quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Vinicius. Sempre. Sempre (dá-me sempre um arrepio ...)






Vinicius morreu na manhã de 9 de Julho de 1980 com 66 anos, de edema pulmonar, na banheira de sua casa na Gávea. No enterro, consolada por Elis Regina, Gilda recordava a noite anterior, quando, numa entrevista, perguntaram a Vinicius: "Você está com medo da morte?". E o poeta, placidamente, respondeu: "Não, meu filho. Eu não estou com medo da morte. Estou é com saudades da vida".


in Tom Jobim+Vinicius de Moraes+Toquinho+Miúcha live concert

MUSÉE DE LA PERSONNE - Centre d`Histoire de Montréal



http://ville.montreal.qc.ca/portal/page?_pageid=2497,3088440&_dad=portal&_schema=PORTAL

O Centro de História de Montréal tem um trabalho de referência ao nível da museologia social, cidadanias, inclusão e migrações. As parcerias com museus portugueses nesta area poderão revelar-se de primordial importância para as aprendizagens e os caminhos que todos estamos tacteando a este propósito. As clínicas da memória são disso um bom exemplo ...

http://www.museudapessoa.net/MuseuVirtual/home/resources/homesPublicadas/MVHM_4.html

Deixo aqui o contacto com o director Jean-François Leclerc que trabalha intensamente com as comunidades portuguesas em Montréal, desenvolvendo multiplas estratégias de investigação/acção expressas em linguagens expositivas inovadoras e projectos de educação para a cidadania.

jfleclerc@ville.montreal.qc.ca

http://www2.ville.montreal.qc.ca/archives/democratie/democratie_fr/apprentis/outils/realisation.shtm

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Oh as casas as casas as casas


Oh as casas as casas as casas
as casas nascem vivem e morrem
Enquanto vivas distinguem-se umas das outras
distinguem-se designadamente pelo cheiro
variam até de sala pra sala
As casas que eu fazia em pequeno
onde estarei eu hoje em pequeno?
Onde estarei aliás eu dos versos daqui a pouco?
Terei eu casa onde reter tudo isto
ou serei sempre somente esta instabilidade?
As casas essas parecem estáveis
mas são tão frágeis as pobres casas
Oh as casas as casas as casas
mudas testemunhas da vida
elas morrem não só ao ser demolidas
ela morrem com a morte das pessoas
As casas de fora olham-nos pelas janelas
Não sabem nada de casas os construtores
os senhorios os procuradores
Os ricos vivem nos seus palácios
mas a casa dos pobres é todo o mundo
os pobres sim têm o conhecimento das casas
os pobres esses conhecem tudo
Eu amei as casas os recantos das casas
Visitei casas apalpei casas
Só as casas explicam que exista
uma palavra como intimidade
Sem casas não haveria ruas
as ruas onde passamos pelos outros
mas passamos principalmente por nós
Na casa nasci e hei-de morrer
na casa sofri convivi amei
na casa atravessei as estações
respirei - ó vida simples problema de respiração
Oh as casas as casas as casas

Ruy Belo


http://www.iplb.pt/pls/diplb/!get_page?pageid=402&tpcontent=FA&idaut=1426009&idobra=&format=NP405&lang=PT

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Pierre Mayrand no Museu do Trabalho



No Sábado, dia 25 de Novembro, o Museu do Trabalho recebeu a visita de Pierre Mayrand, investigador em Património e Museologia, professor da Universidade do Québec em Montreal de 1969 a 1996. Membro fundador do MINOM /ICOM (UNESCO) - Movimento Internacional para uma nova Museologia. Teórico da Economuseologia, fundador do Ecomuseu de Haute-Beauce no Québec. Figura relevante do pensamento contemporâneo na area da Museologia, Patrimónios e Cidadanias.

Pierre Mayrand, participou como observador, na Tarde Intercultural dedicada à construção de identidades e representações sociais dos vários grupos na comunidade local, sob o tema /desafio " Ser setubalense ".

Nos " Cadernos de Sociomuseologia ", editados pelo Centro de Estudos de Sociomuseologia da Universidade Lusófona, encontram-se várias referências do pensamento de Pierre Mayrand, nomeadamente o nº 22, totalmente dedicado ao Ecomuseu de Haute-Beauce, Canadá.

http://cadernosociomuseologia.ulusofona.pt/Arquivo/caderno_23/arquivo.htm

Notícia


«Tarde Intercultural» no Museu do trabalho, abordando o tema "Ser Setubalense". Iniciou-se com a apresentação do documento audiovisual "Ser Setubalense - retalhos de vida com Setúbal inscrita", com depoimentos de numerosas pessoas com diferentes histórias de relacionamento com a cidade - muitas das quais estiveram igualmente presentes e participaram activamente no debate que se seguiu. Este debate foi inteligentemente orientado pelo Professor Viriato Soromenho Marques, que reflectiu sobre a condição de ser setubalense, motivando depois a assistência para uma activa participação sobre o que é a cidade necessita que seja feito. Prevaleceu, apesar de tudo, a ideia de que está ainda por fazer um diagnóstico da condição de ser setubalense. A directora do Museu, Isabel Victor, manifestou disponibilidade daquela instituição para esse disgnóstico, tendo feito referência à "clínicas da memória", uma interessante experiência do Canadá. A tarde terminou com uma sessão musical a cargo do acordeonista Dimas, que teve o condão de colocar muita gente a dançar, e com a leitura de poemas de Ruy Belo pelo actor Duarte Victor, no espaço da Mercearia Liberdade. Tratou-se de uma iniciativa muitíssimo interessante e igualmente motivadora, pelo que terei oportunidade, mais tarde, de escrever aqui algumas reflexões sobre este tema.
© J.A

