quarta-feira, 30 de abril de 2008




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?

Se perguntar à Rosinha ela conta-lhe tudo e ... chora
Chora ? Sim, ela chora sempre, é por isso que lhe chamamos Rosinha.

(É a Rosinha dos olhos tristes, enrolada no sotaque suculento de um Brasil errante)

Estás triste Rosinha ? Não.
Tenho saudades ...
Tenho sede e apetece-me melancia.


Melancia ? Sim ... é tão bom, faz-me lembrar um tio que tenho em Assaí.
Vivia em Londrina, mas quando era menina ía para a fazenda, para casa dele, em Assaí.
Tenho saudades daqueles campos de melancia ...
Hectares e hectares de melancias amarelas em chão verde.



Amarelas ? Sim ... as melancias amadurecem e vão sendo viradas.
O amarelo fica para cima.
Parece que as estou a ver ... tantas, tantas, tantas até perder de vista ...
parecem campos de mulheres barrigudas ao sol.

Só me apetece chorar ... e comer melancia.

A Rosinha lá ficou ... abraçada à barriga
água na boca e lágrimas nos olhos.

Não sei se o bébé já nasceu ... mas sei que é um menino e que se vai chamar LorenZo.

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Quase Maio
Espreito AQUI Assaí, a cidade do sol nascente, à procura das melancias da Rosinha ...













sábado, 26 de abril de 2008

Québec. Maio. 2006

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A Propósito do Tema do próximo Dia Internacional dos Museus _________ reenvio este e-mail de Pierre Mayrand




De:
Pierre Mayrand (pierremayrand@sapo.pt)
Enviada:
sexta-feira, 25 de abril de 2008 23:02:36


...

Si nous n'arrivons pas nous mêmes à nous entendre sur la nature du social, du changement et de développement (toujours en rapport avec la muséologie /action muséologique) que peux t'on attendre des comités d 'ÍCOM pour apporter des propositions viables à ces paradigmes essentiels à l'insertion sociale du musée. Le muséologue y est il préparé ? L'institution est.elle prête aux changements fonctionnels et structurels que cela suppose ? Comment s'y prendrait, par exemple, un musée du costume ? Ne serait-ce pas dans le cadre des organisations régionales que se trouveraient des pistes de solution globales ? auraient 'elles le courage de s'y attaquer,ou nons dirigeons-nous une fois de plus vers une opération de bonne conscience ? Q´'en pensons-nous ? Une organisation de bonnes oeuvres, d'écrits édifiants ? J'accepte de me faire conspuer pour ces propos, main dans la patte de mon fidèle Lion. Pierre





DE L’ÉCOMUSEE AU MUSÉE-FORUM-ÁGORA SOCIAL

Touché, comme bien d’autres, par les enseignements de G.H. Rivière, par la muséographie de Per Uno Agren, par des échanges fréquents avec Hugues De Varine , je suis entraîné dans le mouvement associatif, depuis les évènements d’Avril 74, au Portugal. Parallèlement, je m’associe aux rencontres organisées par le Creusot-Montceau-les Mines , devenu un certain temps un pôle de convergence de muséologues à la recherche de “ quelque chose d’autre “ : Tous contaminés par la vague écomuséale qui déferle en France, dans les années 70, la muséologie communautaire active au Mexique, le terreau est mûr, au début des années 80 , pour une action décisive de la part de musólogues et de non muséologues contestant le système. Ce furent, coup sur coup, la creation de l’Ecomusée de la Haute-Beauce – Musée territoire, légitimisé par un article de Hugues de Varine sur “ L’Ecomusée “ (Canada, l978), des signes de mécontentement sporadiques au sein de Conférences générales de l’Icom (Mexico, Londres), la convergence spontanée de “ nouveaux muséologues “ au Québec (1984), puis au Portugal , en 1985, pour la fondation du mouvement. La référence à la Déclaration de Santiago du Chili (1972) devient le prétexte de légitimisation auprès de la communauté muséale internationale des partisans du changement qui ,étonnament, recevra l’aval de l’Exécutif de l’ICOM sous forme d’une organisation affiliée: On découvre l’ampleur historique et territoriale des principes qui régiront çle mouvement à travers la révélation des expérioences des deux continents Américains., un fil d’Arianne qui n’a rien de linéaire, dont les tenants et aboutissants s’entrecroisent, s’ entremêlent, pour place à une philosophie de la “gestion de la compléxité des représentations sociales “ . Reprenant la suggestion de John Kinard sur la creation du forum catarsys, les tendances plus récentes de grandes institutions muséales à se transformer en agoras ( place d’idées, place marchande confondues ), nous asssistons au passage progressif du concept de l’écomusée, réactualitsé, à travers ses différentes générations, au concept intégratif de Musée-Forum-Agora social, faisant la part égale à l’exposition et au débat citoyen. Cette transmutation, déjà sensible à Santa Cruz de Rio , apparaîtra avec évidence à Setubal lors du 12e Atelier international du MINOM.


