sexta-feira, 30 de janeiro de 2009


Onde é que estão as boas notícias?




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A fotografia é de Adelino Chapa e a pergunta servida AQUI, ao balcão, da mais afinada BloGuiTe
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

____________spirits of the departed


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White doves are kept at the Yasukuni Shinto shrine, dedicated to military personnel killed during Japan's wars. They are considered to be spirits of the departed.
JAPAN. Shinto. 2000

Copyright Abbas/Magnum Photos

sábado, 24 de janeiro de 2009

A chave da Magnum na mão de Abbas. Magnífico olho de pássaro.

Abbas, Dubai International Filmfest, Dezembro 2007

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Expresso — O que distingue a Magnum das outras agências ?

Abbas — A diferença é que a agência pertence aos fotógrafos. Eu trabalhei na Sipa, na Gamma e depois na Magnum ...
Quando estava na Sipa, era o caos. Se saía em reportagem, era eu que tinha de comprar o bilhete do avião, de arranjar os filmes, tudo.
Depois fui para a Gamma. Quando partia, davam-me um cartão para o telex, o dinheiro, o bilhete do avião, a lista dos voos nos quais era possível enviar os filmes, etc. Tudo estava organizado, tudo era perfeito.

Vou para a Magnum, e é o caos total outra vez.

Mas há uma diferença: dão-nos a chave da agência.

A Magnum é uma cooperativa de fotógrafos, pertence aos fotógrafos e eles têm o controle político, digamos, sobre a agência — são eles que definem as grandes linhas, e depois há um «staff» que gere o dia a dia.
A outra grande diferença é que na Magnum os fotógrafos são sempre os donos e senhores do seu trabalho, e todos os negativos continuam a pertencer-lhes. Cada fotógrafo paga os seus filmes e as suas revelações. E a Magnum é uma agência que não pode ser comprada pelos bancos ou pelos grandes grupos industriais, como sucede com as outras.

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in Expresso/Revista 17 de Julho de 1993, pp 36-41 (versão de arquivo/extracto)
entrevista a Abbas Attar , iraniano nascido em 1944, fotógrafo da Magnum desde 1981.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

De que falam Esperanza Aguirre e César Molona ?

Esperanza Aguirre y César Antonio Molona ante el tríptico de Bacon inspirado en un poema de T. S. Elliot.

Foto: Fernando Alvarado / EFE


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La gran retrospectiva organizada cuando se cumple el centenario del nacimiento del artista en Dublín mostrará prácticamente todas las obras fundamentales de Bacon, que falleció en Madrid en abril de 1992. (...)
El planteamiento será cronológico pero al mismo tiempo se dividirá en las diferentes zonas temáticas que él trato como el estudio de los animales, los hombres, la crucifixión, el retrato o sus archivos con importante documentación. La muestra, que se extenderá por todas las salas de exposiciones temporales de la ampliación del museo, continuará con temas épicos y finalizará con los relacionados con Grecia y con las últimas obras en las que se produce una vuelta al clasicismo. El gran valor económico de las obras de Bacon ha contribuido a que ésta haya sido una de las exposiciones más difíciles de organizar.






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Fonte: elCultural.notícias
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Gostaria que minhas pinturas dessem a impressão de que um ser humano passou pelo meio delas, como uma lesma, deixando aí rastros de sua presença e resquícios da memória de eventos passados, assim como uma lesma deixa rastros de sua baba ...
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Francis Bacon
in Osborne, H. Docionário Oxford de Arte. São Paulo. Martins Fontes. 1998

terça-feira, 13 de janeiro de 2009



A plataforma inter-associativa reúne cerca de duas dezenas de associações portuguesas ligadas ao património cultural. Foi apresentada em 2008 _________________________________________________

