quarta-feira, 30 de maio de 2007

Inédito de Agostinho da Silva







Clicar em cima da imagem para ler o texto



No passado Domingo de Pentecostes, Maurícia Teles, discípula de Agostinho da Silva, irmã- servidora do convento do sonho, que há dezassete anos consecutivos assume os preparativos da Festa do Espírito Santo, leu na Arrábida, a pleno céu aberto, junto à Ermida da Memória, um excerto inédito de uma, das muitas cartas, que o Professor lhe dirigiu.

Fiquei tão impressionada com o seu conteúdo e com o impacto que a leitura teve nas pessoas, que ousei pedir à Maurícia Teles um facsimile do texto para divulgação neste caderno virtual.

Respondeu-me assim, hoje :

Querida amiga Isabel

(...) Envio-lhe em anexo duas folhas "Cadernos do ErmitÃo Associado- 1992 /1" do Professor Agostinho da Silva (o original digitalizado), conforme combinámos. Foi lido, no Convento da Arrábida, o excerto:"Quadrinha de presente e de futuro" e "Do pessoal".

Muito grata, com a fraternidade

Maurícia Teles da Silva

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Chamei-lhe flôr de água ...
Descanso aqui o olhar

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Rendida a ... Francisco Palma Dias (o POETA)

Gema, modo de usar e de fazer, trama

1
Donde vai parindo esta história vera
descobre-se e faz-se
refaz-se
esta passagem da ilha dos amores
__________
à do único fervor
a dos ardentes

2
este canto aqui deitado
a ninguém pode servir
mas pode ser levantado
por quem o deixar subir
pelo corpo e que dum trago
cantar então a luzir.
______
Um dia ou outro se olha
porque então do que canto ousamos
chegar ao quinto que é cante
se olhas de caras e dorso
a inesfacelada
face
e é
o nosso rosto
e todas as máscaras que aqui estão

3
artefacção
e arte fátua
ofício
e artificio
trazer as estrelas aos cabelos alargados à dansa
[que é voar silente
e no corpo frígido o grito desunhado em gritaria
com as cores sintéticas no ácido na boca (silenciar
que mesmo se de branco na face do nada
_____________
é sangue espavorido que nela seca ou secará
mais tarde
estampilhado
ou num estoiro de esmagar os dentes)
_______
é arte egónica
convulsa ou embalando o ricto na noite onde ago-[niza e se resolveo ego (se o fortalece é a morrinha pêca)
_________
canónica renasce estoutra
duma tradição que se descobre
Tradição é
a que tece as madeixas e os eixos a que se desdobra
o soçobro do mosto (e o vinho faz-se
e desce pelo corpo do artesão
que desaparece).
_____________
Duma e doutra
bate meu coração aqui escrevendo (e que ele me leve
à perdição de tudo o que sonhei
que se extinga o nome e que
nomei

4
repousas sobre a terra
poisada dentro de ti mesma e despertas
desfraldando meu corpo que murmuras
(sopro a sopro te descubro) e proferes
todos os sabores que prefiro
(amargosos, sem açúcar)
______
de ti a mim
amar reúne e nutre
de mim a tio mar desata um nó amarrotado.
Assim nos funda
________
estamos e somos
esta travessia que em nós pulsa

5
nas frases outonais deste inferno
soletro letras ilustrando a bruma
d´aquém e d´além estar, ou seja, a espuma
que brame em continente submerso.
___________
Ao veio donde fomos rastejando
volveste velida alma minha erguida
louçana e pura entrançado o sirgo
que cose a ligadura a lume brando.
__________

É fogo luso para a quinta essência
Atalantando. E nesta lonjura
a soidade pena em mim pulsando
___________
o futuro presente agora e quando
o ferro fundente descobre a armadura
que veste o fiel de luz, perdidamente
____________________

Francisco Palma Dias, in “cante quinto”, Guimarães editores, 1981.

Mais AQUI

domingo, 27 de maio de 2007

Para celebrar as premissas da terra ...

ergueu-se hoje, mais uma vez, numa sempre ÚNICA vez, o Império do Sonho na Ermida da Memória ...
http://www.azeitao.net/arrabida/convento_1/historia.htm








F E S T A D O E S P Í R I T O S A N T O













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Domingo de Pentecostes
Domingo mágico na Arrábida ...