Créditos : http://cetobriga.blogspot.com/

Lembra-te



Lembra-te
que todos os momentos
que nos coroaram
todas as estradas
radiosas que abrimos
irão achando sem fim
seu ansioso lugar
seu botão de florir
o horizonte
e que dessa procura
extenuante e precisa
não teremos sinal
senão o de saber
que irá por onde fomos
um para o outro
vividos

Mário Cesariny



http://blogamargem.blogspot.com/

Não vou esquecer Mário, até sempre...

posted by DUARTE VICTOR at 26.11.06

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

magiae naturalis ...


Fotografia de Humberto de Sousa ( Santa Maria / Açores )
in " Açores - magiae naturalis ", edição Instituto açoriano de cultura, Angra do Heroísmo, 2006


" ( ... ) Este extraordinário livro de Humberto de Sousa fala-nos, sobretudo, do primeiro segredo do arquipélago, desse prodigioso casamento da Terra e do Mar. Mas sem o segundo segredo, sem a singularidade da alma açoriana, a magia natural dos Açores há muito se teria corrompido.

Agora que o mundo, numa crise profunda e global, precisa de ser recriado, se a humanidade quiser sobreviver, todos teremos que aprender com o segredo dos Açores, com a utopia realizada de uma habitaçao serena e duradoura neste território de lava e espuma."

Viriato Soromenho Marques ( Excerto do texto de apresentação )

quinta-feira, 23 de novembro de 2006


Mercado do Livramento ...


"Mercado do Livramento - fotografia de Bev Trainer, uma "irlandesa-setubalense", do clã dos O'Neill, que descobriu recentemente o retrato do chefe tradicional desse clã, Owen Roe O'Neill, numa pequena mansão da Estrada das Machadas de Cima, propriedade do actual chefe, Hugo O'Neill. Este clã dispersou-se pelo mundo na sequência das violentas perseguições aos católicos no tempo de Cromwell, tendo Portugal acolhido um dos seus ramos. Por coincidência, Bev Trayner acabou por vir viver a pouca distância do simbólico retrato. Será Bev uma Setubalense?"

Posted by J.A. to Setúbal at 11/22/2006 03:24:00 PM

http://cetobriga.blogspot.com/

Nota : realmente, ninguém existe fora da História ... e há "estórias " muito curiosas que marcam as pessoas e os lugares! A propósito da mansão O`Neill, aqui referida pelo JAldeia, veio-me à memória o escritor Dinamaquês Hans Christian Andersen que, na sua breve passagem por Setúbal, foi recebido por esta família O`Neill e que, ao que se sabe, também esteve nesta mansão, na Estrada das Machadas. Imagine-se, Setúbal inscrita da vida ( e obra ) de Hans Christian Andersen ... mote de contos e narrativas deste génio da palavra ! Será que a Setúbal, fresca e verdejante que ele descreveu, viajou no seu imaginário até à Dinamarca e hoje ainda por lá paira ?

será que a ‘exposição’ (de Ciência ou de Arte) é uma ‘imposição’ ou uma mera ‘posição’?




O Projecto que coordeno - apoiado pela Fundação de Ciência e Tecnologia, é um processo colectivo. Todos são co-autores, de uma maneira ou de outra. Tendo como título: 'Literacia científico-tecnológica e opinião pública: o caso dos consumidores dos museus de ciência' , o projecto procura relacionar a produção da Ciência ao seu consumo, através da mediação operada pelos museus de Ciência e das TIC na formação do conhecimento e opinião dos seus visitantes. Para além disso, conecta os museus tradicionais aos museus de Ciência virtuais. A Feira dos Minerais, que se realiza anualmente por iniciativa do Departamento de Geologia e Mineralogia do Museu Nacional de História Natural, foi utilizada pela nossa equipa como um pré-inquérito, para definir novas questões e testar outras. Assim sendo, trata-se de um estudo principalmente sobre os Museus de Ciência. Contudo, hoje em dia, a clivagem entre museus de Ciência e Museus de Arte, ou mesmo entre exposições e museus, encontra-se profundamente subvertida. As questões que se colocam na contemporaneidade são deste tipo: será que a ‘exposição’ (de Ciência ou de Arte) é uma ‘imposição’ ou uma mera ‘posição’? Dito de outro modo, a expo investe num gosto e num estilo de vida (imposição), ou na sensibilidade de uma tribo urbana (posição)?


in " PEDRO ANDRADE, A VANGUARDA FALA POR SI ", extracto de entrevista http://www.triplov.com/pedro/entrevista.html

Pedro de Andrade, sociólogo, CICTSUL - Centro Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade de Lisboa. Aí lidera dois projectos importantes: "Literacia científico-tecnológica e opinião pública: o caso dos consumidores dos museus de ciência" e a revista "Atalaia-Intermundos".

