de detritos humanos, materialmente pura. Deseja aniquilar a sua personalidade criadora, em benefício do senso crítico. Conseguirá ele, um dia, isolar-se, por completo, dessa personalidade contagiosa? e, distanciado de si mesmo, falecido em si mesmo, contemplar o universo, com uns olhos de caveira inteligente?
Teixeira de Pascoaes, in 'O Homem Universal'
in Blog do Citador





Vagueando pela net, entre dicas e escritas, encontrei um interessante blog dedicado a Dominic Aury ( Anne Desclos - 1907), autora " d’Histoire d’O ", obra- prima da literatura erótica, publicada em 1954. A vida apaixonada e apaixonante desta mulher (escritora, tradutora, editora, jornalista), vivida entre segredos, pseudónimos e clandestinidades, merece o detalhe do nosso olhar . . .
http://biodominiqueaury.blogspot.com/

http://www.imultimedia.pt/museuvirtpress/port/framedestasq7.html
Turismo, o lazer e o prazer nos museus
-Relações sociais e de gênero nas instituições museológicas
-Acções educativas
-Pesquisas de públicos
-Projetos de acessibilidades e inclusão social
-Políticas públicas de cultura e dos sistemas de museus
Ensaio fotográfico sobre os públicos jovens em museus


Sobre o Autor
Nelida PiñonOs artistas sabem que "as pegadas da vida se alojam na mulher, no coração feminino", defendeu ontem Nélida Piñon, na muita aplaudida conferência de abertura da 8.ª edição do Correntes d'Escritas - Encontro de Escritores de Expressão Ibérica, a decorrer até sábado na Póvoa de Varzim. Sem a memória feminina, disse a escritora, por exemplo, o "texto criador" de Homero, Shakespeare, Cervantes, Camões ou Machado de Assis ficaria incompleto. Porque foi ela, não o homem, que "ficou ao lado do leito de morte, ela aleitou, ela pariu". Uma memória ancestral, longínqua, "cujo coração ainda hoje desafia a arte, narra a história humana que nos faltava".Numa longa viagem, desde os tempos bíblicos até aos nossos dias, a autora de A República dos Sonhos, distinguida com o Prémio Príncipe de Astúrias em 2005, procurou reivindicar "a riqueza" da memória feminina que , no entanto, "não é ainda reconhecida". O mundo, referiu Nélida Piñon aos jornalistas, no final da conferência, continua a depender dos homens.A capacidade de decisão hoje no mundo, "e que tem sido um desastre, é das gravatas", sublinhou a primeira mulher a presidir à Academia Brasileira de Letras. Nélida Pinõn, apresentada por José Carlos Vasconcelos no Correntes d'Escritas, vai lançar um novo romance, em Outubro, intitulado Aprendiz de Homero. "Há muito que sirvo a literatura, visito os gregos , os persas, as civilizações gastas e dispersas", sempre em busca, "nos escombros dessas civilizações, da memória feminina".
Por Francisco Mangas » dn.artes
Lídia Jorge, Rui Zink, Manuel Freire e Sérgio Godinho são quatro dos 36 portugueses participantes na 8.ª edição de ‘Correntes d’Escritas, o encontro de escritores de expressão ibérica a decorrer, na Póvoa de Varzim, até Sábado (dia 10 de Fevereiro) e que junta 60 autores de dez países




Em 1993, o Museu do Trabalho Michel Giacometti em parceria com o Museu de Setúbal/Convento de Jesus, realizaram uma exposição intitulada " Finuras - um inventor".
Desde que li, há cerca de dois anos, " Mortal e Rosa " , editado pela " Campo das letras", rendi-me completamente à escrita genial de Francisco Umbral. Agora que vi anunciado este novo título, que ainda não li, mas que vou procurar ler brevemente, deixo aqui esta nota ... porque há livros que nos marcam e gostamos de » recomendar a um amigo

Recebi agora, por e-mail, esta foto da autoria de José Branco, envolta em palavras a condizer. 
Tata-Mailau
É o pico-avô da minha ilha.
Fernando Sylvan *
M. Rosário Tique- Pintora e Antropóloga