A Declaração da PP-CULT "O património como valor estratégico e oportunidade nacional" (pdf)"O Património Cultural constitui o activo mais precioso de qualquer país, em especial dos que possuem percursos históricos mais antigos e cujos recursos naturais foram parcialmente exauridos com o tempo. Trata-se de um activo de que cada geração, presente e futura, que se deve considerar como fiel depositária e cuja amplitude transcende a esfera estritamente nacional. Cuidar e desenvolver o Património Cultural, muito mais do que uma decorrência da lei, nacional, europeia ou universal constitui, pois, um imperativo civilizacional e de cidadania."Mais de dezena e meia de associações cívicas e profissionais das diferentes áreas do Património Cultural, entre as quais a BAD, reúnem-se numa Plataforma pelo Património Cultural, destinada à defesa do património como valor estratégico e oportunidade nacional. São signatários da Declaração: AAP: Associação dos Arqueólogos Portugueses APA: Associação Portuguesa de Antropologia APA: Associação Profissional de Arqueólogos APAC: Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos APAI: Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial APAP: Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas APJSH: Associação Portuguesa de Jardins e Sítios Históricos APOM: Associação Portuguesa de Museologia APOREM: Associação Portuguesa das Empresas com Museus APPI: Associação Portuguesa para o Património Industrial ARP: Associação Profissional de Conservadores- Restauradores de Portugal BAD: Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas CPADA: Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente FAMP: Federação dos Amigos dos Museus de Portugal ICOM PT: Comissão Nacional Portuguesa do ICOM ICOMOS PT: Comissão Nacional Portuguesa do ICOMOS OA: Ordem dos Arquitectos OPRURB: Ofícios do Património e Reabilitação Urbana PROGESTUR: Associação Portuguesa de Turismo Cultural.

Porque hoje é 20, da nova era _____________ invoco Neruda


AMÉRICA, no invoco tu nombre en vano.
Cuando sujeto al corazón la espada,
cuando aguanto en el alma la gotera,
cuando por las ventanas
un nuevo día tuyo me penetra,
soy y estoy en la luz que me produce,
vivo en la sombra que me determina,
duermo y despierto en tu esencial aurora:
dulce como las uvas, y terrible,
conductor del azúcar y el castigo,
empapado en esperma de tu especie,
amamantado en sangre de tu herencia.

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Pablo Neruda

Icónico Obama


Um retrato de Barak Obama, feito pelo designer gráfico Shepard Fairey durante a campanha do então candidato democrata norte-americano, vai integrar a colecção permanente da National Portrait Gallery dos Estados Unidos. De acordo com a BBC, a galeria, sediada em Washington, adquiriu o retrato e poderá exibi-lo no a 20 de Janeiro, dia da tomada de posse de Barak Obama como presidente dos Estados Unidos.
O retrato de Obama, feito em stencil com os tons da bandeira dos Estados Unidos, foi um dos mais divulgados em 2008 por ocasião da campanha do candidato democrata à Casa Branca.
Shepard Fairey desenhou vários cartazes com o rosto do candidato e com palavras como “Hope”, “Change” e “Vote” e acabou por ser convidado pela revista Time a desenhar a capa da edição da figura do ano, dedicada a Barak Obama. A icónica imagem acabou ainda estampada em dezenas de camisolas e autocolantes durante a campanha eleitoral.Shepard Fairey, 38 anos, vive em Los Angeles, é um artista de rua, ilustrador, disc-jockey e designer gráfico.
Em 2004, juntamente com os artistas Robbie Conal e Mear One, assinou uma campanha de rua com cartazes anti-Bush e contra a guerra. São da sua autoria as capas dos álbuns “Monkey Business”, dos Black Eyed Peas, “Zietgeist”, dos Smashing Pumpkins, e “Mothership”, dos Led Zeppelin, e o cartaz do filme “Walk the Line”.Tem trabalhos nas colecções do Museu de Arte Moderna em Nova Iorque, Museu de Arte de Los Angeles e Victoria e Albert Museum de Londres.


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Fonte:

domingo, 11 de janeiro de 2009

Post 1000 !