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

No Sábado ...


http://www.rpmuseus-pt.org/Pt/html/index2.html

Museu do Trabalho Michel Giacometti
Largo dos defensores da República
Setúbal ( Junto ao miradouro das Fontínhas, a ver o rio ... )

Tef 265 537 880

Tarde Intercultural no Museu do Trabalho, próximo Sábado, dia 25 de Novembro


" Ser setubalense " é o tema da próxima Tarde Intercultural no Museu do Trabalho. Inicia-se, como habitualmente, ás 15-00 h. Apareçam por lá ...

museutrabalho@iol.pt


Setúbal é um velho porto de abrigo para múltiplas derivas e migrações. É uma cidade multicultural mas, nem por isso, intercultural. A categoria " Ser setubalense " ainda não é suficientemente abrangente. Ainda não comporta a ideia de que são setubalenses todos aqueles que, por uma razão ou outra, têm Setúbal ( ou a sua metáfora ) inscrita nas suas vidas, independentemente do seu ponto de partida e do seu rumo.

Mas, mesmo assim a interculturalidade, essa utopia, vai-se cumprindo timidamente nos gestos mais escondidos, mais sensoriais, mais à flor da pele ... que só se revelam através do estreitamento das relações interpessoais, da minúcia dos olhares e da mútua confiança gerada na sociabilidade.

O trabalho de campo que o Museu tem vindo a realizar com os diferentes grupos na comunidade, revelou-nos que as comidas, são um interessante laboratório de sínteses e adaptações culturais. A necessidade aguça o engenho, impõe a mistura de sabores e jeitos que se fundem em gostosos panelões interculturais.

Talvez por isso, a praça de setúbal, o belíssimo " Mercado do Livramento " seja citado por setubalenses de todas as origens ( alentejanos, algarvios, Murtoseiros, africanos, chineses, russos, romenos, goeses, timorenses, brasileiros, etc ), como um local primordial de encontro, um património delicioso ... Um espaço agregador ! Uma plataforma intercultural em setúbal ?

Desafiamos aqui ... fotógrafos, escritores, músicos, poetas e demais olhares artísticos, a olharem sem limites este local tão inspirador, em busca das diversas culturas, dos diversos modos de " Ser setubalense " que brilham entre peixes, frutas e couves no Mercado do Livramento ...

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Hoje convoco o pensamento Paulo Freire ...


"Ninguém educa ninguém. Ninguém educa a si mesmo. As pessoas se educam entre si, mediatizadas pelo mundo."

Paulo Freire

http://www.paulofreire.ufpb.br/paulofreire/principal.jsp

Nota :
Convictos de que o pensamento de Paulo Freire é um imponente FAROL para a Museologia Social na contemporaneidade, deixamos aqui um repto aos museus, museólogos e afins para a (re)leitura da obra deste incontornável pensador e humanista do sec XX, com vista à realização de um encontro dedicado a esta reflexão (primordial ) e aos campos de aplicação das teorias de Paulo freire à Museologia. O que acham ? Deixem aqui as vossas opinões e sugestões ...

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Deixo esta nota no " caderno de campo "

http://museumanthropology.blogspot.com/

Nota : desculpem ser em inglês, fiz apenas um "copiar" / "colar" do original, sem tempo para mais ... fica a intenção de divulgar algo que pareceu pertinente !


" Two Blogs are Better than One: Material World and Museum Anthropology

It is exciting and curious that two weblogs devoted to the fields of museum anthropology and material culture studies have both officially launched in the same brief time span. While the Museum Anthropology blog was begun quietly during the summer of 2006, we authored a story for the November issue of the AAA's Anthropology News that had the purpose of launching the blog officially. This appeared in digital form on AnthroSource in the last days of October. Unbeknownst to us, at the same time, a circle of colleagues at New York University and University College London began publication of Material World, a blog that will be "an interactive, online hub for contemporary debates, discussion, thinking and research centered on material and visual culture." One of the Chief Editors for Material World is Haidy Geismar, a great colleague who, during the past year of my editorship of Museum Anthropology, has proven to be an extremely active and energetic contributor to the journal. A review of the Darwin exhibition by Haidy and her NYU students will appear in the journal's next issue. One of the blog's Editors-at-Large is Aaron Glass, another stalwart supporter of Museum Anthropology. Aaron published one fine paper in my first issue as editor (29.1) and he has another one accepted for publication in volume 30.I hope that there will be fruitful traffic between the two blogs and that they will both thrive, each in its own way. The Museum Anthropology blog is an extension of the journal and will be, in some ways, constrained by this fact and by the limits that editing the journal will place on my time. Material World has a more distributed editorial approach and it is not bound to the lifecycle of an established journal. It will be fun and productive to see where both efforts lead. I intend to read and contribute to Material World and I hope that Museum Anthropology readers and Council for Museum Anthropology members will do so as well.Good luck to the Material World editorial team. Please visit the blog at : "


http://www.materialworldblog.com/

domingo, 19 de novembro de 2006

Porque hoje é Domingo ... faça "enter" e visite museus sem fronteiras !