O Espírito Agostiniano desceu sobre a divina Arrábida (o lugar agreste) e poisou nas cabeças das crianças, coroadas. O aroma a mirtilo ficou no ar ... para que a terra vingue, a fraternidade universal perdure e o diálogo entre as pessoas, as culturas, as religiões e as não religiões, se reacenda a cada instante das nossas vidas.






"Restaurar a criança em nós
e em nós a coroarmos Imperador,
eis aí o primeiro passo para a formação do Império "
___________
Agostinho da Silva
in, Considerando o Quinto Império, DISPERSOS, 1989


Bem haja a Maurícia Teles que alimenta de palavras, gestos e iguarias este bodo milenar
Bem haja a Associação Agostinho da Silva que cumpre incessantemente o verbo do Mestre
__________

Ainda a propósito ... Casa de Estudos
Sobressaltada por este sopro índico , corri cerimoniosamente as persianas e, na mais absoluta escuridão, pergunto (me) : o que é coragem ?
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e eu que ando a (re)ler os contos de Hans Christian Andersen ...
e neles (re)descobrindo, os multiplos sentidos da coragem

O Anjo e a Flor do Campo

Sempre que sucede morrer uma criança boa, desce um anjo do céu a buscá-la, e, depois de a recolher em seu regaço, desdobra as asas brancas, dadas pelo Criador, afim de ir percorrendo em seguida todos os sítios com que na terra a criança mais simpatizou. As flores que nesta digressão apanham, levam-nas ambos ao Pai Celeste, para ele as fazer lá reflorir no empíreo mais formosas e odoríferas, imarcescíveis mesmo. (...)
Porque hoje é Domingo ... visite, virtualmente, MUSEUS DO MUNDO neste sereno clicar .

sexta-feira, 25 de maio de 2007

fotografia de Pascal Renoux
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Gosto de receber flores ... mesmo virtuais. Gosto muito. Fico alegre. Sinto-me envaidecida.
Cholocates, nem tanto ... não sou grande apreciadora. Fazem parte do cliché mas não me alegram tanto como as flores.
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Flores ... adoro !
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Hoje ao abrir o correio electrónico, saltou-me para o ecran esta belíssima tulipa suspensa na simpatia de um sopro. Sorri-lhe ... ela elevou-se e seguiu-me. Poisou serenamente nas folhas do meu caderno. Terá pensado que estava no campo ? Deixo-a à janela ... em sinal de agradecimento a quem, elegantemente, a colocou na minha caixa. E ... respondo assim à questão : esta é mesmo uma das minhas preferências. A outra é driblar o tempo ...

Africa, no seu dia ... em Maio, pleno Maio


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A data, comemorada como o Dia de África, serve para manter vivos os ideais que levaram à criação, há 40 anos, em Adis Abeba, Etiopia, da Organização da Unidade Africana (OUA), um marco na continuação do processo de autodeterminação dos africanos, iniciado após a II Guerra Mundial com acções dos movimentos de libertação nacionais.
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Um Dia em África visto por 100 fotógrafos ...

Em Aljezur ...






Programa detalhado AQUI

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Declaro-(me) a Drummond ...


DECLARAÇÃO DE AMOR

Carlos Drummond de Andrade
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Para ouvir clicar neste link


Minha flor minha flor minha flor. Minha prímula meu pelargónio
meu gladíolo meu botão-de-ouro. Minha peónia. Minha cinerária
minha calêndula minha boca-de-leão. Minha gérbera. Minha clivia. Meu
cimbidio. Flor flor flor. Floramarilis. Floranémona. Florazálea.
Clematite minha. Catléia definio estrelitzia. Minha
hortensegerânea. Ah, meu nenúfar. Rododendro e crisântemo e
junquilho meus. Meu ciclámen. Macieira-minha-do-japão.
Calceolária minha. Daliabegónia minha. Forsitiaris tuliparrosa
minhas. Violeta... Amor-mais-que-perfeito.Minha urze.
Meu cravo-pessoal-de-defunto. Minha corola sem cor e nome no chão de
minha morte.