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sexta-feira, 25 de abril de 2008


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Esta é a madrugada que eu esperava
o dia inicial inteiro e limpo
onde emergimos da noite e do silêncio
e livres habitamos a substância do tempo




Sophia de Mello Brayner Andresen

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Utopia - Zeca Afonso








http://delta02.blog.simplesnet.pt/


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E quem fica para cultivar as sementes ? Em que campos ...


Há dias passou na SIC um documentário da CBS, apresentado por Mário Crespo - Programa "60 minutos", que me impressionou. O programa falava de um banco planetário de sementes, recentemente criado, a escassos mil quilómetros do Polo Norte.Cerca de 4,5 milhões de sementes das mais importantes plantas cultiváveis passam a ser guardadas nas profundezas da Terra, nas entranhas geladas da montanha da ilha norueguesa de Spitsbergen, terras da noite, onde paradoxalmente nada germina.Onde não existe uma única árvore ...Bancos de sementes iraquianos e afegãos foram destruídos na guerra. Um tufão destruiu outro nas Filipinas. Por este motivo, o novo Banco Mundial de Sementes tornou-se rapidamente conhecido em todo o mundo. Países ameaçados por revoltas como o Paquistão e o Quênia já enviaram amostras de sementes para Spitsbergen. O Banco Mundial de Sementes armazenará amostras provenientes de mais de 1,4 mil bancos de sementes de todo o mundo.O banco de sementes é protegido por espessas paredes de concreto, porta blindada e sistema de alarme.Uma visão da Arca de Noé.Situado a 130 metros acima do nível do mar. Mesmo que boa parte da calota polar derreta, ele continuará seco. O depósito de concreto está preparado para resistir até mesmo a uma guerra nuclear. E no caso de o sistema de refrigeração falhar, o permafrost garantirá que a temperatura não supere 3,5° Celsius.







__________________ A Terra- Mãe está a morrer ... alguns dos seus filhos, os mais ricos, já perceberam e estão a fazer celeiro. Sabem que têm contribuido para essa agonia e estão a precaver-se.
Em vez de tentar salvar o que resta, de mudar drasticamente a velha ordem, entregam-se "ordeiros" aos Cavaleiros do Apocalipse convictos de que vão ser salvos.
Encenam o fim e vêm ciclicamente ao palco receber os aplausos.
Mas os outros, os mais pobres, ainda nem tiveram tempo para pensar no assunto porque têm andado de cabeça baixa a contar os grãos para não morrer de fome. Este banco de sementes fazia-lhes falta era agora, amanhã já é tarde.

terça-feira, 22 de abril de 2008


Solta de correntes, contenta-se em narrar o que vive, e se o narra é porque o vive nos prados inventados, páginas de sobriedade que aborrecem de morte repletas do gosto amargo das partidas no viver que é pão, no fermento que é sexo, a senda mais perigosa que a consome.