http://www.discoverislamicart.org/

Mission Statement
Welcome to Museum With No FrontiersClick here to enter


Today’s highlight from the Permanent CollectionTintenfaß, (Schreibzeug)2. Hälfte 7./ 2. Hälfte 13. Jh, Ayyubiden
Bronze, graviert. SilbertauschierungenMuseum für Islamische KunstBerlin, DeutschlandView description


This project is fundedby the European Union

sábado, 18 de novembro de 2006

Sugestão


clikem aqui

http://www.youtube.com/results?search_query=a+morte+foi+de+f%C3%A9rias


A Morte foi de férias (Death's Holidays)10:12
A short movie that I directed as a school project.
Tags:
morte férias death holidays cuba Cuba Fidel Castro fidel castro short movie film comedy comédia curta metragemAdded: 1 week ago in Category: ComedyFrom: cinemuseViews: 150

BOA IDEIA ! Atenção (museo) bloggers ...



"Lauro António Apresenta... " UM BLOG A NÃO PERDER ! Passem por lá ...

Comentários, críticas a obras actuais, anotações, referências, lembretes, notícias, e tudo o mais que valer a pena referir... Ao sabor do tempo e do local.
Sexta-feira, Novembro 17, 2006

http://lauroantonioapresenta.blogspot.com/

BLOGUES DE CINEMA

1º ENCONTRO NACIONAL
DE BLOGUES DE CINEMA


Durante o recente Cine Eco, que terminou no fim de Outubro, na cidade de Seia, lancei a ideia de um Encontro Nacional de Blogues de Cinema (e mais genericamente de Cultura, que tenham uma forte componente Cinematográfica). Estavam presentes vários autores de blogues, e a iniciativa pareceu despertar muito interessante, tendo em conta vários aspectos:- A crescente importância dos blogues na comunicação social contemporânea;- A decisiva influência que os blogues podem ter na criação de uma verdadeira cultura cinematográfica – os blogues são locais privilegiados de criação crítica, de debate de ideias, com a característica de o serem de forma imediata e sem qualquer tipo de "edição" prévia a cargo de outrém, de censura, de manipulação;- Os blogues podem, e devem, ter uma função informativa e divulgadora, com uma capacidade de interferência no real absolutamente única – uma notícia pode atingir milhares de leitores em minutos;Posto isto, e tudo o mais que se poderá debater num Encontro Nacional, aberto a todos quantos queiram aparecer, começámos a idealizar um tempo e um espaço, e tudo se conjuga para que o I Encontro Nacional de Blogues de Cinema tenha lugar em Famalicão, durante o próximo "Famafest" (Cinema e Literatura), entre 9 e 17 de Março (o Encontro ocupará sexta, sábado e domingo, 9, 10 e 11).

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

O património como objecto de sedução ... pode ser bom ! Mas, para quando as pessoas sentirem-se desejadas nos museus ?



Tarde Intercultural " O cante alentejano ", arquivo Museu do Trabalho Michel Giacometti, foto Miguel Casanova, setúbal, 2005

O património como objecto de sedução é, hoje, uma ideia qe colhe simpatia e atrai públicos ávidos de emoção. Os museus espectáculo são exímios nesta arte de seduzir, assim não lhes faltem os meios ! E ... as pessoas "comuns" sentirem-se desejadas ? Sim, porque os ricos, bonitos e poderosos são sempre desejados enquanto a fortuna dura !

"O Património somos nós " mote que inspirou as Jornadas Europeias do Património, em 2006, foi um bom slogan ... falta cumpri-lo !

Os museus do terceiro milénio, podem ajudar a revelar essas identidades das pessoas ditas comuns, desvendar o seu capital de saberes, as suas artes, transformando-as num recurso das comunidades e num potencial de desenvolvimento ( as pessoas-recurso de que fala Hugues de Varine ). Afinal escutarmo-nos, apreciarmo-nos, uns aos outros, com coragem, sem paternalismos, não será assim tão difícil e até podemos seduzir alguém ... começando por nós próprios, em frente ao espelho !




quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Musealogando



S. Brás de Alportel, Outubro, 2006

http://www.musealogando.blogspot.como

" Musealogando " é um, museoblog dedicado à Museologia Social. Foi lançado na sequência das XVII Jornadas, Outubro, São Brás de Alportel, realizadas sob a égide do MINOM. Está em marcha. Passem por lá ...

http://www.minom-icom.net/

Amadeo de Souza-Cardoso



Exposição a não perder !
Aproveitem a hora de almoço para alimentar o espírito ...

Fundação Calouste Gulbenkian
De 15/11/2006 a 14/01/2007
10h00 às 18h00
Galeria de Exposições da Sede, Piso 0 e 01

Lisboa

Obrigada Hugues de Varine


Recebi hoje esta msg de Hugues de Varine que me deixou muito, muito orgulhosa ...