The Filmmaker Antonio Aleixo

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Dedico este poema a Carlos Serra e ao seu Diário de um Sociólogo , uma imponente janela , que se abre energicamente, de par em par, para nos trazer a aragem do Índico.
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Clicar no link para ouvir o poema ...
http://www.inforarte.com/cantando2/RuiKnopfli1.html

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As acácias já se incendiaram de vermelho
e o zumbido das cigarras enxameia obsidiante
a manhã de Dezembro. A terra exala,
em haustos longos, o aguaceiro da madrugada.
Ao longe, no extremo distante da caixa
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de areia, o monhé das cobras enrola
a esteira e leva o cesto à cabeça,
cumprido o papel exacto que lhe coube
e executou com paciente sageza hindu.
Dura um instante no trémulo contraluz
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do lume a que se acolhe, antes da sombra
derradeira. Assim, os comparsas convocados
para esta comédia a abandonam, verso
a verso, consignando-a ao olvido
e à erva daninha que, persistente, a cobrirá
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irremediavelmente. O encenador faz
a vénia da praxe e, porque aplausos
lhe não são devidos, esgueira-se pelo
anonimato da esquerda alta. É Dezembro
a encurtar o tempo, o pouco que nos sobra.
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" Cair do pano "
Ruy Knopfli



ALGUÉM
PARTIRA PARA SEMPRE
NA
TRANSFIGURAÇÃO
DE
UMA PELE.

Plágio total d` AQUI

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Conversamos con cuatro directores destacados del continente para pulsar su cinematografía
La Filmoteca de El Cultural: El gran dictador
Una entrevista: David Fincher

terça-feira, 22 de maio de 2007







Diz-me o que escolheste, dir-te-ei quem és ...
Este jogo é engraçado ! Basta clicar e escolher.
Eu cliquei, escolhi e ...
eis o perfil que me foi atribuído ! Enfim ... jogo é jogo.
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Neta de ferroviários, cresci a ouvir contar histórias sobre estações, apeadeiros, terras, linhas, máquinas, agulhas, disciplina, rigor, itinerância, progresso.

O orgulho ferroviário !

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Há uma certa mística nos comboios ...

Sinto-me confortável e tranquila a viajar de comboio.

E leio ... leio ... leio

segunda-feira, 21 de maio de 2007


Aproveitar o tempo!

Ah, deixem-me não aproveitar nada!
Nem tempo, nem ser, nem memórias de tempo ou de ser!...
Deixem-me ser uma folha de árvore, titilada por brisa,
A poeira de uma estrada involuntária e sozinha,
O vinco deixado na estrada pelas rodas enquanto não vêm outras,
O pião do garoto, que vai a parar,
E oscila, no mesmo movimento que o da alma,
E cai, como caem os deuses, no chão do Destino.

Álvaro de Campos, " Apostila "( excerto ), 1928

sexta-feira, 18 de maio de 2007

No dia Internacional dos Museus, à distância de um clic ...







Marcação de visitas
265 235 646
cao1.appacdm@portugalmail.pt
265 537 880
museutrabalho@iolpt

NOVO MuseoBlog
http://cao1appacdm.blogspot.com



HOJE É O DIA DOS MUSEUS ! * museando ... pelos patrimónios universais


Fotografia de Ahmet Ertug
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Ahmet Ertug estudou arquitectura e graduou-se em 1974. Exerceu em Londres, Irão e Turquia. Envolveu-se com a fotografia em LOondres e tirava fotografias da vida urbana. Quando trabalhou no Irão 74/76 fotografou monumentos locais persas.
Fonte : Gi blog

quinta-feira, 17 de maio de 2007


ALAIN TOURAINE

Iguais e diferentes.
Poderemos viver juntos?

É a questão que Alain Touraine coloca neste livro



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" a cultura global de hoje já não corresponde a nenhum tipo humano, nunhuma figura emblemática, sejam mulheres ou homens, jovens ou velhos, habitantes de Nova Iorque ou de Paris, ou do Rio ou de Calcutá. A destruição das mediações sociais deixa face a face a globalização do campo cultural e a multiplicidade inultrapassável dos actores sociais. A face oculta deste multiculturalismo é o risco de encerramento de cada cultura numa experiência particular incomunicável. Uma tal fragmentação cultural levar-nos-ia a um mundo de seitas e à recusa de qualquer norma social. "
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Editor: Instituto Piaget
Colecção: Epistemologia e Sociedade
ISBN: 9727710638
Ano de Edição: 1998
N.º de Páginas: 420
Dimensões: 16 x 23 x 3 cm

Du’a Khalil Aswad _


SUPERLATIVA COM (PAIXÃO)