cito " M ", arrebatada pela maré de citadel

sexta-feira, 18 de abril de 2008






Em estaleiro

___________________________________________ Na Praia da Saúde . Entre as nuvens . flutuante . Um enorme Zeppelin





quinta-feira, 17 de abril de 2008


moon♠lady





"A arte existe para que a verdade não nos destrua." Nietzsche
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" ... neste incerto caminho de passos de renda cala.se a hora. desnublado o tempo de arrasar a partida. " Isabel Mendes Ferreira


Estado d`Alma

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segunda-feira, 14 de abril de 2008

Turbulent Dream, NYC, 1998, John Dugdale

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Há no esquecimento, ou na lembrança total das coisas,

uma rosa como uma alta cabeça,

um peixe como um movimento rápido e severo.

Uma rosapeixe dentro da minha ideia desvairada.

Há copos, garfos inebriados dentro de mim.

- Porque o amor das coisas no seu tempo futuro

é terrivelmente profundo, é suave,

devastador.

Herberto Helder

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Minha cabeça estremece

http://www.triplov.com/herberto_helder/sumula.htm



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Acordo ortográfico


Gosto do teu rosto exacto,
com o cê bem desenhado,
mesmo quando não se ouve,
para te pôr, como laço
nos cabelos, o circunflexo
em que nenhum traço há-de
faltar, mesmo que um pacto
sem cê nem concessão te
roube o pê nessa pose
de pura concepção.



Nuno Júdice @ AQUI

domingo, 13 de abril de 2008

“Evocando as lembranças da casa, adicionamos valores de sonho. Nunca somos verdadeiros historiadores; somos sempre um pouco poetas, e nossa emoção talvez não expresse mais que a poesia perdida.”

Gaston Bachelard

sábado, 12 de abril de 2008

O caso da casa de Cora - a poeta doceira





Cora Coralina nasceu em 20 de agosto de 1889, na casa que pertencia à sua família há cerca de um século, e que se tornaria o museu que hoje reconta sua história. Filha do Desembargador Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto e Jacita Luiza do Couto Brandão, Cora, ou Ana Lins dos Guimarães Peixoto (seu nome de batismo), cursou apenas as primeiras letras com mestra Silvina e já aos 14 anos escreveu seus primeiros contos e poemas. "Tragédia na Roça" foi seu primeiro conto publicado.
Em 1934 casou-se com o advogado Cantídio Tolentino Bretas e foi morar em Jabuticabal, interior de São Paulo, onde nasceram e foram criados seus seis filhos. Só voltou a viver em Goiás em 1956, mais de vinte anos depois de ficar viúva e já produzindo sua obra definitiva. O reencontro de Cora com a cidade e as histórias de sua formação alavancou seu espírito criativo.
Cora Coralina faleceu em Goiânia, a 10 de abril de 1985.
Logo após sua morte, seus amigos e parentes uniram-se para criar Casa de Cora Coralina , que mantém um museu com objetos da escritora.




A poeta doceira, "descoberta" por Carlos Drumond de Andrade, editou o seu primeiro livro aos 75 anos e até morrer, partilhou a velha casa da ponte com Vicente, o fiel jardineiro e com Maria Grampinho, a louca de Goiás, sua silenciosa companhia. Morreram os dois, poucos meses depois de Cora Coralina partir, como se a casa e os jardins tivessem perdido a alma.