"Bravo ! Je mets un lien à votre blog sur mon site."
Hugues de Varine Consultant en développement local et communautaire1 rue Duvergier - F 75019 Paris - Tél. +33 (0)1.40.34.48.74www.interactions-online.com
Hugues de Varine é hoje uma referência bibliográfica incontornável para o aprofundamento da Museologia como Ciência, campo multidisciplinar do saber, ao serviço das pessoas, das comunidades e do desenvolvimento local.

Do muito que tem escrito ressalto este texto online :

"O DIREITO DE APRENDER
Hugues de Varine*. A educação popular assente no património torna-se, hoje em dia e no mundo inteiro, um factor essencial do desenvolvimento local, ( ... ) "

http://www.direitodeaprender.com.pt/revista02_02.htm







Presto-lhe aqui pública homenagem pelo imenso contributo que as suas reflexões, compromissos e práticas têm dado ao pensamento museológico contemporâneo !

Agradeço-lhe a atenção pessoal que dá a cada museólogo, a cada experiência museológica, a cada passo da acção museológica comunitária ... em qualquer parte do mundo. Devemos-lhe isso !

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Caderno de campo digital

GOOGLEI " Caderno de campo " e encontrei este estudo que me pareceu muito interessante pois creio que a Antropologia visual poderá vir a ser uma forte aliada da Museologia social. Fica o resumo, a sugestão de leitura e o caminho ...


Luiz Eduardo Robinson AchuttiI; Maria de Nazareth Agra HassenII

IUniversidade Federal do Rio Grande do Sul - Brasil
IIUNIRITTER - Brasil, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Brasil


RESUMO

A pesquisa apresenta uma experiência de etnografia e fotoetnografia com equipamento digital. Busca registrar as transformações por que passa uma comunidade rural e pesqueira pertencente a Viamão, na Grande Porto Alegre, RS, Brasil. Margeada pelo rio Guaíba (na verdade, lago) e pela lagoa dos Patos (na verdade, laguna), com a chegada do asfalto no ano de 2002 e a abertura à visitação de parque de reserva ambiental, a vila, chamada Vila de Itapuã, passou a atrair visitantes e a romper com o isolamento. Tal isolamento foi determinante para que na década de 1940 no local fosse construído o Hospital Colônia, uma prisão-tratamento para leprosos. A pesquisa busca registrar a cultura açoriana ali remanescente e, sobretudo, pensar o moderno que penetra o tradicional e todas as implicações desse entrelaçamento na construção de uma identidade local. Paralelamente à modernização que alcança o campo da investigação, a pesquisa também traz inovações metodológicas, ao testar e ampliar o uso da fotografia digital como um recurso para a fotoetnografia, discutir os seus recursos e limites e também os recursos da Internet, uma vez que o caderno de campo é publicado sistematicamente no site www.ufrgs.br/fotoetnografia, no ar desde o mês de julho de 2003.

Palavras-chave: fotoetnografia, fotografia, identidade, trabalho de campo.


How to cite
Electronic Document Format (ISO)
ACHUTTI, Luiz Eduardo Robinson and HASSEN, Maria de Nazareth Agra. Caderno de campo digital: antropologia em novas mídias. Horiz. antropol. [online]. 2004, vol. 10, no. 21 [cited 2006-11-14], pp. 273-289. Available from: . ISSN 0104-7183. doi: 10.1590/S0104-71832004000100012.
Electronic Document Format (ABNT)

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

II Jornadas de Museologia - 9 e 10 Novembro




O jovem Museu da Chapelaria foi o anfitrião deste belíssimo encontro! Foram dois dias de comunicações e de debates que trouxeram para a ribalta o cerne da Museologia Social e o importante papel dos museus de comunidade no terceiro milénio.
Que longo caminho temos feito ... movimentos internacionais - MINOM e afins, museológos, museus comprometidos com as comunidades e o desenvolvimento pessoal, voluntários, amigos dos museus, parceiros. Valeu a pena! As discussões amadureceram, as práticas estão a alterar-se e parece que estamos finalmente a chegar ás PESSOAS ! O Museu da Chapelaria está de parabéns ! Os museus estão a tornar-se mais AMIGÁVEIS, INCLUSIVOS e INSPIRADORES !

E ... a propósito de amizade

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Tarde Intercultural chinesa no Museu do Trabalho Michel Giacometti


Reportagem efectuada por Irene Lei, redactora principal do Jornal " Sino "

Setúbal, Setembro de 2006
Participação e cidadania (grau de)

Partindo da definição de que participação é o grau de envolvimento dos actores sociais na tomada de decisão, a sua lógica e racionalidade são factores – chave para a compreensão do fenómeno. Este é um dos indicadores fundamentais e a alavanca da Qualidade em museus na perspectiva da Museologia Social.