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Uma mulher, Fernanda Cancio, do blogue gloria facil

quarta-feira, 16 de maio de 2007


SER FULGURAÇÃO . . . - em - Letras de Babel
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Perguntei-te: o que é isso do amor, e tu meteste-me
uma mão entre as pernas e perguntaste: sentes?
E eu corei e disse que ali não, que estávamos no meio do café
e removi a tua mão quente de entre as pernas que apertei
com força - com vergonha. Rias-te e dizias enfim
que o amor era quando eu tinha sangue ali, quando
eu tinha sangue no dentro de mim mas que não
me pertencia. Eu pensei que não queria uma resposta
metafórica, pensei alto sem que ouvisses enquanto
levavas à boca a chávena de design moderno cheia
de chá até quase entornar. Os teus lábios aquecendo
do chá que ferve mostram também um sangue, penso,
e inclino-me sem metáforas para tocar com os meus dedos
a tua boca. Perguntei-te o que é isso do amor e tu disseste:
é cisnes, e fechaste em torno de mim as pernas e os lábios
e amámo-nos, e aquecemos o mundo todo,
tecido orgulhoso de líquidos. Depois, no fim, vestimo-nos e
olhámos o amor a ir-se embora nos dígitos encarnados
do relógio de cabeceira.
.
poem by groze

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IMORTAL

terça-feira, 15 de maio de 2007

Barbara - Ma Plus Belle Histoire d'Amour
j'ai calmé ma violence,
Ma plus belle histoire d'amour, c'est vous,
Les temps d'hiver et d'automne






A Dúvida, a Solidão, logo...
a Escrita


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Na vida, chega um momento - e penso que ele é fatal - ao qual não é possível escapar, em que tudo é posto em causa: o casamento, os amigos, sobretudo os amigos do casal. Tudo menos a criança. A criança nunca é posta em dúvida. E essa dúvida cresce à sua volta. Essa dúvida, está só, é a da solidão. Nasce dela, da solidão. Podemos já nomear a palavra. Creio que há muita gente que não poderia suportar o que aqui digo, que fugiria. Talvez seja por essa razão que nem todos os homens são escritores. Sim. Essa é a diferença. Essa é a verdade. Mais nada. A dúvida é escrever. É, portanto, também, o escritor. E com o escritor todo o mundo escreve. É algo que sempre se soube. Creio também que sem esta dúvida primeira do gesto em direcção à escrita não existe solidão. Nunca ninguém escreveu a duas vozes. Foi possível cantar a duas vozes, ou fazer música também, e jogar ténis, mas escrever, não. Nunca.

Marguerite Duras, in 'Escrever'
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(*) Um "meme" é um " gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma".

Resposta aos estimulantes Desafios de Lauro António e de "M"

que passo a TODOS os que por aqui passarem ...
sei que estou a "subverter" as leis da cadeia "meme" , mas hoje resolvi abrir as portas. Escancarar a janela. Atirar o caderno ao ar e deixar voar as folhas soltas.
Vê-lo rodopiar e cair no chão, meio desfeito. Desalinhado.
__________
Caderno em revisão. Levantado do chão ? Veremos ...



" objecto não é a verdade de absolutamente nada. O conservador escolhe, pressiona o objecto que deseja pôr em evidência, recorrendo para isso à "vitrinificação": a vitrina não será ela própria um objecto santificador? Depois, coloca a vitrina em cima de um plinto, embeleza-a, decora-a, adapta-lhe uma iluminação adequada, coloca no interior outro plinto acompanhado por uma etiqueta virgem, que simbolizará através do olhar que incide sobre o objecto, quando este se mediatiza num lugar de exposição privilegiada: o Museu-Templo."


Jacques Hainard


Publicado por Alexandre [Museu do Trajo] AQUI

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Dos Açores sopram ventos de poesia ... a maresia dos museus



Recebi hoje esta Agenda Cultural 2007 editada pelo Museu de São Jorge, nos Açores e fiquei encantada ! É portátil, bonita e eficiente. Divulga a oferta museológica e apela aos nossos sentidos ...
Li, reli e senti-me impelida a telefonar para aVírginia Reis, directora do Museu de São Jorge para a felicitar e pedir-lhe que me autorizasse a divulgar, nas folhas do caderno, tão interessante e diversificada programação museológica. A Qualidade em MUSEUS é isto ! São actividades, espaços, pessoas, acervos, eventos e, sobretudo bons ventos que não nos deixam indiferentes ... que nos interpelam ! Que nos apetecem ... aos quais não resistimos. Os museus que nos servem são aqueles que apelam à nossa participação no reconhecimento dos patrimónios e das memórias de que todos somos feitos.
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Os MUSEUS estarão em festa no dia 18 de Maio. Aproveite para visitar, conhecer e apoiar os museus portugueses.
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domingo, 13 de maio de 2007

Este(S) DRAMA (S) atormenta(m)-me ...