Quando eu era menina
bem pequena,
em nossa casa,
certos dias da semana
se fazia um bolo,
assado na panela
com um testo de borralho em cima.
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Era um bolo econômico,
como tudo, antigamente.
Pesado, grosso, pastoso.
(Por sinal que muito ruim.)
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Eu era menina em crescimento.
Gulosa,
abria os olhos para aquele bolo
que me parecia tão bom
e tão gostoso.
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A gente mandona lá de casa
cortava aquele bolo
com importância.
Com atenção. Seriamente.
Eu presente.
Com vontade de comer o bolo todo.
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Era só olhos e boca e desejo
daquele bolo inteiro.
Minha irmã mais velha
governava. Regrava.
Me dava uma fatia,
tão fina, tão delgada...
E fatias iguais às outras manas.
E que ninguém pedisse mais !
E o bolo inteiro,
quase intangível,
se guardava bem guardado,
com cuidado,
num armário, alto, fechado,
impossível.
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Era aquilo, uma coisa de respeito.
Não pra ser comido
assim, sem mais nem menos.
Destinava-se às visitas da noite,
certas ou imprevistas.
Detestadas da meninada.
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Criança, no meu tempo de criança,
não valia mesmo nada.
A gente grande da casa
usava e abusava
de pretensos direitos
de educação.
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Por dá-cá-aquela-palha,
ralhos e beliscão.
Palmatória e chineladas
não faltavam.
Quando não,
sentada no canto de castigo
fazendo trancinhas,
amarrando abrolhos.
"Tomando propósito".
Expressão muito corrente e pedagógica.
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Aquela gente antiga,
passadiça, era assim:
severa, ralhadeira.
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Não poupava as crianças.
Mas, as visitas...
- Valha-me Deus !...
As visitas...
Como eram queridas,
recebidas, estimadas,
conceituadas, agradadas !
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Era gente super
enjoada.
Solene, empertigada.
De velhas conversas
que davam sono.
Antiguidades...
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Até os nomes, que não se percam:
D. Aninha com Seu Quinquim.
D. Milécia, sempre às voltas
com receitas de bolo, assuntos
de licores e pudins.
D. Benedita com sua filha Lili.
D. Benedita - alta, magrinha.
Lili - baixota, gordinha.
Puxava de uma perna e fazia crochê.
E, diziam dela línguas viperinas:
"- Lili é a bengala de D. Benedita".
Mestre Quina, D. Luisalves,
Saninha de Bili, Sá Mônica.
Gente do Cônego, Padre Pio.
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D. Joaquina Amâncio...
Dessa então me lembro bem.
Era amiga do peito de minha bisavó.
Aparecia em nossa casa
quando o relógio dos frades
tinha já marcado 9 horas
e a corneta do quartel, tocado silêncio.
E só se ia quando o galo cantava.
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O pessoal da casa,
como era de bom-tom,
se revezava fazendo sala.
Rendidos de sono, davam o fora.
No fim, só ficava mesmo, firme,
minha bisavó.
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D. Joaquina era uma velha
grossa, rombuda, aparatosa.
Esquisita.
Demorona.
Cega de um olho.
Gostava de flores e de vestido novo.
Tinha seu dinheiro de contado.
Grossas contas de ouro
no pescoço.
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Anéis pelos dedos.
Bichas nas orelhas.
Pitava na palha.
Cheirava rapé.
E era de Paracatu.
O sobrinho que a acompanhava,
enquanto a tia conversava
contando "causos" infindáveis,
dormia estirado
no banco da varanda.
Eu fazia força de ficar acordada
esperando a descida certa
do bolo
encerrado no armário alto.
E quando este aparecia,
vencida pelo sono já dormia.
E sonhava com o imenso armário
cheio de grandes bolos
ao meu alcance.
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De manhã cedo
quando acordava,
estremunhada,
com a boca amarga,
- ai de mim
-via com tristeza,
sobre a mesa:
xícaras sujas de café,
pontas queimadas de cigarro.
O prato vazio, onde esteve o bolo,
e um cheiro enjoado de rapé.
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Cora Coralina " Antiguidades "

O ramo de flores no museu


Ó Cinérea Princesa, as vossas flores
Ficarão para sempre mais perfeitas,
Já que o tempo extinguiu brilho e cores

Já que o tempo extinguiu a habilidosa
Mão que levou, serenas e discretas,
A tulipa sucinta e ardente rosa.