As formas de participação e as motivações que a sustêm, são fundamentais para a eficiência do sistema da Qualidade em museus. É através da participação das pessoas que se identificam os problemas e é também com a participação das pessoas que eles se resolvem. A Gestão da Qualidade é, neste e noutros aspectos, consonante com o paradigma da Nova Museologia, centrado na comunidade e na participação em ordem à satisfação das pessoas. Este indicador ( grau de participação ) e os descritores que lhe estão associados informam um dos processo-chave da museologia Social e são a expressão mais fiel da avaliação da Qualidade em museus.


Isabel Victor
in dissertação " Os museus e a Qualidade " - Universidade Lusófona 2004 / Cadernos de Sociomuseologia
A Participação como Processo-chave da Qualidade em museus

A opacidade, mais ou menos generalizada, dos museus na sociedade, sustentada pelo discurso do auto elogio da diferença (virtual porque não comprovada ou porque só pontualmente testemunhada em áreas específicas do saber), enfraquece a sua capacidade de intervenção, restringe a comunicação, promove o autismo social e desmotiva as parcerias inter organizacionais. Pensamos que os museus ganhariam imenso em adoptar as ferramentas e conceitos da Gestão da Qualidade, como instrumento de medição dos resultados obtidos pelos museus na prossecução das missões, comparando-nos com os de outras organizações (benchmarking), como medida efectiva de avaliação relativa do impacto destes na sociedade. Falta uma linguagem comum que permita comparar, sem preconceitos, o desempenho social dos museus com o de outras organizações, tornando-os mais acessíveis, “ usáveis” e transparentes.

A opacidade dos museus, enquanto organizações, inibe as expectativas dos cidadãos relativamente à sua participação nos processos museológicos e na avaliação dos resultados, devido à dificuldade objectiva em compreender como o podem fazer e quais os benefícios que daí advêm para os indivíduos e para a comunidade. O cidadão terá que saber, objectivamente, o que pode esperar da entidade organizacional museu no contexto da sociedade actual e, enquanto membro da comunidade, saber como pode participar activamente na definição da sua missão, comprometer-se com a visão, identificar-se com os valores, entender a especificidade processual do fazer museológico e, sobretudo, ter parte activa na autoavaliação, como meio fundamental para prosseguir a melhoria contínua.

O enfoque na participação como processo–chave da Qualidade em museus, tem conduzido, no interior e no exterior da comunidade museológica, ao questionamento desta lógica organizacional e da ideia de museu que lhe está subjacente, impulsionando reflexões que visam a reavaliação dos conceitos e práticas convencionais que modelam a acção museológica e a revisão das missões dos museus no que toca à sua função social e à percepção efectiva da Qualidade, como conceito abrangente, indissociável dos ideais de desenvolvimento e de cidadania. A nosso ver, a permanência do preconceito relativamente à autoavaliação e participação efectiva dos cidadãos, assenta na opacidade dos modelos convencionais de gestão, baseados em administrações burocráticas, centradas no controle das funções e das pessoas, mais preocupadas com os objectos do que com os objectivos, idolatrando o que permanece e desperdiçando o que fluí.

Não nos podemos esquecer que nem toda acção museológica conduz a produtos finais identificáveis e que a dimensão processual da museologia social (a “caixa negra” que regista as mudanças de rumo e os fluxos varáveis de participação) carece de ser avaliada e explicitada como evidência primordial da Qualidade em museus.

A Gestão da Qualidade assenta na autoavaliação, flexibilização e transparência das organizações, como via para o desenvolvimento pessoal, a democratização das sociedades e a satisfação das pessoas entendidas como input e output do sistema da Qualidade

A dimensão ontológica do museu, como lugar onde se pensa o mundo próximo e distante, em ordem à mudança, contra a exclusão, obriga a um exercício permanente de observação e negociação, resultante do diálogo entre os museus, as pessoas e as organizações, formais e informais, com perspectivas diferenciadas de sociedade, valores, culturas e patrimónios. Esta não é tarefa fácil porque, como todos sabemos, não há museus neutros nem políticas inócuas.
Há que fazer opções, estabelecer compromissos, firmar contratos sociais com os parceiros e ter uma visão clara sobre o sentido a dar aos museus, inequivocamente expresso nas missões, fortalecido no auto conhecimento e na avaliação comparativa dos resultados. Ter uma clara percepção do que representa a museologia, enquanto ciência - expressão do pensamento contemporâneo e o campo da acção museológica - a práxis que traduz o posicionamento dinâmico dos museus na sociedade, face aos graves problemas com que se deparam hoje as pessoas e as comunidades, no imenso mundo global onde impera a solidão individual.

Neste mundo complexo e ruidoso as pessoas precisam de silêncio, anseiam ser ouvidas e o Museu pode ser esse espaço cerimonioso de escuta. A disponibilidade para ouvir é também uma forma activa e atenta de suscitar a livre participação e favorecer as expressões identitárias dos diferentes grupos na comunidade.