Em resposta a ESTE post " Desaparecida " editado por Lauro António ...
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Caro Lauro, assino por baixo !


Neste momento tão doloroso para estes e para todos os pais que viram desaparecer os filhos vai a minha incondicional solidariedade.

Agora, de nada vale fazer juízos de valor ... o horror já aconteceu!
Este é um drama que me tem feito sofrer.

Sei que os media, vendem tudo e enriquecem sobretudo com o RISO, as LÁGRIMAS.
Só nos mostram o que querem e nós só choramos com o que nos mostram.

Manipulam os nossos sentimentos e exploram a nossa atenção. Este caso é disso exemplo ... outros não tiveram a mesma atenção. Mas ainda bem que este teve a atenção devida!
Espero que esta menina apareça ! Espero mesmo !
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Isto é um desespero ! Um desespero e um dó de alma ...

Confesso que me desespera este caso de abandono !!! Concordo contigo ... Como é possivel sair para um jantar "romântico" em férias e deixar três crianças num quarto de Hotel. É bárbaro !!! Já ouvi "desculpas" do tipo - a relacção parental nestas culturas é diferente da nossa. As crianças são muito mais independentes.

A isto chama-se comodismo !

Uma treta para justificar a incúria ... abandono é igual em qualquer língua, em qualquer cultura, em qualquer condição ! É uma questão de sobrevivência. De protecção da vida ...


É uma lei do reino animal !


Há predadores. Sempre houve. Todos sabemos ...

As mães, em condições normais, não abandonam as crias ! É lamentável ... (eu sei que esta competência é de pais e mães) ... mas as mães, senhores ! Com essas perigosas "leoas"por perto ninguém ousa contra os filhos ! Ninguém se atreve ... ninguém.


Não deixem os filhos sóZinhos ...

Isto faz-me uma aflição !

Levem-nos para os restaurantes ou então, fiquem em casa e façam um jantar de panquecas com doces que eles adoram.


Sózinhos é que NÃO !


Peço a ____________ todas as forças, a todas ____________que a menina apareça *


A Terra por vezes é tão GRANde e com BURacos tão escuros ...

( * ) " meme " again ...




Para Quê e Porquê

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Vê se não insistes muito em perguntar porquê ou para quê, se não queres ficar paralítico. Porque a maior grandeza da vida tem o valor nela própria e não fora dela. Não se pode justificar a vida senão nela. Ou a luz. Ou a fraternidade humana. Ou a justiça. E o mais assim. E é o que é indiscutível que pode fundar um comportamento e uma razão de se estar vivo. É fácil ainda inventar ou ter razões para se atentar contra o que é indiscutível. Porque se é indiscutível, não se pode discutir. E se se discute, o valor deixa de existir. Toda a cultura ou civilização assenta em pressupostos que não exigem uma demonstração e permanecem assim no intocável que é seu. Eis que no nosso tempo, como em nenhum outro, o fundamental para a vida se determina pela negação. A arte foi como sempre o grande arauto da nossa terra queimada. Negar. Destruir. Porque tudo se contamina da possibilidade de negação. Das artes e as letras ao comportamento social. E curiosamente a mais manifesta negação é a que se refere ao tabu sexual. E o que mais se destaca aí é o uso a frio das maiores obscenidades. E o que mais se evidencia nisso é a redução do acto amoroso ao que nele é animal. Tudo o que se refere à nossa animalidade tem um duplo vocabulário segundo exprime aí elevação e baixeza. Utilizar friamente a obscenidade é reduzir o mais alto ao mais baixo, para que o bode o cão ou o cavalo afirmem a sua razão de ser contra a razão de ser humano. O nosso tempo exige não ter tabus. É a forma de exigir que se seja cavalo ou bode.