Não há mais ilusão de outra presença
Que a do Amor que inspirou graças tão finas
Que ninguém viu e que ninguém mais pensa
Porque o homem e o mundo são de ruínas.
E este ramo de pétalas franzinas,
Leve, liberto da mortal sentença,
Tinha, ó Princesa, fábulas divinas
Em cada flor, sobre o nada suspensa.

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Cecília Meireles
_____________________________________ pintura manet

sexta-feira, 11 de abril de 2008

A cantora cabo-verdiana Mayra Andrade é a vencedora do mais recente Prémio Revelação de World Music da BBC Radio 3, levando de vencida os outros nomeados, todos de grande gabarito e todos eles também já várias vezes referidos no Raízes e Antenas : Balkan Beat Box, Bassekou Kouyate & Ngoni Ba e Vieux Farka Touré. O prémio deve-se, claro, ao seu álbum de estreia «Navega» mas também, sem dúvida, aos seus concertos memoráveis que, nos últimos anos, têm passados pelos melhores palcos e festivais de world music. A notícia da agência Lusa que - antecipando-se à «revelação» oficial - avança a vitória de Mayra Andrade nesta categoria dos «World Music Awards» inclui ainda uma breve biografia de Mayra Andrade que transcrevo a seguir:«O seu álbum de estreia, "Navega", foi distinguido em 2007 com o Deutscheschalplatten pela crítica alemã. Mayra iniciou a sua carreira aos 16 anos no Canadá, quando ganhou a Medalha de Ouro nos Jogos da Francofonia. Filha de cabo-verdianos, nascida em Cuba, Mayra já partilhou palcos com cantores como Cesária Évora, Chico Buarque, Caetano Veloso, Ernesto Puentes e ainda Charles Aznavour, com quem gravou um duo para o seu disco "Insolitement Votre". Mayra Andrade, 22 anos, considera que faz "parte de um leque de artistas que tem dado à música cabo-verdiana oportunidade de renovar e conquistar novos horizontes".
Os vencedores nas restantes categorias destes prémios - os mais importantes e disputados do circuito da world music - serão conhecidos esta noite. E, se tiver tempo, ainda aqui darei conta deles entretanto.


Acabei de saber esta óptima notícia pelo António Pires AQUI !

quinta-feira, 10 de abril de 2008


« As gralhas afirmam que uma única gralha era capaz de destruir o céu. Sem dúvida, mas isso não prova nada em desfavor do céu, porque os céus são precisamente o lugar impossível das gralhas. »

Franz Kafka
Parábolas e Fragmentos

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Agradeço-te mensageiro ...




De: __________________

Enviada:
terça-feira, 8 de abril de 2008 13:03:15
Para:
Isabel Victor

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Todas Ibamos a Ser Reinas

Todas íbamos a ser reinas,
de cuatro reinos sobre el mar:

Rosalía con Efigenia y
Lucila con Soledad.

En el valle de Elqui, ceñido
de cien montañas o de más,
que como ofrendas o tributos
arden en rojo y azafrán.

Lo decíamos embriagadas,
y lo tuvimos por verdad,
que seríamos todas reinas
y llegaríamos al mar.

Con las trenzas de los siete años,
y batas claras de percal,
persiguiendo tordos huidos
en la sombra del higueral.

De los cuatro reinos,
decíamos, indudables como el Corán,
que por grandes y por cabales
alcanzarían hasta el mar.
Cuatro esposos desposarían,
por el tiempo de desposar,
y eran reyes y cantadores
como David, rey de Judá.