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Jack Vettriano. pinturas


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BLOG: COMUNICAÇÃO E ESCRITA ÍNTIMA NA INTERNET, de Denise Schittine, fala de um fenómeno típico de nosso tempo. A jornalista investiga o fenómeno dos blogs, os actuais diários íntimos na internet, e faz uma pertinente observação sobre a invasão do espaço privado pelo público________________________
_____________ realmente interessante, mas como está tudo estudado e o mundo nem por isso está melhor, fecho o livro. Corro as estantes, fixo-me numa lombada fina, cinzenta, com a marca Teorema e relembro o espanto da zoologia fantástica de Borges; estórias míticas sobre "seres imaginários"; seres estranhos engendrados pela fantasia dos homens.
Falemos, então das ditas criaturas ____________________________________________
" a primeira é a estátua sensível de Condillac. Descartes professou a doutrina das ideias inatas; Étienne Bormot de Condillac, para o refutar, imaginou uma estátua de mármore, organizada e conformada como o corpo de um homem e morada de uma alma que nunca tivesse entendido ou pensado. Condillac começa por conferir um único sentido à estátua: o olfactivo, talvez o menos complexo de todos. Um cheiro a jasmim é o princípio da biografia da estátua; por um instante não haverá senão esse cheiro no universo, ou melhor, esse cheiro será o universo, que passado um instante cheirará a rosa e depois a cravo. Que na consciência da estátua haja um único cheiro e teremos a atenção; que perdure um cheiro quando cessou o estímulo e teremos a memória; que a impressão actual e a outra do passado ocupem a atenção da estátua e teremos a comparação; que a estátua perceba analogias e diferenças e teremos o juízo; que a comparação e o juízo ocorram de novo e teremos a reflexão; que uma recordação agradável seja mais viva do que uma impressão desagradável e teremos a imaginação. Criadas assim as faculdades do entendimento, as faculdades da vontade surgirão depois: amor, ódio (atracção e aversão), esperança e medo. A consciência de ter atravessado muitos estados dará à estátua a noção abstracta de número; a de ser cheiro a cravo e ter sido cheiro a jasmim, a noção do eu.
(...) A alegoria que acabamos de referir intitula-se Traité des sensations; tomo segundo da Histoire de la philosophie de Bréhier.
________ A outra criatura suscitada pelo problema do conhecimento é o animal hipotético de Lotze. Mais solitário do que a estátua que cheira rosas e que finalmente é um homem, este animal tem na pele só um ponto sensível e móvel, na extremidade de uma antena. A própria conformação proíbe-lhe, como se vê, as percepções simultâneas. Lotze pensa que a capacidade de retrair ou projectar a sua antena sensível bastará para que, o quase incomunicável animal, descubra o mundo exterior (sem a ajuda das categorias Kantianas) e distinga um objecto estacionário de um em movimento. Esta ficção (...) regista-a a obra Medizinísche Psychológie, que é de 1852."
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Jorge Luís Borges, "Dois animais metafísicos"
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Post 1000, noção abstracta de número. A de ser cheiro a cravo e ter sido cheiro a jasmim, a noção do eu. AQUI o ponto sensível e móvel. ___________________________


tranquilamente para a morte __________________


Eu próprio me condenei
verto o meu veneno quotidiano
colher após colher, engulo-o
provavelmente de manhãs
em falta depois do pôr-do-sol
ou quando os pássaros e os insectos se deitam
Com a firmeza dum homem que avança
tranquilamente para a morte
levo o veneno aos lábios
bebo-o gota a gota, e rio
a bandeiras despregadas
choro a bandeiras despregadas
assusto-me a bandeiras despregadas
Medicado com os meus venenos subo para
o trono do "Não"
estremeço enlouquecido
e abraço a minha morte quotidiana

(...)

ALI FUDAH
in Pequena Antologia da Poesia Palestiniana Contemporânea
Selecção e tradução de Albano Martins
Edições ASA, 2004



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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

cúmplice até doer


Sem palavras ...


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NESTA esquina . Obrigada MM ____________________________________

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Frio. Muito frio ...