Vergílio Ferreira, in "Escrever"

Publicado AQUI
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(Co)respondo assim, com uma reflexão de Vergílio Ferreira, o príncipe das letras, ao desafio de Frémitos (blogArte Clara Hall)

(*) Um "meme" é um "gen ou gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma. Simplificando: é um comentário, uma frase, uma ideia que rapidamente é propagada pela Web, usualmente por meio de blogues. O neologismo "memes" foi criado por Richard Dawkins dada a sua semelhança fonética com o termo "genes".
e passo-o a :

intruso (arteblog)
Diário de um Sociólogo (blog C.Serra)
Fábricas - Museu (blog)
O que cai dos dias (blogLiteratura)
Paixões & Desejos (blogCinema)

O Vestido

No armário do meu quarto escondo de tempo e traça
meu vestido estampado em fundo preto.
É de seda macia desenhada em campânulas vermelhas
à ponta de longas hastes delicadas.
Eu o quis com paixão e o vesti como um rito,
meu vestido de amante.
Ficou meu cheiro nele, meu sonho, meu corpo ido.
É só tocá-lo, volatiza-se a memória guardada:
eu estou no cinema e deixo que segurem a minha mão.
De tempo e traça meu vestido me guarda.

_____________
Adélia Prado


E ... o vestido NESTE armário

sábado, 12 de maio de 2007

(*)


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(*) Um "meme" é um " gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma".

resposta ao desafio da Gi"
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"É o sofrimento, e só o sofrimento , que abre no homem a compreensão interior." (Gandhi)
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Com a solenidade, antiguidade e mistério do Potlatch

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Reenvio ...

De:
Emilia Margarida Marques
Enviado:
sexta-feira, 11 de Maio de 2007 13:35:50
Assunto:
[Fwd: Goethe-Institut: mês de Maio dedicado à Antropologia]

-------- Original Message --------
Subject: Goethe-Institut: mês de Maio dedicado à Antropologia
Date: Fri, 11 May 2007 12:52:26 +0100
From: "CEAS - Isabel Cardana" Informamos que durante o mês de Maio,
no âmbito do programa
"Delicatessen - Cultura de Cinema digital",

o Goethe Institut em
Lisboa apresenta 3 filmes digitais

dedicados ao tema "Antropologia".
Esta iniciativa conta com o apoio institucional do CEAS. Quem estiver
interessado em assistir gratuitamente a cada uma das sessões deve
informar o secretariado do CEAS com antecedência, por e-mail (o preço de
cada bilhete para o público em geral é de 1,50 euros).
Mais informações:
http://www.goethe.de/ins/pt/lis/prj/del/spl/lis/m07/ptindex.htm
************************************************************************
16.05.2007, 19.00h
Shutka - Cidade dos Roma
de Aleksandar Manic, CZ, SCG 2005, 79 min.
Goethe-Institut Lissabon
Distando apenas 15 minutos de carro de Skopje, a capital da Macedónia, a
povoação Shutka é considerada a capital não oficial dos Roma. uma cidade
que parece ter nascido de um filme de Kusturica – cheia de rituais
estranhos, situações grotescas e figuras burlescas. Por isso mesmo, o
nosso cicerone não é nem mais nem menos do que o Dr. Koljo (Severdzan
Bajram), que muitos conhecem do filme de Kusturica “GATO NEGRO, GATO
BRANCO”. É ele que nos apresenta os seus comerciantes ricos, os
jornaleiros pobres, os caçadores de vampiros e dervixe. A narrativa em
estilo documentário mistura-se aqui com verdadeiros “desempenhos”
teatrais por parte dos habitantes da povoação e surge-nos assim um
retrato muito especial e único de um espantoso pedaço de terra perdido
no mapa e dos seus incríveis habitantes.

23.05.2007, 19.00h
The Swenkas
de Jeppe Ronde, DK 2004, 72 min.
Goethe-Institut Lissabon
Eles são fazendeiros e trabalhadores na actual África do Sul. Mas ao
fim-de-semana, quando a Staturday Night Fever se apodera deles, despem
os macacões sujos e vestem os seus trajos de gala. Com outfits
absolutamente “estilosos” apresentam-se então em Joanesburgo para
competirem numa passagem de modelos masculina. Os SWENKAS, como se
intitulam a si próprios estes artistas da transformação, celebram com
enorme orgulho o seu culto exclusivo. Com os seus fatos de designers
famosos, como Pierre Cardin ou Carducci, chiques camisas e gravatas de
seda, sapatos de verniz impecavelmente limpos e chapéus elegantes, os
SWENKAS posam e evoluem perante um júri que não só avalia o seu
vestuário, como também a sua perfomance na passerelle.