Isabel Victor
Museu do Trabalho Michel Giacometti
museutrabalho@iol.pt
Setúbal, Novembro 2006

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Tarde de Goa no Museu do Trabalho


in Tarde Intercultural sobre" Goa ", no Museu do Trabalho Michel Giacometti, com família Fernandes, de origem goesa, passagem por Moçambique e residência actual em Setúbal/Barreiro e o prof Doutor Teotóneo de Sousa - Universidade Lusófona de Humanidades, em Lisboa (Departamento de História )

O Museu intercultural: utopia ou, simplesmente, um caminho ?







O Museu Intercultural, se existisse, seria uma espécie de templo, um imenso locus de conhecimento, onde cada pessoa, com as ferramentas da sua cultura, as habilidades do seu SER e a força das suas memórias, animasse com os seus, à sua maneira, no seu tempo, amplos debates, foruns abertos a audiências globais, em “altares” de livre criação, ciclos de comunicação interpessoal (sempre inacabados), inquietantes, que se renovariam a cada novo olhar, em cada novo ciclo ...

Este Museu /Templo inominável, multiforme, experimental, filosófico, onde apenas a mudança é permanente, aparenta fragilidade, parece volátil, causa estranheza, mas revela, como nenhum outro, a fluidez do vivido, o ineditismo da experiência projectado a partir de cada um (da sua singularidade), numa rede infinita de paradoxos, memórias e esquecimentos. 

Este Museu /Templo, feito de pessoas, assumiria as múltiplas formas dos anseios ( também dos medos) dos seus actores, em espaços imaginários de representação. 
Seria como que um terreiro ficcional, onde se contemplam admiráveis metáforas, criadas e recriadas a partir dos universos individuais, de diásporas herdadas.

Este Museu / Templo da Interculturalidade , (com)vivencial, seria um observatório privilegiado. Um espaço cerimonioso de escuta. Um itinerário crítico de (auto) descoberta. Uma viagem ao âmago das identidades conflitantes geradas pelas diferenciações, desigualdades, etnias, gerações, géneros e representações. Como nos vêem, como nos vemos, o que vemos e queremos ver , as multiplas  e ilusórias reflexões - o eterno jogo de espelhos.


Comunicar, ou melhor, comunicar-se entre culturas exercita a (des)codificação das formas singulares de (com)viver e de (re)contar a diversidade experienciada. A comunicação intercultural produz conhecimento; opera rupturas epistemológicas, metalinguagens que transformam vidas significativas em estórias significantes que são, afinal, a essência do Museu / Templo da Interculturalidade. 

O Museu utópico / Templo de Interculturalidade, desmaterializado  (em contra.tempo) é em si mesmo, mutante, contaminante e inclassificável.
A Interculturalidade é um conceito em construção e o Museu Intercultural o lugar antropológico dessa utopia. Um espaço relacional, histórico e identitário. Lugar de autorepresentação das culturas - um espaço performativo que interpela e apela (que se expõe).

Estamos na fase aprender a viver entre culturas e o museu, tal como hoje o conhecemos, poderá ser esse espaço ( multi)vivencial, de (auto)conhecimento e desenvolvimento pessoal. 

Basta que abra as portas à diversidade e aceite ir mudando até que outros o reconheçam como algo significativo e contaminante. Um lugar poético pleno de sentido (de sentidos).



isabel victor, Setúbal, Junho 2006,
"interculturalidade em museus"
Museu do trabalho Michel Giacometti

www.mun-setubal.pt/MuseuTrabalho

Página " A Qualidade em museus "

www.aqualidadeemmuseus.net

Esta página dedicada à qualidade em Museus teve a sua origem no Projecto “O Público dos Museus em Portugal: Caracterização e motivações” (POCTI - 33546 Centro de estudos de Sociourbanismo da ULHT). e tem como objectivo para além de divulgar os resultados do referido projecto disponibilizar um conjunto de recursos que poderão ser úteis a todos aqueles, museólogos e investigadores, preocupados com a qualidade nos Museus

O estudo original, partiu das premissas dos estudos de público de museus, mas, progressivamente foi encontrando diversas limitações, pelo que se iniciou um processo de procura de alternativas mais conformes com objectivo final que se pretendia. Este objectivo era na verdade, estabelecer a metodologia necessária ao desenvolvimento de estudos que avaliassem efectivamente o impacto dos museus na sociedade, e não somente nos visitantes.Desenvolver estudos de público com base numa ideia de museu desfasada daquilo que hoje se entende como função estruturante das instituições museológicas, reduzia também consideravelmente, o interesse desses mesmos estudos. Neste sentido foi necessário ter em consideração a conceituação de Museologia, tal como tem vindo a ser tratada pelas novas correntes de pensamento (e de práticas), genericamente denominadas de Nova Museologia, Ecomuseologia, Museologia Comunitária, no quadro das quais foram integradas na teoria museológica, entre outras, as ideias de participação, desenvolvimento local, prestação de serviços, conceito alargado de património, de território e de gestão cultural.
Neste quadro aprofundou-se o entendimento daquilo que diferencia o público do utilizador.
Ideias chave: Qualidade nos Museus. Público versus Utilizador. Prestação de serviços, Nova Museologia. Ecomuseologia. Museologia Comunitária. Desenvolvimento local.
Registadas 110 inscrições provenientes de todo o País(23/05/2006)


Acesso á página do Centro de Estudos de Sociomuseologiawww.territorio-cultura.net



Programa do XIII Encontro Nacional Museologia e Autarquias

Como chegar ao IPQ (é muito facil)

Texto debate preparado por Isabel Victor

Resumos das intervenções



Textos de apoio para o Encontro.