São horas do " Portugal em directo ". Acabo de chegar a casa. Fechei a porta ao frio e, num gesto rotineiro, dirigi-me à sala. Peguei no comando e liguei maquinalmente a televisão para ouvir gente e sentir os rumores do mundo.
Seguindo a rotina, preparava-me para dar meia volta, virar as costas ao televisor, largar as botas, mudar de roupa e vingar a fome de um almoço passado em claro.
Mas ... fiquei ali perfilada, em frente ao ecran, de casaco, luvas e cachecol.
No meio da sala, de mala ao ombro, nem dei pelo tempo. Fiquei ali de pé, imóvel, a beber o entusiasmo com que alguns persistentes cidadãos, verdadeiros "heróis do mar", vencem as adversidades e nos falam da sua participação em projectos na área da cultura, investigação, arte, património, educação, urbanismo, ambiente, cidadania, imigração, que se vão concretizando por este país fora. É espantoso como brilham, nesta pantalha, as exposições, a arte, os livros, os poetas, os achados arqueológicos, os museus, a dança, os teatros, o cinema, a música e um sem número de habilidades sociais e outras engenharias. Gosto deste jornalismo de proximidade que nos aproxima das pessoas e dos seus talentos. Que nos mostra o prodígio das pequenas GRANDES coisas. Neste programa falou-se do velho almanaque Borda d`água, da renovação museológica da Casa dos Patudos, do Natal dos Ucranianos em Portugal, do calendário juliano e da tradição bizantina. Sorvo todas estas "estórias", únicas e singulares, desfiadas na primeira pessoa e ... dou por mim a rir, sozinha, ainda com as chaves na mão.
Quando vejo estes programas e olho a realidade que nos cerca, penso sempre que quem nos governa deve ter os binóculos ao contrário, colocando-nos perante a amarga evidência de que o todo não é, de todo, a soma das partes, especialmente num país onde algumas partes parecem valer pelo todo e o resto é paisagem. De olhos vendados, como cabras-cegas, continuamos à procura das razões para o nosso atraso, mas continua frio. Muito frio ...
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009


Foto Por Diogo Ramos Moreira


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“(…) mãe, ouve: eu não quero ser enterrado, é uma palavra tão feia, tão fria, tão fosca, tão fresca; ou sepultado, outra, rima com abandonado, excomungado, castrado e capado, dominado e descriminado – escravizado! – essas todas palavras e suas rimas e sinónimos, todas têm silêncio e quietez e eu quero ser lançado no mar e então ao menos terei ilusão de movimento, vou nascer outra vez embalado, baloiçado nas ondas todo o tempo e não vou ser pó, serei plâncton e vadiarei, vou andar no quilapanga por todas as praias do Mundo, mas se ficar aqui, mãe, ao menos aqui que seja aqui, na frente do mar, ao meu mar da nossa terra de Luanda”.



_____________________________________também. quero este querer aquático de Mais-velho, em "Nós, os do Makulusu", de José Luandino Vieira, pag 99.

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2009



Vem aí o novo. Nem devíamos olhar para trás mas é tão essencial a experiência da caminhada. “Quero não o que está feito mas o que tortuosamente ainda se faz” disse Clarice Lispector. Mesmo que relampejem que virão dias piores. Da clausura para o acontecer, da escuridão para o brilho, da ponte para o laço tudo é nova estrada. E no caos há que inventar novas formas de viver, regressar ao equilíbrio mesmo que dolorosamente. Não há receita ou talvez haja dentro de nós. No sopé de uma montanha imensa por escalar de um modo ou de outro toda a gente há-de lá chegar, nem que seja por arrasto. Pode-se entrar ferido mas sai-se abençoado.Para que serviremos amanhã, além de produzir para outros e sobreviver? Urgem humanos renovados. Urgem humanos com letra grande.




Com um molho de passas, o champanhe e ao som das doze badaladas brindarei aos amores da vida de um só trago.




3, 2, 1… todos felizes?




(in “Pedaços da M” ) http://newcitadel.blogspot.com/


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