24.05.2007, 19.00h
Pégadas no gelo
de Staffan Julén, SWE, DK 2006, 79 min.
Goethe-Institut Lissabon
Robert E. Peary foi o primeiro explorador a chegar ao Pólo Norte. Em
1897 levou seis esquimós para Nova Iorque, onde foram exibidos aos
"curiosos", enquanto ele próprio vivia uma vida dupla na Gronelândia com
uma outra mulher. O único sobrevivente deste grupo de esquimós foi o
jovem Minik - o que é feito dele? O bisneto de Robert Peary segue as
pistas do passado e narra, ao mesmo tempo, uma história sobre a ambição
por detrás da exploração e da sua discrepância cultural.

+-----------------------------------------------
Centro de Estudos de Antropologia Social (CEAS)
Ed. ISCTE, Av. Forças Armadas
1600-083 Lisboa
PORTUGAL
Tel: +351 21 790 39 17
Fax: +351 21 790 39 40
Url: www.ceas.iscte.pt
Hoje, num virar de esquina, encontrei a Luísa Perienes Ficámos a conversar de gatos, de atavios, das burocracias que atrasam este país, dos filhos, das nossas vidas desencontradas e dos trabalhos de Sísifo que nos "gastam" os dias ...

Sempre andando, fomos conversando com o Sado à vista, atalhando pelas escadinhas que descem das Fontaínhas e ... já na avenida (Luísa Todi), sob o sol do meio-dia, no momento em que cada uma seguiria o seu destino, perguntei-lhe :

então e a escultura, Luísa ?
Aí, ela parou, com um brilho nos olhos, e disse-me " Olha, estou a fazer o Gomes Leal para o Jardim dos Poetas !

Fiquei contente por rever a Luísa e por saber que o Gomes Leal vai ficar em tão boas mãos ...


Despedimo-nos ...

Luísa, quando o "teu" Gomes Leal estiver lá, no Jardim dos Poetas , avisa-me !
____________________________________
Alucina-me a cor! – A rosa é como a Lira,
a Lira pelo tempo há muito engrinaldada,
e é já velha a união, a núpcia sagrada,
entre a cor que nos prende e a nota que suspira.
_________________
Se a terra, às vezes, brota a flor, que não inspira,
a teatral camélia, a branca enfastiada,
muitas vezes, no ar, perpassa a nota alada
como a perdida cor dalguma flor que expira...
___________________
Há plantas ideais de um cântico divino,
irmãs do oboé, gémeas do violino,
há gemidos no azul, gritos no carmesim...
________________________
A magnólia é uma harpa etérea e perfumada,
e o cacto, a larga flor, vermelha, ensanguentada,
– tem notas marciais, soa como um clarim.
___________________________________
Gomes Leal
"Claridades do Sul"



domingo, 6 de maio de 2007



"O intenso brilho" de Adélia Prado

Nunca esquecerei este filme ...


Dersu Uzala
Akira Kurosawa
interpretado por Maksim Munzuki
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Uma grande lição de vida ...
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Uma história de sobrevivência que nos mostra que aquilo que julgamos saber e nos confere supremacia, se pode tornar completamente inútil num meio onde desconhecemos o essencial para sobreviver. A relatividade do conhecimento, os sistemas de valores, os códigos de comunicação ... o limite, onde SER HUMANO é interajuda e confiança mútua. Onde SER HUMANO é o essencial - onde SER HUMANO é tudo aquilo que esquecemos ... e que, no limite, se revela primordial.
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Um filme inesquecível ... que vi um dia, por acaso, no escuro de umas das salas do mítico "Quarteto", situado na Rua Flores do Lima, junto à Avenida dos Estados Unidos da América, onde várias vezes me refugiava quando, ainda estudante de Sociologia no ISCTE, fazia gazeta a certas aulas menos . . . enfim , não me arrependo. Vi filmes tão bons ! Que saudades do QUARTETO e das suas quatro salas de belíssimo cinema.
IN http://www.olhares.com/rosa_branca/foto743244.html

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