Standards, performance measurement and the evaluation of ecomuseum practice and ‘success’ , Peter Davis

Estrutura comum de Avaliação -CAF 2002

Application of advanced manufacturing technologies to conservation, restoration and reconstruction of cultural and historical heritageFernando Cruz & António Ramos Pires



Bibliografia

Links



Livros recentes:

Garcia, Nuno Guina, O museu entre a cultura e o mercado: um equilíbrio instável - Coimbra: IPC, 2003. - 224 p. ISSN 1645-8672; 2 ISBN 972-98593-2-9

François Mairesse, Missions et évaluations des Musées, Une enquête à Bruxelles et en WallonieEdictions L'Harmattan, Paris, 2004 • 238 pages

A avaliação da Qualidade em museus

Constatação:

A avaliação do impacto real dos museus na sociedade é uma problemática residual da Museologia, em particular da Museologia Social, que tem como epicentro as pessoas, as expectativas, os problemas e os processos. As múltiplas aquisições resultantes da acção museológica de recorte social geram, com frequência, mudanças qualitativas de enorme significado, nem sempre expressas em produtos finais identificáveis através dos modelos convencionais de avaliação de públicos.

Problema: Faltam-nos ferramentas e/ou instrumentos de avaliação efectiva de resultados, indicadores do impacto dos museus na sociedade, critérios mensuráveis e formas equivalentes de os nomear e comparar.


Essa inquietação conduziu-nos, por sucessivas aproximações, à busca de respostas para os problemas identificados, na hipotética aplicabilidade, aos museus, das ferramentas teóricas e práticas da Gestão pela Qualidade, no seu modelo referencial da Qualidade Total, com eficácia sobejamente demonstrada noutros sectores da sociedade

A abordagem, ainda que com caracter exploratório, conduziu-nos às seguintes formulações:



· Que benefícios podemos esperar do diálogo dos museus com outras organizações de natureza diversa, ou afim, com notório impacto na sociedade, recorrendo ao exercício metódico de observação e identificação de boas práticas, ao esforço efectivo comunicação inter-organizacional e ao reconhecimento de que, independentemente da especificidade das organizações em presença, é possível medir com objectividade a eficácia relativa dos respectivos desempenhos, expressa em resultados para os cidadãos.

Problema: Falta-nos uma linguagem comum que permita o entendimento inter-organizacional e expresse inequivocamente quem somos, o que fazemos, o que pretendemos vir a fazer e com quem queremos ou nos poderemos vir a comparar



Que desafios para o campo da ciência museológica, poderá trazer a reflexão crítica e afinamento de conceitos, hipoteticamente gerada pelo salto epistemológico resultante do cruzamento da Museologia com outras áreas do conhecimento, no caso em apreço, a Gestão da Qualidade, orientada para o primado da pessoa e da sua satisfação, a busca sistemática e pedagógica da melhoria contínua, as práticas auto-reflexivas , as novas gramáticas comunicacionais e as múltiplas aprendizagens daí resultantes, com reflexos esperados no crescimento pessoal e no reforço das identidades socio-profissionais que abarcam os dois campos de acção.

Problema: A operacionalização de conceitos e, sobretudo, os preconceitos . . .


Isabel Victor
Museu do Trabalho Michel Giacometti

museutrabalho@iol.pt

Centro de Estudos de Sociomuseologia da Universidade Lusófona
Maio 2006

Memória ...

"Quando se gosta da vida, gosta-se do passado, porque ele é o presente tal como sobreviveu na memória humana. "

Marguerite Yourcenar
MINOM Alportel, Setembro 2006

Andrei Rubliov

"Andrei Rublyov" (1969 - 120m)

SINOPSE Andrei Rubliov foi o segundo filme do realizador Andrei Tarkovsky e trata-se da vida de um pintor de ícone russo do século XV, talvez o primeiro grande artista russo.Andrei Tarkovsky segue o pintor pelas terras miseráveis da Rússia da Idade Média, cruzando-se com bobos, loucos e outros artistas, enfrentando a violência e até uma crise de fé.Esta obra prima, reveladora da visão única de Tarkovsky sobre o poder da arte, foi condenada pelas autoridades russas e só ao fim de cinco anos foi estreada.Trata-se de um comovente mosaico do tempo, que consegue transformar as lutas e alegrias humanas em actos divinos.
Interpretação - Anatoli Solonitsyn, Ivan Lapikov, Nikolai Grinko, Nikolai Sergeyev, Irma Rauch, Nikolai Burlyayen, Yuri Nazarov


Realização - Andrei TarkovskyArgumento - Andrei Konchalovsky, Andrei TarkovskyProdutor - Tamara OgorodnikovaProdução - MosfilmFotografia - Vyacheslav OvchinnikovTradução - Alexandre Bazine

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