Gabriela Mistral

pseudónimo adoptado por Lucila de María del Perpetuo Socorro Godoy Alcayaga, nascida na pequena cidade de Vicuña, Chile, em 7 de abril de 1889, educadora, diplomata e feminista chilena, adotou o nome de Gabriela em homenagem ao poeta italiano Gabriele D’Annunzio e Mistral como forma de expressar sua admiração pelo poeta Frederic Mistral.
Vencedora do Prêmio Nobel de Literatura em 1945, foi a primeira escritora latino-americana que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Dimokránsa

Mayra Andrade

Composição: Kaka Barboza

Kantádu ma dimokrasiâ,
Ma stába sukundidu,
Ma tudu dja sai na kláruI nós tudu dja bira sabidu.
Kada um ku si maniâ
Fla rodóndu bira kuadrádu,
Kada um ku si tioriâ
Poi razom pendi di si ládu.


( ... )

domingo, 6 de abril de 2008

Extrait de l` exposition " Diáspora "____________________

Le mouvement est migrant, presque autant que les corps eux-mêmes. Travailler sur l'idée d'une diaspora du mouvement dansé demandait donc de poursuivre cette réinterprétation à l'infinie de danses transmises (...)







Dans tes cheveux » de Mathilde Monnier

Danse
Corinne Garcia

Musique
Abdullah Ibrahim et Grace Jones (instrumental)

Jean Nouvel, premio Pritzker de arquitectura


Fachada do polémico Museu do Quais Branly, em Paris, projectado por Jean Nouvel. A arquitectura é de facto fabulosa, porém a ideia de museu como espaço de confinamento (Foucault) e legitimação dos objectos, está ultrapassada.
Visitei-o, há poucos meses, e saí meio atordoada.
A contemporaneidade e limpeza da arquitectura é dissonante com o conservadorismo da museografia (culto dos objectos "aprisionados" em vitrines), a ambiguidade do discurso expositivo e, sobretudo, com a visão de um museu (de Estado) que, em pleno sec XXI, nas barbas da torre Eiffel, recupera os arquétipos mais convencionais da Antroplogia do exótico e do etnocentrismo. É realmente poderoso ! Mas ... nada disto é pacífico, tudo depende da perspectiva, tudo é relativo e a visita obrigatória (digo eu ... ).








Entrevista com Jean Nouvel





Museo del Quai Branly, a la sombra de la Tour Eiffel
Jean Nouvel, escenario de imágenes



http://www.elcultural.es/Video/jeannouvel/jeannouvel.asp

sábado, 5 de abril de 2008

o ciclo menstrual da noite



uma escrita de sangue e carne e leite e seios e picos e renúncia e entrega e vibráteis gritos que diria virem de dentro da noite. um pathos quase criptogâmico. um parto oculto que desvenda o rigoroso carpelo de um discurso aparentemente de renúncia. é uma mulher. claro. quem assim majestosamente se veste de nudez (...) este livro de anunciação chega como voragem. e fica como certeza.

isabel mendes ferreira.
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sexta-feira, 4 de abril de 2008

Sinais dos tempos






Dia Internacional de Museus 2008
http://icom.museum/2008_contents.html

Este ano o ICOM – Conselho Internacional dos Museus convida todos os museus do mundo a participar no Dia Internacional de Museus (18 de Maio) com actividades dedicadas ao tema “Museus como agentes de mudança social e desenvolvimento”.
Com esta proposta, o ICOM estimula a reflexão em torno de um dos pontos fundamentais do conceito de museu, que há mais de três décadas tem vindo a difundir: “Um museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberto ao público, e que adquire, conserva, estuda, comunica e expõe testemunhos materiais do homem e do seu meio ambiente, tendo em vista o estudo, a educação e a fruição.”
A difusão de “novas” ideias, em finais dos anos 60, de questionamento da instituição museu, da sua abertura ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, foram consubstanciadas na Declaração de Santiago do Chile, datada de 1972. Com efeito, na época operou-se progressivamente uma mudança de atitude e de enfoque por parte dos museus, que acentuou as suas responsabilidades sociais, hoje tomadas como um dado assente. Questionamo-nos então sobre o retomar de um tema, tão debatido nessa atribulada fase de mudança das sociedades, com importantes reflexos nos museus, de que Portugal também foi palco nos anos 70, prolongando-se nos anos 80 e 90 do século XX. Sociedade e desenvolvimento não são conceitos fechados. Evoluem a par dos tempos. Adequam-se a novas necessidades, a novos contextos sociais, culturais, económicos, técnicos, científicos, artísticos, patrimoniais… fruto da contemporaneidade. É então neste momento, neste ano de 2008, que se propõe um novo olhar sobre as sociedades, hoje profundamente multiculturais, em que a circulação e a convivência de pessoas de diferentes nacionalidades, memórias, raízes culturais, línguas, resultam em confrontos e em encontros que reflectem a riqueza do ser humano, nas suas várias faces. Um tempo também marcado pela profusão de imagens que documentam e interpretam realidades e pelas vastíssimas possibilidades das tecnologias, também já não tão novas, mas cada vez mais acessíveis, associadas a novas fórmulas de comunicação, de aproximação e de interacção. E é sobre o museu neste tempo que urge reflectir, na perspectiva de o configurar como “agente de mudança social e desenvolvimento”, implicando-o, envolvendo-o, fazendo-o participar e fazer parte do quotidiano das pessoas.
Na perspectiva do tema proposto e como sugestão para reflectir sobre o potencial de uma nova realidade dos tempos actuais, este ano o ICOM anuncia uma novidade: a celebração do Dia Internacional dos Museus tanto no mundo real, como no mundo virtual. (Ver http://icom.museum/2008_contents.html)
O Instituto dos Museus e da Conservação associa-se às comemorações do Dia Internacional dos Museus e apela aos museus que integram a Rede Portuguesa de Museus para promoverem iniciativas que assinalem esta data, que em Portugal constitui já um momento de grande reconhecimento público da actividade dos museus.

Coisas do silêncio

Fotografia http://www.duartebelo.com/























Passeou pelos espelhos dos dias
suas clandestinas alegrias
que mal se reflectiram desertaram


Ruy Belo, " Remate para qualquer poema "

orla maritima e outros poemas
[publicações assirio & alvim para a fnac - dia mundial da poesia]

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quarta-feira, 2 de abril de 2008

DESEMPREGO EM 9ª MINGUANTE


A MINGUANTE está aqui . Gosto desta ideia, do desafio ...
Micro narrativas online . Veja COMO PARTICIPAR ?
Próximo tema " O Vício ". Envio de textos e imagens até 15 de Abril
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O excelente design desta revista é de Margarida Delgado, assim como a fotografia de mulher que adoptei hoje para ilustrar o caderno de campo.

Academia problemática e obscura


Pintura de Henrique Pousão



Em 1721 é criada a Academia Problemática e Obscura de Setúbal. Trata-se da primeira e única academia sadina e uma das primeiras do país. A primeira sessão, a 30 de Maio, coloca o problema “ Qual fizera mais, se Alexandre em conquistar o mundo, se Diógenes em desprezá-lo? ”, tendo dois antagonistas. Estava assim criada a primeira instituição formal de Cultura, em Setúbal.

( ... ) Ao contrário do que se tem pensado, esta academia não foi efémera, teve uma vivência até bastante longa, estando ainda activa nos anos 60 de setecentos. Nessa academia fundiam-se questões culturais, artísticas, musicais e poéticas, em fraterno debate.



Não me canso de pronunciar "Academia problemática e obscura " ( que nome fantástico ! Não acham ?), agora renascida em http://www.primafolia.blogspot.com/
Abrilando ... na Rua Deputado Henrique Cardoso 3o/34, em Setúbal

Apareçam ou cliquem em PrimaFolia para saber notícias sobre " O Museu do escravo africano ", em São Romão - Alcácer do Sal ( um projecto em fermentação ... )

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E ... de novo, a velha questão

" Liberdade, onde estás? Quem te demora? " (Bocage 1765-1805)


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